DESPESAS COM REFORMAS ESTÁDIOS PARA COPA 2014
Chegou ao meu conhecimento, e muitos devem saber igualmente, que para sediar a Copa de Futebol de 2014 o país gastou verdadeira fortuna em publicidade apelativa. Agora, um PPS recebido de amigos esclarece o montante que se irá gastar para a reconstrução - reformas em estádios já existentes - e construções de novas arenas para a prática futebolística.
O dinheiro não virá dos clubes, pois que a maioria deles anda na "corda bamba", financeiramente falando; muitos agremiações esportivas se acham mesmo no "vermelho": salários atrasados, encargos sociais nas mesmas condições e outros problemas inerentes ao mundo de negócios do futebol. Pois pasmem: o montante dessa despesas com estádios para a Copa de 2014 atingirá, de saída, R$ 5.713 bi. É uma "bagatela", para um país que nada em dinheiro, que distribui entre os países irmãos vultosas somas, que perdoa dívidas elevadíssimas aos países africanos e ainda financia não sei que obras ou situações na Grécia. Melhor é lacrar os cofres da Previdência, a fim de se evitar futuros transtornos àquela instituição e aos seus beneficiários.
O dinheiro não virá dos clubes, pois que a maioria deles anda na "corda bamba", financeiramente falando; muitos agremiações esportivas se acham mesmo no "vermelho": salários atrasados, encargos sociais nas mesmas condições e outros problemas inerentes ao mundo de negócios do futebol. Pois pasmem: o montante dessa despesas com estádios para a Copa de 2014 atingirá, de saída, R$ 5.713 bi. É uma "bagatela", para um país que nada em dinheiro, que distribui entre os países irmãos vultosas somas, que perdoa dívidas elevadíssimas aos países africanos e ainda financia não sei que obras ou situações na Grécia. Melhor é lacrar os cofres da Previdência, a fim de se evitar futuros transtornos àquela instituição e aos seus beneficiários.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
AOS BRASILEIROS PATRIOTAS DE VERDADE
Sabem o que fazer sob o efeito do apagão? Apagadooooo! Ficar apagado, no apagão que não mais teríamos no Brasil de acordo com Lula e parceira Dilma, que já foi responsável pelo setor. Responsável, disse eu, por acaso? Alguém neste país se acha responsável pelo péssimo estado da nossa saúde? Pela derrocada dos hospitais? Pelos valões a céu aberto nas comunidades pobres deste imenso Brasil? Pelas mortes advindas desses locais paludes, onde se amontoam centenas de famílias? Pelo breu no qual ficou o Brasil terça-feira passada? Pelas muitas mortes em corredores de hospitais sem leito e sem médico? Pelas crateras em nossas rodovias? Ah, mas isto não interessa a esse desgoverno. Interessa, sim, mandar 15 milhões para Uganda fundar uma fábrica de vacina para salvar os aidéticos africanos. Isto dá Ibope, lá fora! Ora, o “Brasil ajuda a comunidade africana a escapar aos efeitos da doença.” É o que dirão todos os jornais do mundo. Quase acredito que ele, o nobre Presidente Lula queira aposentar os africanos por causa da doença com pagamentos feitos pelo INSS. Não duvido nada! Ele é tão bonzinho... Ah, como é...! E a Dilma, será que vai ser chamada a Mãe da AIDS africana? Ora, pois, pois, e por que não? Por que não atribuir a ajuda aos ingleses e portugueses – os verdadeiros exploradores que usaram e abusaram das riquezas da África? Ora, pois, então? Não! Nada disso! O Brasil tem que sair à frente de todos. Aqui tem o "este é o homem"! A Argentina não reclama por não ter um Lula à frente de seu governo? Levem este, que aqui não fará falta alguma, levem... Venham buscá-lo, está à disposição e ainda levará Dilma Roussef como brinde, esse penduricalho usado pelo Lula para dar mais força aos seus objetivos de fazê-la presidenta. Nem de escola de samba! Nem de Centro de Umbanda! Credo cruz, Ave Maria, Jesus! Muito boa a afirmação de José A. Jardine: "Vento não desliga o circuito". De acordo com outra "peça" do desgoverno: "É uma marolinha sem importância". De marolinha em marolinha as coisas vão se tornando uma "merdinha". Como a Dilma é a Mãe de tudo, ela deverá receber a comenda de "Mãe Marolinha do Apagão". Será o melhor título a ser dado a ela. E para que outro? Sem estrutura, não poderá, jamais, assumir o trono do atual Reizinho. Sonho é coisa boa quando acontece, mas pesadelo... Faça-nos o favor senhor Lula. Esquece e dê graças a Deus por ter chegado à Presidência da República Federativa do Brasil e nunca mais sonhe em repetir o fenômeno, para você mais que anormal, uma anomalia bastante incômoda a nós brasileiros que pensamos apenas em Brasil, que há muito precisa de total atenção e apoio dos sucessivos governos e não dessa abrangência de ajuda a outros países que jamais se preocuparam com o estado miserável pelo qual passou e passa o país, disfarçado pelo Bolsa Família, que compra o “sim” e o silêncio dos nordestinos. “Ah, pobre povo brasileiro, que não tem, não tem mesmo dinheiro”
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
CAETANO VELOSO, ANALFABETO POLÍTICO
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Caetano Veloso faz parte do grupo de ex-esquerdistas que com a passar dos anos se deslumbraram com o poder (força/dinheiro) da direita. Deste grupo fazem parte também, dentre outros, Arnaldo Jabor, no meio que se pretende intelectual, ou César Maia e Fernando Gabeira no meio político. Há ainda o extremo de Paulo Francis que foi do trotskismo esnobe e infantil de criança mimada à ultra-direita da parcela mais reacionária do Partido Republicano estadunidense.
Essa nova direita tupiniquim, oriunda da militância de esquerda durante a Ditadura Militar, acha o povo brasileiro inculto, grosseiro e incapaz de discernir sobre o que é bom para o conjunto da sociedade ou apenas para si mesmo. Dentro desse pensamento cabe como uma luva a tese do sociólogo Alberto Carlos Almeida – exposta na obra “A cabeça do brasileiro” – na qual o autor defende enfaticamente a idéia de termos uma elite iluminada, porém, atada a escuridão por um povo ignorante.
Essa nova direita também acha que o melhor para o Brasil é a República Higienópolis Leblon, expressão alcunhado pelo Professor Idelber Avelar para àqueles que se encantam com as Daslu da vida e sentem ojeriza do cheiro de povão, cuja maior referência em política é justamente Fernando Gabeira.
Voltando à apenas Caetano Veloso, sou admirador de suas músicas e letras, e sem sombra nenhuma de duvidas trata-se de um dos principais artistas brasileiros do século XX, no entanto fiquei abismado com a falta de compostura dele na entrevista publicada hoje pelo Estadão [http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091105/not_imp461314,0.php]. Tá certo que falar asneiras passou a ser algo corriqueiro para Caetano. Não foram até aqui poucas as vezes que desceu a lenha no governo Lula com aquele papo mole da direita udenista, assim como também já falou bobagens sobre a música nacional e internacional – numa das piores declarações nesse sentido afirmou que Stairway To Heaven é a coisa mais cafona que já ouviu. Cafona, no sentido musical, é Caetano esgoelando Comes As You Are. Contudo, na citada entrevista ao Estadão, faltou-lhe elegância e talvez até maturidade ao dizer que o Presidente Lula é “analfabeto, cafona e grosseiro”.
Para Caetano, cabo eleitoral de primeira hora da ex-ministra Marina Silva, Obama sim é inteligente, culto e charmoso, assim como a sua candidata a sucessão presidencial. É a famosa síndrome do vira-latas (expressão de Nelson Rodrigues) ou então complexo do subdesenvolvimento onde estamos condenados a ser eternamente colônia por pura incapacidade própria.
Interessante também como a mídia oligopolizada adora bradar aos quatro vento o pseudo-analfabetismo de Lula. Quando vejo isso sempre me lembro duma estória, inventada ou verídica não sei ao certo, na qual um assessor do então presidente Juscelino Kubitscheck dera-lhe como presente de aniversário um livro. No recinto onde assessores, amigos, políticos e bajuladores festejavam o aniversário do chefe houve um constrangimento geral. JK não fazia questão de esconder de ninguém que lera apenas um livro na vida e hoje isso parece não ter importância alguma, no entanto Lula é taxado como ignorante e analfabeto e isso tem importância tanto para direita nova quanto para a antiga.
Falando sobre Caetano é interessante notar como Sonia Racy, a jornalista responsável pela entrevista, o apresentou: “Uma boa sabedoria emerge, fácil, da sua tranqüilidade interior. O posicionamento rebelde do início da carreira, que às vezes assumia as cores da esquerda, deu lugar, hoje, a um discurso racional, realista.” Portanto, para a jornalista e para o Estadão, ser de esquerda é o inverso de ser racional e realista. Racional e realista é o neoliberlismo que o jornal da família Mesquita – o mesmo jornal e a mesma família que apoiou as pretensões oligárquicas e anti-democráticas da elite paulista em 1932, ou que em 1964 clamou pelo golpe militar – defendeu em editoriais e matérias por anos a fio. (Para entender melhor a relação mídia olipolizada e a disseminação da ideologia neoliberal no Brasil recomendo “Anjo Torto, Esquerda e Direita No Brasil”, autor Emir Sader).
Para completar Caetano acha Aécio Neves um grande gestor. Talvez Caetano Veloso seja adepto do grande choque de gestão tucano. Choque de gestão que deixa a economia mineira refém das exportações de café e recursos minerais, portanto, numa economia primaria e colonial, a primeira, no Brasil, a sofrer o impacto da crise econômica mundial e a última a sair, se tiver tempo. Ou então, Caetano entenda por choque de gestão desviar recursos da saúde para tampar o buraco na folha de pagamento dos servidores.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 13:38 1 comentários Links para esta postagem
Caetano Veloso faz parte do grupo de ex-esquerdistas que com a passar dos anos se deslumbraram com o poder (força/dinheiro) da direita. Deste grupo fazem parte também, dentre outros, Arnaldo Jabor, no meio que se pretende intelectual, ou César Maia e Fernando Gabeira no meio político. Há ainda o extremo de Paulo Francis que foi do trotskismo esnobe e infantil de criança mimada à ultra-direita da parcela mais reacionária do Partido Republicano estadunidense.
Essa nova direita tupiniquim, oriunda da militância de esquerda durante a Ditadura Militar, acha o povo brasileiro inculto, grosseiro e incapaz de discernir sobre o que é bom para o conjunto da sociedade ou apenas para si mesmo. Dentro desse pensamento cabe como uma luva a tese do sociólogo Alberto Carlos Almeida – exposta na obra “A cabeça do brasileiro” – na qual o autor defende enfaticamente a idéia de termos uma elite iluminada, porém, atada a escuridão por um povo ignorante.
Essa nova direita também acha que o melhor para o Brasil é a República Higienópolis Leblon, expressão alcunhado pelo Professor Idelber Avelar para àqueles que se encantam com as Daslu da vida e sentem ojeriza do cheiro de povão, cuja maior referência em política é justamente Fernando Gabeira.
Voltando à apenas Caetano Veloso, sou admirador de suas músicas e letras, e sem sombra nenhuma de duvidas trata-se de um dos principais artistas brasileiros do século XX, no entanto fiquei abismado com a falta de compostura dele na entrevista publicada hoje pelo Estadão [http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091105/not_imp461314,0.php]. Tá certo que falar asneiras passou a ser algo corriqueiro para Caetano. Não foram até aqui poucas as vezes que desceu a lenha no governo Lula com aquele papo mole da direita udenista, assim como também já falou bobagens sobre a música nacional e internacional – numa das piores declarações nesse sentido afirmou que Stairway To Heaven é a coisa mais cafona que já ouviu. Cafona, no sentido musical, é Caetano esgoelando Comes As You Are. Contudo, na citada entrevista ao Estadão, faltou-lhe elegância e talvez até maturidade ao dizer que o Presidente Lula é “analfabeto, cafona e grosseiro”.
Para Caetano, cabo eleitoral de primeira hora da ex-ministra Marina Silva, Obama sim é inteligente, culto e charmoso, assim como a sua candidata a sucessão presidencial. É a famosa síndrome do vira-latas (expressão de Nelson Rodrigues) ou então complexo do subdesenvolvimento onde estamos condenados a ser eternamente colônia por pura incapacidade própria.
Interessante também como a mídia oligopolizada adora bradar aos quatro vento o pseudo-analfabetismo de Lula. Quando vejo isso sempre me lembro duma estória, inventada ou verídica não sei ao certo, na qual um assessor do então presidente Juscelino Kubitscheck dera-lhe como presente de aniversário um livro. No recinto onde assessores, amigos, políticos e bajuladores festejavam o aniversário do chefe houve um constrangimento geral. JK não fazia questão de esconder de ninguém que lera apenas um livro na vida e hoje isso parece não ter importância alguma, no entanto Lula é taxado como ignorante e analfabeto e isso tem importância tanto para direita nova quanto para a antiga.
Falando sobre Caetano é interessante notar como Sonia Racy, a jornalista responsável pela entrevista, o apresentou: “Uma boa sabedoria emerge, fácil, da sua tranqüilidade interior. O posicionamento rebelde do início da carreira, que às vezes assumia as cores da esquerda, deu lugar, hoje, a um discurso racional, realista.” Portanto, para a jornalista e para o Estadão, ser de esquerda é o inverso de ser racional e realista. Racional e realista é o neoliberlismo que o jornal da família Mesquita – o mesmo jornal e a mesma família que apoiou as pretensões oligárquicas e anti-democráticas da elite paulista em 1932, ou que em 1964 clamou pelo golpe militar – defendeu em editoriais e matérias por anos a fio. (Para entender melhor a relação mídia olipolizada e a disseminação da ideologia neoliberal no Brasil recomendo “Anjo Torto, Esquerda e Direita No Brasil”, autor Emir Sader).
Para completar Caetano acha Aécio Neves um grande gestor. Talvez Caetano Veloso seja adepto do grande choque de gestão tucano. Choque de gestão que deixa a economia mineira refém das exportações de café e recursos minerais, portanto, numa economia primaria e colonial, a primeira, no Brasil, a sofrer o impacto da crise econômica mundial e a última a sair, se tiver tempo. Ou então, Caetano entenda por choque de gestão desviar recursos da saúde para tampar o buraco na folha de pagamento dos servidores.
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EM HOMENAGEM A MARIGHELLA
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Após vários dias, semanas até, sem escrever nada – primeiro por absoluta falta de tempo, resultado de uma troca de emprego e logo em seguida pela convalescença e morte de minha mais que estimada avó, na verdade minha segunda mãe – começo a sentir saudades do hábito de expressar meus pensamentos através da escrita. Enquanto não volto a postar um texto meu, deixo com vocês essa pequena homenagem assinada pelo Professor Emir Sader a um dos homens mais valiosos do século passado.
Carlos: mulato, baiano, comunista, brasileiro
Por Emir Sader na Carta Maior
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16218
Carlos Marighella é o protótipo do brasileiro. Amado na sua Bahia, com quem o povo baiano se identifica, como se identifica com Caimmy, com a Menininha do Gantuá, com tudo o que é expressão genuína daquelas terras tão brasileiras.
Filho de uma negra escrava, Maria Rita, linda, com pai de origem italiana, Augusto, Carlos é uma das expressões mais genuínas da mestiçagem do povo brasileiro. As conversas com os vizinhos da casa modesta onde nasceu e cresceu, em Salvador, as fotos com os colegas de escola, com os amigos, revelam o mulato sestroso, conversador, gentil, sensível, típico dos bairros populares da velha São Salvador.
Como quem chegou à adolescência naqueles anos-chave da década de 30, Carlos se identificou profundamente com os projetos revolucionários da década, antes de tudo com a lideranca de Prestes no PCB, depois da aventura extraordinária da Coluna. Viveu Carlos aí a primeira grande experiência, que o marcaria pelo resto da vida, consolidando nele a opção revolucionária.
Não protagonizou com sua participação os grandes debates no seio do PC ao longo das décadas seguintes. Seu protagonismo ficou reservado para os momentos mais difíceis vividos pelo Partido, logo depois do golpe de 1964. Já sua resistência à prisao na Cinelândia, no Rio, poucos dias depois do golpe, demonstrava a atitude de rebeldia e de resistência que Carlos imprimiria à sua atitude e à que convocava aos brasileiros.
Dessa vez Carlos foi o principal protagonista dos debates internos do PCB, sobre as razões do golpe e os novos horizontes de luta da esquerda brasileira. Ele se identificou de forma direta com a dinâmica proposta pela Revolução Cubana, que aparecia como uma alternativa real para os países em que as elites dominantes apelavam para a ditadura, diante das ameaças dos movimentos populares, optando pelo projeto norteamericano da Doutrina de Segurança Nacional.
Carlos conclamou a resistência a aderir ao projeto da luta armada, sob a forma da guerra de guerrilhas, rompendo assim com o PCB e fundando a ALN. Junto com a VPR, dirigida por Carlos Lamarca, protagonizaram a versão mais radical da resistência clandestina à ditadura militar, de que o espetacular sequestro do embaixador dos EUA – com a libertação de 15 militantes da resistência e a leitura de declaração contra a ditadura em cadeia nacional de rádio e televisão – foi uma de suas mais expressivas manifestações.
Os 40 anos passados desde sua morte na luta revolucionária de resistência à ditadura, só multiplicaram a imagem de Carlos Marighella, como dirigente revolucionário brasileiro e latinoamericano. Carlos, mulato, baiano, comunista, brasileiro.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 21:07 0 comentários Links para esta postagem
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Após vários dias, semanas até, sem escrever nada – primeiro por absoluta falta de tempo, resultado de uma troca de emprego e logo em seguida pela convalescença e morte de minha mais que estimada avó, na verdade minha segunda mãe – começo a sentir saudades do hábito de expressar meus pensamentos através da escrita. Enquanto não volto a postar um texto meu, deixo com vocês essa pequena homenagem assinada pelo Professor Emir Sader a um dos homens mais valiosos do século passado.
Carlos: mulato, baiano, comunista, brasileiro
Por Emir Sader na Carta Maior
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16218
Carlos Marighella é o protótipo do brasileiro. Amado na sua Bahia, com quem o povo baiano se identifica, como se identifica com Caimmy, com a Menininha do Gantuá, com tudo o que é expressão genuína daquelas terras tão brasileiras.
Filho de uma negra escrava, Maria Rita, linda, com pai de origem italiana, Augusto, Carlos é uma das expressões mais genuínas da mestiçagem do povo brasileiro. As conversas com os vizinhos da casa modesta onde nasceu e cresceu, em Salvador, as fotos com os colegas de escola, com os amigos, revelam o mulato sestroso, conversador, gentil, sensível, típico dos bairros populares da velha São Salvador.
Como quem chegou à adolescência naqueles anos-chave da década de 30, Carlos se identificou profundamente com os projetos revolucionários da década, antes de tudo com a lideranca de Prestes no PCB, depois da aventura extraordinária da Coluna. Viveu Carlos aí a primeira grande experiência, que o marcaria pelo resto da vida, consolidando nele a opção revolucionária.
Não protagonizou com sua participação os grandes debates no seio do PC ao longo das décadas seguintes. Seu protagonismo ficou reservado para os momentos mais difíceis vividos pelo Partido, logo depois do golpe de 1964. Já sua resistência à prisao na Cinelândia, no Rio, poucos dias depois do golpe, demonstrava a atitude de rebeldia e de resistência que Carlos imprimiria à sua atitude e à que convocava aos brasileiros.
Dessa vez Carlos foi o principal protagonista dos debates internos do PCB, sobre as razões do golpe e os novos horizontes de luta da esquerda brasileira. Ele se identificou de forma direta com a dinâmica proposta pela Revolução Cubana, que aparecia como uma alternativa real para os países em que as elites dominantes apelavam para a ditadura, diante das ameaças dos movimentos populares, optando pelo projeto norteamericano da Doutrina de Segurança Nacional.
Carlos conclamou a resistência a aderir ao projeto da luta armada, sob a forma da guerra de guerrilhas, rompendo assim com o PCB e fundando a ALN. Junto com a VPR, dirigida por Carlos Lamarca, protagonizaram a versão mais radical da resistência clandestina à ditadura militar, de que o espetacular sequestro do embaixador dos EUA – com a libertação de 15 militantes da resistência e a leitura de declaração contra a ditadura em cadeia nacional de rádio e televisão – foi uma de suas mais expressivas manifestações.
Os 40 anos passados desde sua morte na luta revolucionária de resistência à ditadura, só multiplicaram a imagem de Carlos Marighella, como dirigente revolucionário brasileiro e latinoamericano. Carlos, mulato, baiano, comunista, brasileiro.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
COMENTÁRIO SOBRE CANUDOS
Anônimo disse...
Prof. Yuri Almeida:
Li O relato sobre Canudos. Não precisaria dizer que gostei, mas direi. O assunto me cativou tanto há questão de dois anos atrás - depois de quase 50 anos me dediquei à sua leitura -, que escrevi um "ensaio" sobre os fatos desenrolados ao norte do estado da Bahia. Canudos não se renderia, culminando com a morte de seus últimos quatro defensores - três adultos e uma criança - em 05/10/1897, isso há 112 anos atrás. Não se comemora essa data magna da nossa história, mas a de Zumbi, sim. Esse também merece ser lembrado, pois ambos se deram por questões contrárias ao sistema vigente no país àquela época. De Monte Santo partiram as últimas levas de combatentes de nossa República. A carnificina foi terrível, desde os primeiros combates em Uauá, a 21/11/1896, com derrota do nosso exército. Na capital, Rio, Antônio Conselheiro era tido por um revolucionário que desejava derrubar a República recém instalada. Ledo engano. Conquanto fosse de temperamento varonil exacerbado, não passava de um homem pacífico que defendeu sua gente e sua cidadela com destemor. Antônio Conselheiro foi vítima de ferimento. por estilhaços de granada, a caminho a uma de suas igrejas em obras. Já havia tempo que se achava ferido e no dia 22/09/1897 faleceu devido a forte desinteria, tendo a fronte colada a terra e um crucifixo seguro contra o peito. Em um país em que se pratica o pouco respeito por seus heróis - Antôno Conselheiro foi um - nada mais me surpreenderá se esquecerem nosso Tiradentes. Temos nossos heróis contemporâneos, mas muitos patifes também. A História, contudo, julgará a todos sem falta.
2 de Novembro de 2009 06:51
Postado por Morani no blog História Crítica
Prof. Yuri Almeida:
Li O relato sobre Canudos. Não precisaria dizer que gostei, mas direi. O assunto me cativou tanto há questão de dois anos atrás - depois de quase 50 anos me dediquei à sua leitura -, que escrevi um "ensaio" sobre os fatos desenrolados ao norte do estado da Bahia. Canudos não se renderia, culminando com a morte de seus últimos quatro defensores - três adultos e uma criança - em 05/10/1897, isso há 112 anos atrás. Não se comemora essa data magna da nossa história, mas a de Zumbi, sim. Esse também merece ser lembrado, pois ambos se deram por questões contrárias ao sistema vigente no país àquela época. De Monte Santo partiram as últimas levas de combatentes de nossa República. A carnificina foi terrível, desde os primeiros combates em Uauá, a 21/11/1896, com derrota do nosso exército. Na capital, Rio, Antônio Conselheiro era tido por um revolucionário que desejava derrubar a República recém instalada. Ledo engano. Conquanto fosse de temperamento varonil exacerbado, não passava de um homem pacífico que defendeu sua gente e sua cidadela com destemor. Antônio Conselheiro foi vítima de ferimento. por estilhaços de granada, a caminho a uma de suas igrejas em obras. Já havia tempo que se achava ferido e no dia 22/09/1897 faleceu devido a forte desinteria, tendo a fronte colada a terra e um crucifixo seguro contra o peito. Em um país em que se pratica o pouco respeito por seus heróis - Antôno Conselheiro foi um - nada mais me surpreenderá se esquecerem nosso Tiradentes. Temos nossos heróis contemporâneos, mas muitos patifes também. A História, contudo, julgará a todos sem falta.
2 de Novembro de 2009 06:51
Postado por Morani no blog História Crítica
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
SERÁ SOMENTE ÁGUA?
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Por Tiago Barbosa Mafra
O planeta Terra apresenta algumas condições essenciais para a sobrevivência do ser humano, sendo a água um dos recursos naturais indispensáveis que garantem a perpetuação da vida.
Devido à sua importância na formação e desenvolvimento das sociedades humanas, desde os grupos tribais até os dias atuais, a própria Organização das Nações Unidas incluiu nas Metas do Milênio a necessidades do uso racional dos recursos hídricos como forma de contribuir para a redução da pobreza extrema. Na reunião Rio+10, realizada em 2002 em Johanesburgo, na África do Sul, ficou clara a obrigação de um crescimento econômico que não desconsidere os fatores ambientais.
Mesmo o ciclo hidrológico sendo um renovador constante da água, a atuação humana desregrada, apesar dos alertas dos organismos internacionais e de estudiosos dos mais variados institutos de pesquisa do mundo, vem causando a destruição, impossibilidade de recuperação e consequentemente a escassez e problemas de acesso à água potável.
Despejo de dejetos, avanço das manchas urbanas sem planejamento, impermeabilização do solo, desrespeito às leis ambientais, tudo isso e muito mais têm contribuído para o agravamento da situação.
Infelizmente, o discurso do desenvolvimento sustentável não passa de discurso, haja visto por exemplo, a insistência do poder público municipal de Poços de Caldas-MG em dar um “passo” maior do que as condições locais podem suportar. Aliás, os grupos políticos locais mais poderosos têm mesmo a mania de dar o “passo” primeiro e questioner a população depois, isso quando questionam.
O que é certo é que as decisões políticas que envolvem problemáticas ambientais precisam de uma percepção do conjunto, dos impactos a longo prazo e das heranças históricas e espaciais que pretendemos legar às gerações futuras. Cabe a população o acompanhamento e a fiscalizaçãoda da situação para impedir irregularidades e irresponsabilidades.
Fica a dúvida de que talvez alguns gestores tenham interpretado mal o trecho da música de Paulo Tatit e Arnaldo Antunes: “Toda a água é mesmo água e só”.
Tiago Barbosa Mafra é professor de Geografia na Rede Municipal de Ensino e no curso pré-vestibular comunitário Educafro.
tiago.fidel@yahoo.com.br
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 09:48
Por Tiago Barbosa Mafra
O planeta Terra apresenta algumas condições essenciais para a sobrevivência do ser humano, sendo a água um dos recursos naturais indispensáveis que garantem a perpetuação da vida.
Devido à sua importância na formação e desenvolvimento das sociedades humanas, desde os grupos tribais até os dias atuais, a própria Organização das Nações Unidas incluiu nas Metas do Milênio a necessidades do uso racional dos recursos hídricos como forma de contribuir para a redução da pobreza extrema. Na reunião Rio+10, realizada em 2002 em Johanesburgo, na África do Sul, ficou clara a obrigação de um crescimento econômico que não desconsidere os fatores ambientais.
Mesmo o ciclo hidrológico sendo um renovador constante da água, a atuação humana desregrada, apesar dos alertas dos organismos internacionais e de estudiosos dos mais variados institutos de pesquisa do mundo, vem causando a destruição, impossibilidade de recuperação e consequentemente a escassez e problemas de acesso à água potável.
Despejo de dejetos, avanço das manchas urbanas sem planejamento, impermeabilização do solo, desrespeito às leis ambientais, tudo isso e muito mais têm contribuído para o agravamento da situação.
Infelizmente, o discurso do desenvolvimento sustentável não passa de discurso, haja visto por exemplo, a insistência do poder público municipal de Poços de Caldas-MG em dar um “passo” maior do que as condições locais podem suportar. Aliás, os grupos políticos locais mais poderosos têm mesmo a mania de dar o “passo” primeiro e questioner a população depois, isso quando questionam.
O que é certo é que as decisões políticas que envolvem problemáticas ambientais precisam de uma percepção do conjunto, dos impactos a longo prazo e das heranças históricas e espaciais que pretendemos legar às gerações futuras. Cabe a população o acompanhamento e a fiscalizaçãoda da situação para impedir irregularidades e irresponsabilidades.
Fica a dúvida de que talvez alguns gestores tenham interpretado mal o trecho da música de Paulo Tatit e Arnaldo Antunes: “Toda a água é mesmo água e só”.
Tiago Barbosa Mafra é professor de Geografia na Rede Municipal de Ensino e no curso pré-vestibular comunitário Educafro.
tiago.fidel@yahoo.com.br
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 09:48
terça-feira, 20 de outubro de 2009
TRABALHO MORTO: MAR X E LENIN MERECIAM O NOBEL DE ECONOMIA
Considerações sobre o artigo de Paulo Craig Roberts no site Fundação Lauro Campos.
Consoantes previsões exaradas por Marx e Lênin, sobre o capital e o trabalho e seus decorrentes resultados, Paul C. Roberts, ex-secretário do Tesouro na administração Reagan, lhes dá total cobertura, engajando-se aos seus princípios sobre problemas tão cruciais às vidas dos trabalhadores não só estadunidenses como os de todo o mundo.
Os modelos de risco de um economista como Paul Krugman, que preconiza a sua verdade de que “mais crédito e mais dívidas” é a solução para a crise econômica cai por terra, no modo de ver do ex-secretário Roberts que acha Marx e Lênin superiores e que só por isso mereceriam ganhar o Premio Nobel de Economia.
O articulista norte-americano, Roberts, autor do acima mencionado trabalho, confessa não ter se aprofundado em estudos de pesquisas sobre a situação dos trabalhadores de seu país, o que comprovaria o declínio agudo de suas riquezas, mas aponta os dois crashes no século XXI como protagonistas da destruição de sua riqueza imobiliária. Diz o senhor Roberts: “na última década o salário liquido real declinou”.
Eu digo que declinou, e muito, principalmente aqui no Brasil, embora haja os que defendem a elevação desse salário no período Lula. Pura balela – conversas de botequins.
Reforça, ainda, o senhor Roberts a afirmativa de que os “economistas do mundo inteiro pretendem estar a negociar com uma recessão normal de pós-guerra”, que requer expansão da moeda e do crédito a fim de restaurar o crescimento econômico, simplesmente.
As verdades são outras; todavia o “staff” do senhor Lula prima pela obediência à mesma cartilha da maioria dos economistas estrangeiros. Não consideram as diferenças culturais nem o próprio meio em que giram as economias desses outros países.
As informações sobre emprego e desemprego no Brasil estão muito aquém das verdades. Essa alternância de situações tem o perfil das coisas imponderáveis e, pois, desacreditadas pela maioria dos estudiosos sérios e do próprio povo. Os bons entendedores da atual situação econômica brasileira conhecem muito bem as artimanhas usadas em períodos pré-eleitorais e, mormente, estando a Nação à beira de uma nova eleição ao cargo máximo, que se há de realizar em 2010.
“Mais crédito e mais dívida” deve ser não só o novo lema do governo Lula como o bote salva-vidas que está a soçobrar nas “marolinhas” da crise econômica brasileira.
As alvissareiras e sempre renovadas declarações do Presidente, a um passo de ser expurgado do Poder, nada mais são que subterfúgios e engodos, usados tão comumente por todos os mandatários que passaram por Brasília.
A quem desejar conhecer com a profundidade que merece tal comentário, sobre a situação atual da economia norte-americana, aconselha-se a leitura, na íntegra, do referido artigo do senhor Paul C. Roberts - hospedado no site já mencionado - também co-autor do “The Tyrany of Good Intentions”.
De “boas intenções” nós, brasileiros, já estamos cheios até o pescoço.
Consoantes previsões exaradas por Marx e Lênin, sobre o capital e o trabalho e seus decorrentes resultados, Paul C. Roberts, ex-secretário do Tesouro na administração Reagan, lhes dá total cobertura, engajando-se aos seus princípios sobre problemas tão cruciais às vidas dos trabalhadores não só estadunidenses como os de todo o mundo.
Os modelos de risco de um economista como Paul Krugman, que preconiza a sua verdade de que “mais crédito e mais dívidas” é a solução para a crise econômica cai por terra, no modo de ver do ex-secretário Roberts que acha Marx e Lênin superiores e que só por isso mereceriam ganhar o Premio Nobel de Economia.
O articulista norte-americano, Roberts, autor do acima mencionado trabalho, confessa não ter se aprofundado em estudos de pesquisas sobre a situação dos trabalhadores de seu país, o que comprovaria o declínio agudo de suas riquezas, mas aponta os dois crashes no século XXI como protagonistas da destruição de sua riqueza imobiliária. Diz o senhor Roberts: “na última década o salário liquido real declinou”.
Eu digo que declinou, e muito, principalmente aqui no Brasil, embora haja os que defendem a elevação desse salário no período Lula. Pura balela – conversas de botequins.
Reforça, ainda, o senhor Roberts a afirmativa de que os “economistas do mundo inteiro pretendem estar a negociar com uma recessão normal de pós-guerra”, que requer expansão da moeda e do crédito a fim de restaurar o crescimento econômico, simplesmente.
As verdades são outras; todavia o “staff” do senhor Lula prima pela obediência à mesma cartilha da maioria dos economistas estrangeiros. Não consideram as diferenças culturais nem o próprio meio em que giram as economias desses outros países.
As informações sobre emprego e desemprego no Brasil estão muito aquém das verdades. Essa alternância de situações tem o perfil das coisas imponderáveis e, pois, desacreditadas pela maioria dos estudiosos sérios e do próprio povo. Os bons entendedores da atual situação econômica brasileira conhecem muito bem as artimanhas usadas em períodos pré-eleitorais e, mormente, estando a Nação à beira de uma nova eleição ao cargo máximo, que se há de realizar em 2010.
“Mais crédito e mais dívida” deve ser não só o novo lema do governo Lula como o bote salva-vidas que está a soçobrar nas “marolinhas” da crise econômica brasileira.
As alvissareiras e sempre renovadas declarações do Presidente, a um passo de ser expurgado do Poder, nada mais são que subterfúgios e engodos, usados tão comumente por todos os mandatários que passaram por Brasília.
A quem desejar conhecer com a profundidade que merece tal comentário, sobre a situação atual da economia norte-americana, aconselha-se a leitura, na íntegra, do referido artigo do senhor Paul C. Roberts - hospedado no site já mencionado - também co-autor do “The Tyrany of Good Intentions”.
De “boas intenções” nós, brasileiros, já estamos cheios até o pescoço.
sábado, 17 de outubro de 2009
AUSÊNCIA...
Estás ausente de mim, do meus braços,
ausente nesta inútil solidão...
Vejo-te como ave a riscar traços
de uma trajetória infeliz, sem direção.
Pudesse e eu te lançaria a mão
quais ramos que formando laços
retêm as aves em dulcissimos abraços,
mas sou árvore sem ramos presa ao chão.
Estás ausente... de mim ausente...
E eu queria estivesses presente
a embalar meu sono por um segundo.
Depois... O que importaria o depois
se seríamos na Vida só nós dois
Construindo vagarosamente nosso mundo?
Do livro "Chá das Cinco"
ausente nesta inútil solidão...
Vejo-te como ave a riscar traços
de uma trajetória infeliz, sem direção.
Pudesse e eu te lançaria a mão
quais ramos que formando laços
retêm as aves em dulcissimos abraços,
mas sou árvore sem ramos presa ao chão.
Estás ausente... de mim ausente...
E eu queria estivesses presente
a embalar meu sono por um segundo.
Depois... O que importaria o depois
se seríamos na Vida só nós dois
Construindo vagarosamente nosso mundo?
Do livro "Chá das Cinco"
CARTA ÁS FILHAS CIGANAS
17/10/09
Queridas ciganas:
Engraçado... Foi mesmo muito engraçado o fato de eu não ter aberto o anexo - onde estava realmente o principal da mensagem – passando a analisar a "estória" do rato e da ratoeira movido pelo texto principal do e-mail.
Fica valendo, para todos os efeitos; confesso a beleza da letra em latim tendo como fundo uma música espiritualizada pelas vozes no estilo câmera em grandes catedrais. É isso que o latim me faz sentir; confesso, ainda, a minha surpresa ao encarar aquele rostinho negro, cujos olhos se destacam sobre o nariz sujo e a boca ressecada a me olharem como se estivessem à minha frente, realmente, e saído de um mundo virtual paea o real. Infelizmente, esse é o mundo em que vivemos (?)... As desigualdades escondidas muitas vezes aos olhares de milhões de pessoas. E o que os homens mais fazem hodiernamente, sem pena, sem dor na consciência - onde habita Deus -, sem dar à mínima, é justamente aumentar as desigualdades em um mundo de cifras, de índices estatísticos como se grande parte da humanidade - os sobejos "asquerosos" e "incômodos" de uma sociedade que não deveria existir - devesse ser condenado ao degredo ou à morte. À morte, já estão condenados milhões de africanos, de indianos, de sul-americanos e, agora, também de norte-americanos em baixos índices, contudo. Crise! Crise! Crise! É só o que exclamam os líderes de um mundo conturbado - e ele sim asqueroso - por causa mesmo de suas péssimas condutas às rédeas de governos corruptos, insensíveis, egoístas, pervertidos no mais alto grau, prepotentes e vaidosos. Uma vez jungidos às esferas do Poder tornam-se tão duros como as ígneas rochas de lavas vulcânicas, tão frios como o gelo glacial e tão senhores de si como os grandes conquistadores da antiguidade, longe, porém, das lídimas lideranças e espíritos altruístas daqueles; apequenam-se por comezinhas, tornando-se ridículas suas incipientes visões gerenciais. Em um universo de necessidades prioritárias, dão as costas às verdades, que clamam como vozes vivas aos seus ouvidos que se fizeram moucos. A isso eu chamo de a "Embriaguez do Poder" temporal em mãos de homens cujas mentes, tontas pela etílica sensação de mando, se apagam de vez dando lugar a uma filosofia banal acordada com as suas personalidades mutantes. E vão rolando pela Vida milhões de seres ao sabor do humor desses ou daqueles ditadores, mandatários, reis - ou o que os valham - a lhes aglutinar o alter-ego, sempre para maiores vaidades e a facciosa sensação de que se tornaram Pais sempiternos da humanidade. Líderes cafonas e esfarrapados que não enxergam o limite de suas pobrezas de almas e de seus ridículos atos, todos com o aval de outros poderes tão corrompidos como o que apóiam. E prosseguem nessa ciranda de vida mentirosa como as das "Histórias da Carochinha".
Queridas ciganas:
Engraçado... Foi mesmo muito engraçado o fato de eu não ter aberto o anexo - onde estava realmente o principal da mensagem – passando a analisar a "estória" do rato e da ratoeira movido pelo texto principal do e-mail.
Fica valendo, para todos os efeitos; confesso a beleza da letra em latim tendo como fundo uma música espiritualizada pelas vozes no estilo câmera em grandes catedrais. É isso que o latim me faz sentir; confesso, ainda, a minha surpresa ao encarar aquele rostinho negro, cujos olhos se destacam sobre o nariz sujo e a boca ressecada a me olharem como se estivessem à minha frente, realmente, e saído de um mundo virtual paea o real. Infelizmente, esse é o mundo em que vivemos (?)... As desigualdades escondidas muitas vezes aos olhares de milhões de pessoas. E o que os homens mais fazem hodiernamente, sem pena, sem dor na consciência - onde habita Deus -, sem dar à mínima, é justamente aumentar as desigualdades em um mundo de cifras, de índices estatísticos como se grande parte da humanidade - os sobejos "asquerosos" e "incômodos" de uma sociedade que não deveria existir - devesse ser condenado ao degredo ou à morte. À morte, já estão condenados milhões de africanos, de indianos, de sul-americanos e, agora, também de norte-americanos em baixos índices, contudo. Crise! Crise! Crise! É só o que exclamam os líderes de um mundo conturbado - e ele sim asqueroso - por causa mesmo de suas péssimas condutas às rédeas de governos corruptos, insensíveis, egoístas, pervertidos no mais alto grau, prepotentes e vaidosos. Uma vez jungidos às esferas do Poder tornam-se tão duros como as ígneas rochas de lavas vulcânicas, tão frios como o gelo glacial e tão senhores de si como os grandes conquistadores da antiguidade, longe, porém, das lídimas lideranças e espíritos altruístas daqueles; apequenam-se por comezinhas, tornando-se ridículas suas incipientes visões gerenciais. Em um universo de necessidades prioritárias, dão as costas às verdades, que clamam como vozes vivas aos seus ouvidos que se fizeram moucos. A isso eu chamo de a "Embriaguez do Poder" temporal em mãos de homens cujas mentes, tontas pela etílica sensação de mando, se apagam de vez dando lugar a uma filosofia banal acordada com as suas personalidades mutantes. E vão rolando pela Vida milhões de seres ao sabor do humor desses ou daqueles ditadores, mandatários, reis - ou o que os valham - a lhes aglutinar o alter-ego, sempre para maiores vaidades e a facciosa sensação de que se tornaram Pais sempiternos da humanidade. Líderes cafonas e esfarrapados que não enxergam o limite de suas pobrezas de almas e de seus ridículos atos, todos com o aval de outros poderes tão corrompidos como o que apóiam. E prosseguem nessa ciranda de vida mentirosa como as das "Histórias da Carochinha".
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
VAMOS ENTENDER AS ARBITRARIEDADES?
Governo cobra imposto a mais e não devolve
Por Raul Haidar / CONJUR
Quem trabalhou bastante e sofreu retenção do Imposto de Renda na fonte além do que deveria pagar, não consegue receber sua devolução dentro do mesmo exercício, porque o Ministério da Fazenda alega que está sem dinheiro para fazer as restituições.
Esse calote fica mais estranho diante do anunciado empréstimo que o Tesouro Nacional fez ao FMI segundo recentemente anunciado na imprensa. Fica-se com a impressão de que estão mentindo agora ou mentiram antes ou, pior ainda, que o interesse do trabalhador (que pagou o imposto) é menos importante que bajular a instituição financeira internacional, a mesma que até recentemente os atuais bajuladores desejavam destruir.
Como se sabe, a retenção do Imposto de Renda na fonte além do valor que o contribuinte deveria realmente recolher resulta em um mecanismo confiscatório, ilícito e criminoso que a Receita Federal criou ao não reajustar a tabela do Imposto nos mesmos índices da inflação.
O termo “criminoso” pode ser usado ante o que dispõe o parágrafo 1º do artigo 361 do Código Penal, que prevê a pena de reclusão de três a oito anos e multa a quem “exige tributo...que sabe indevido”.
Ora, ao não corrigir a tabela do Imposto de Renda conforme a variação do poder aquisitivo da moeda, a autoridade acaba por exigir “tributo...que sabe indevido”.
O Imposto de Renda tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica. Ou seja: o contribuinte só deve pagá-lo quando tiver a disponibilidade. Se parte dessa disponibilidade é corroída pela inflação, não está disponível. Portanto, não há renda e o imposto não é devido.
O efeito confiscatório que a Constituição Federal proíbe no seu artigo 150, inciso IV, está evidente na medida em que o excesso de tributo, que se paga sobre a renda que foi corroída pela inflação, é verdadeiro “confisco”, que qualquer dicionário define como aquilo que o fisco extrai de alguém e que seja diferente do tributo.
O tributo só é legítimo se for cobrado de acordo com os seus princípios fundamentais: fato gerador, base de cálculo e alíquota definidos em lei que respeite as normas e limites da Constituição.
Quando os contribuintes não estão recebendo de volta o que pagaram a mais, é porque num primeiro momento foram vítimas de confisco, quando a Receita Federal, não atualizando a tabela, cobrou imposto a maior, que se sabe indevido, o que segundo o Código Penal é crime. Assim, quem pagou a maior já é vítima no momento da retenção.
Ninguém deveria ter imposto a restituir pela simples razão de que ninguém é obrigado a financiar o Governo Federal, que só pode cobrar empréstimo compulsório mediante lei complementar, nas hipóteses previstas no artigo 148 da Constituição: calamidade pública, guerra externa ou investimento urgente e relevante.
Assim, não existe nenhuma justificativa para amparar o atraso na restituição do Imposto de Renda retido na fonte além do que efetivamente era devido. Uma suposta dificuldade financeira não pode ser aceita como desculpa, pois já foi anunciado que há recursos para realizar a Olimpíada, emprestar ao FMI, adquirir aviões militares etc. Os contribuintes, especialmente os assalariados que tiveram retenção do Imposto de Renda na fonte, devem ter seus direitos respeitados. Não podem ser obrigados a financiar os exageros que a megalomania oficial deseja cometer...
Fonte: TV Vale Tudo de J.Gimenez
Por Raul Haidar / CONJUR
Quem trabalhou bastante e sofreu retenção do Imposto de Renda na fonte além do que deveria pagar, não consegue receber sua devolução dentro do mesmo exercício, porque o Ministério da Fazenda alega que está sem dinheiro para fazer as restituições.
Esse calote fica mais estranho diante do anunciado empréstimo que o Tesouro Nacional fez ao FMI segundo recentemente anunciado na imprensa. Fica-se com a impressão de que estão mentindo agora ou mentiram antes ou, pior ainda, que o interesse do trabalhador (que pagou o imposto) é menos importante que bajular a instituição financeira internacional, a mesma que até recentemente os atuais bajuladores desejavam destruir.
Como se sabe, a retenção do Imposto de Renda na fonte além do valor que o contribuinte deveria realmente recolher resulta em um mecanismo confiscatório, ilícito e criminoso que a Receita Federal criou ao não reajustar a tabela do Imposto nos mesmos índices da inflação.
O termo “criminoso” pode ser usado ante o que dispõe o parágrafo 1º do artigo 361 do Código Penal, que prevê a pena de reclusão de três a oito anos e multa a quem “exige tributo...que sabe indevido”.
Ora, ao não corrigir a tabela do Imposto de Renda conforme a variação do poder aquisitivo da moeda, a autoridade acaba por exigir “tributo...que sabe indevido”.
O Imposto de Renda tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica. Ou seja: o contribuinte só deve pagá-lo quando tiver a disponibilidade. Se parte dessa disponibilidade é corroída pela inflação, não está disponível. Portanto, não há renda e o imposto não é devido.
O efeito confiscatório que a Constituição Federal proíbe no seu artigo 150, inciso IV, está evidente na medida em que o excesso de tributo, que se paga sobre a renda que foi corroída pela inflação, é verdadeiro “confisco”, que qualquer dicionário define como aquilo que o fisco extrai de alguém e que seja diferente do tributo.
O tributo só é legítimo se for cobrado de acordo com os seus princípios fundamentais: fato gerador, base de cálculo e alíquota definidos em lei que respeite as normas e limites da Constituição.
Quando os contribuintes não estão recebendo de volta o que pagaram a mais, é porque num primeiro momento foram vítimas de confisco, quando a Receita Federal, não atualizando a tabela, cobrou imposto a maior, que se sabe indevido, o que segundo o Código Penal é crime. Assim, quem pagou a maior já é vítima no momento da retenção.
Ninguém deveria ter imposto a restituir pela simples razão de que ninguém é obrigado a financiar o Governo Federal, que só pode cobrar empréstimo compulsório mediante lei complementar, nas hipóteses previstas no artigo 148 da Constituição: calamidade pública, guerra externa ou investimento urgente e relevante.
Assim, não existe nenhuma justificativa para amparar o atraso na restituição do Imposto de Renda retido na fonte além do que efetivamente era devido. Uma suposta dificuldade financeira não pode ser aceita como desculpa, pois já foi anunciado que há recursos para realizar a Olimpíada, emprestar ao FMI, adquirir aviões militares etc. Os contribuintes, especialmente os assalariados que tiveram retenção do Imposto de Renda na fonte, devem ter seus direitos respeitados. Não podem ser obrigados a financiar os exageros que a megalomania oficial deseja cometer...
Fonte: TV Vale Tudo de J.Gimenez
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
TENDÊNCIA PINÓQUIO
Pois é... Em criança meu pai ou uma tia nos alertavam: "mentira tem pernas curtas". Muitas vezes testemunhamos essa grande verdade, quando pilhados falseando os fatos para escapar aos castigos. E eles vinham, sem falta. Essa foi a maneira de crescermos com a dignidade dos que abrem mão do que é faccioso enfrentando todas as adversidades de cabeça erguida, sem chiar.
Ora, temos assistidos em dias atuais uma série de "enganos" - para não dizermos grossas mentiras - por parte do governante maior, senhor Lula. Quem terá esquecido a sua afirmativa de que a crise mundial no Brasil seria apenas uma "marolinha" e sem consequências sérias? Eu pelo menos não esqueci porque prezo assimilar e reter todos os seus principais pronunciamentos, desde a sua primeira campanha à Presidência da República.
Não citarei neste espaço as informações do governo sobre o tal PAC; seria por demais angustioso, para mim, ter que por no pano verde da esperança de muitos brasileiros mais afirmações incongruentes, sem base e desprovida de verdades.
À vezes fico a pensar se o boneco Pinóquio não teria sido contratado pelo Ministério da Fazenda. Perguntar-me-ão alguns: por quê?
Ora, essa crise tem sido tal qual um tsunami às demais economias do mundo. No momento, apenas a China - um dos que estão envolvidos ao BRIC - começa a dar sinais de recuperação firme e verdadeira. O seu crescimento está às alturas, enquanto o de outros países sérios, que falam as verdades, se acha claudicante, temeroso e preocupante. Pinóquio, por lá, já não tem o papel importante que lhe foi dado em décadas passadas. Ele fez as malas, embarcou no primeiro voo e desceu em Brasilia, com a maior "cara de pau". Lógico, não poderia ser de outra maneira. Seu espírito, onisciente e onipresente, encarnou em nossos "Homens de Preto", que são outros heróis farsantes, ou sejam: de mentirinha.
Não lembro, em toda a minha vida (pode ter acontecido em outras tempos emergenciais), nem á época dos governos militares, acontecer de o Ministério da Fazenda reter a devolução daquele "dinheirinho", sacado previamente aos salários como "descontos na Fonte", para só ser devolvido após alguns meses corrigidos e justamente devolvidos aos seus verdadeiros donos. Porém, admito que o Pinóquio "buzinou" aos ouvidos do nosso Ministro da Fazenda - Mantega -, contrariando todas as estimativas do senhor Lula, que a "marola" anunciada por esse Presidente, que não consegue falar toda a verdade, não seria apenas uma "ondinha", mas um verdadeiro "tsunami". Foi claro - não poderia ser outra a maneira de anunciar - o braço direito do senhor Lula, Ministro Mantega ao dizer que a devolução do Imposto de Renda na Fonte não poderia ser devolvido já, como era previsto e correto, por causa da "crise econômica" do mundo. Pasmem, meus amigos às falsas perorações do governo. Aliás, isso está se tornando lugar comum na atual administração: em época pré-eleitoral "somente se pode mostrar as coisas boas; as ruins, são escondidas" Isto já foi dito por antigo ministro de um governo qualquer, em uma época qualquer. Em vista dessa retenção dupla, o que poderemos nós - cidadãos que pagamos, queiramos ou não, nossos impostos em dia - admitir? Ora, fácil será a conclusão: a crise não bate à nossa porta feita uma marolinha, mas invadiu toda a nossa economia com a força de um tsunami devastador. O que está salvando o Brasil é a política monetária, mas ela pode ser o "castelo de cartas" futuramente; bastará um sopro e o castelo tenderá a se nivelar ao chão onde foi erguido. Mas devolver agora, já, esse valor retido, para quê? O Brasil não tem mais pobres. Houve uma elevação do patamar de IDH da classe média e da população, "outróra pobres". Houve - ia esquecendo o detalhe - uma recuperação dos salários (!). Nossa! Que recuperação alvissareira.
Mas bem, estamos todos nós naufragados na "marolinha" do senhor Lula. É a tendência Pinóquio. Que o nariz do boneco não cresça, furando a "bolha" do crescimento e da recuperação de todos os segmentos de nossa sociedade.
Ora, temos assistidos em dias atuais uma série de "enganos" - para não dizermos grossas mentiras - por parte do governante maior, senhor Lula. Quem terá esquecido a sua afirmativa de que a crise mundial no Brasil seria apenas uma "marolinha" e sem consequências sérias? Eu pelo menos não esqueci porque prezo assimilar e reter todos os seus principais pronunciamentos, desde a sua primeira campanha à Presidência da República.
Não citarei neste espaço as informações do governo sobre o tal PAC; seria por demais angustioso, para mim, ter que por no pano verde da esperança de muitos brasileiros mais afirmações incongruentes, sem base e desprovida de verdades.
À vezes fico a pensar se o boneco Pinóquio não teria sido contratado pelo Ministério da Fazenda. Perguntar-me-ão alguns: por quê?
Ora, essa crise tem sido tal qual um tsunami às demais economias do mundo. No momento, apenas a China - um dos que estão envolvidos ao BRIC - começa a dar sinais de recuperação firme e verdadeira. O seu crescimento está às alturas, enquanto o de outros países sérios, que falam as verdades, se acha claudicante, temeroso e preocupante. Pinóquio, por lá, já não tem o papel importante que lhe foi dado em décadas passadas. Ele fez as malas, embarcou no primeiro voo e desceu em Brasilia, com a maior "cara de pau". Lógico, não poderia ser de outra maneira. Seu espírito, onisciente e onipresente, encarnou em nossos "Homens de Preto", que são outros heróis farsantes, ou sejam: de mentirinha.
Não lembro, em toda a minha vida (pode ter acontecido em outras tempos emergenciais), nem á época dos governos militares, acontecer de o Ministério da Fazenda reter a devolução daquele "dinheirinho", sacado previamente aos salários como "descontos na Fonte", para só ser devolvido após alguns meses corrigidos e justamente devolvidos aos seus verdadeiros donos. Porém, admito que o Pinóquio "buzinou" aos ouvidos do nosso Ministro da Fazenda - Mantega -, contrariando todas as estimativas do senhor Lula, que a "marola" anunciada por esse Presidente, que não consegue falar toda a verdade, não seria apenas uma "ondinha", mas um verdadeiro "tsunami". Foi claro - não poderia ser outra a maneira de anunciar - o braço direito do senhor Lula, Ministro Mantega ao dizer que a devolução do Imposto de Renda na Fonte não poderia ser devolvido já, como era previsto e correto, por causa da "crise econômica" do mundo. Pasmem, meus amigos às falsas perorações do governo. Aliás, isso está se tornando lugar comum na atual administração: em época pré-eleitoral "somente se pode mostrar as coisas boas; as ruins, são escondidas" Isto já foi dito por antigo ministro de um governo qualquer, em uma época qualquer. Em vista dessa retenção dupla, o que poderemos nós - cidadãos que pagamos, queiramos ou não, nossos impostos em dia - admitir? Ora, fácil será a conclusão: a crise não bate à nossa porta feita uma marolinha, mas invadiu toda a nossa economia com a força de um tsunami devastador. O que está salvando o Brasil é a política monetária, mas ela pode ser o "castelo de cartas" futuramente; bastará um sopro e o castelo tenderá a se nivelar ao chão onde foi erguido. Mas devolver agora, já, esse valor retido, para quê? O Brasil não tem mais pobres. Houve uma elevação do patamar de IDH da classe média e da população, "outróra pobres". Houve - ia esquecendo o detalhe - uma recuperação dos salários (!). Nossa! Que recuperação alvissareira.
Mas bem, estamos todos nós naufragados na "marolinha" do senhor Lula. É a tendência Pinóquio. Que o nariz do boneco não cresça, furando a "bolha" do crescimento e da recuperação de todos os segmentos de nossa sociedade.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
TRISTES
Vejo-te, assim, sempre tão triste,
Com belo semblante tão carregado
Seria - penso eu - amor malfadado
Ou outra coisa séria existe?
Tivesses antes me encontrado
e acabaria a tristeza que persiste,
mas que fazer se a Vida insiste
que eu continue sempre afastado?
Somos sérios demais. Não sorrimos
quando nos entreolhamos...
A Vida e a alegria, onde as pomos?
Será que nós fingimos
Não nos ver? Acabamos,
os dois, mais tristes do que somos.
Morani
(Do livro "Água Fresca de Moringa"
Com belo semblante tão carregado
Seria - penso eu - amor malfadado
Ou outra coisa séria existe?
Tivesses antes me encontrado
e acabaria a tristeza que persiste,
mas que fazer se a Vida insiste
que eu continue sempre afastado?
Somos sérios demais. Não sorrimos
quando nos entreolhamos...
A Vida e a alegria, onde as pomos?
Será que nós fingimos
Não nos ver? Acabamos,
os dois, mais tristes do que somos.
Morani
(Do livro "Água Fresca de Moringa"
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
CARTA DE UMA FILHA A UM PAI
Recife, 04/10/09
Querido papi, meu bom velhinho,
Indignar-se frente a tantos desmandos já se tornou o cotidiano de muitos brasileiros inconformados. Ainda que efeito algum ocasione tal fato, é de se louvar a esperança do exercício da cidadania que, apesar dos pesares e da ausência de eco, insiste em ocupar o seu devido lugar. Eu, por meu lado, estou tentando mudar o foco de tal sorte para o campo da resignação momentânea, enquanto espero por dias melhores.
A desorganização dos organismos - espero bem - é semelhante a uma faxina: reviram-se tudo para retirar a sujeira dos cantos mais escondidos. Assim tenho ouvido e preferi por bem de meu equilíbrio e paz interior, acatar como realidade. Antes, consumiam-me as forças da razão, os sentimentos de revolta, dando lugar a outros desdobramentos menos dignos do raciocínio que em nada modificavam ou sequer incomodavam os fatos em si. Se sairmos da esfera do nosso país e adentrarmos numa visão macro - que nem precisa ser tão macro assim, bastando, para tal, olharmos os acontecimentos atuais em nosso planeta - veremos a imensa "faxina" que nele está ocorrendo. A Ásia - acredito eu, o continente mais antigo da nossa mãe terra ( Eurásia ) - é um exemplo do que digo. Quanto desencarne coletivo e simultâneo estão ali, incessantemente, chamando-nos a atenção de que algo muito significativo está acontecendo no planeta. O que será?
Corrupção, abuso de poder, demonstração e disputa de forças, falta de responsabilidade e solidariedade para com os mais desafortunados, cobiça, egoísmo, orgulho exacerbado e outras doenças mais da alma e do ser humano estão, ao que parece, sendo "vomitadas" todas a uma só vez. E o cheiro putrefato estende-se por toda parte, cada um com as suas particularidades e de acordo com a cultura e evolução dos povos. O que será isso? Como se dá - em dimensão reduzidíssima - o reajuste de algum de nossos próprios desajustes? Você conhece alguém que, lutando contra os próprios vícios, nem se aperceba organicamente de tal guerra interior? Quantas dores do corpo físico e da mente não passam aqueles que buscam a cura? Então, numa dimensão maior, em se tratando de povos, imagine um processo idêntico para que possam progredir no campo moral. O maior desafio do homem é vencer-se a si mesmo, a seus maus pendores, à sua tendência em colocar-se sempre como o mais merecedor, o mais importante, o mais perfeito, o mais tudo. É possível que tenhamos muitos atributos divinos e, no entanto, chafurdamos na lama da nossa soberba, envenenando assim, as bênçãos que nos foram dadas para o cumprimento desta existência no planeta terra.
Políticos são um atributo da vida social. O homem assim o quis para sua própria glória, já que o seu poder em solucionar a convivência entre povos e economias distintos, não houvera chegado a bom termo na ausência do amor e da caridade. O homem criou o seu próprio universo, as suas próprias leis e agora padece pela falta de alicerces justos. No meu entender, haverá ele de degustar até a última gota o seu próprio "remédio" e, quando der "em águas de bacalhau" - como dizia a mamãe - pode ser que lá, na mais recôndita célula de seu cancro, ele se dê conta de que lhe faltam alguns atributos essenciais para representar o papel de deus, a saber: o amor, a caridade e a justiça.
Papai, querido, não apoquente o seu espírito com as coisas pequenas dessa existência porque elas ficarão aqui mesmo onde são produzidas. Tudo o que aqui acontece está dentro da normalidade deste mundo. O nosso reino não é daqui, lembra-se? Viemos para resgatar algumas dívidas passadas e aprender para a existência futura, que desconhecemos, onde e quando se dará. Confia na justiça do Criador e na assistência da espiritualidade superior. Só conseguiremos êxito em nossa missão quando nos tornarmos "brandos e humildes" de coração. A resignação é condição “sine qua non” da vitória. Lembre-se de Sidharta Gautama, de Jesus, de Gandhi e de tantos outros irmãos nossos que padeceram dos vícios e perseguições da sociedade de suas épocas e que só tinham, na mente e em punho, as armas da paz e da revolução silenciosa do coração amoroso.
Deus te abençoe, te ilumine e te proteja. Receba o carinho e amor de suas filhas ciganas,
Karen e Alice
Querido papi, meu bom velhinho,
Indignar-se frente a tantos desmandos já se tornou o cotidiano de muitos brasileiros inconformados. Ainda que efeito algum ocasione tal fato, é de se louvar a esperança do exercício da cidadania que, apesar dos pesares e da ausência de eco, insiste em ocupar o seu devido lugar. Eu, por meu lado, estou tentando mudar o foco de tal sorte para o campo da resignação momentânea, enquanto espero por dias melhores.
A desorganização dos organismos - espero bem - é semelhante a uma faxina: reviram-se tudo para retirar a sujeira dos cantos mais escondidos. Assim tenho ouvido e preferi por bem de meu equilíbrio e paz interior, acatar como realidade. Antes, consumiam-me as forças da razão, os sentimentos de revolta, dando lugar a outros desdobramentos menos dignos do raciocínio que em nada modificavam ou sequer incomodavam os fatos em si. Se sairmos da esfera do nosso país e adentrarmos numa visão macro - que nem precisa ser tão macro assim, bastando, para tal, olharmos os acontecimentos atuais em nosso planeta - veremos a imensa "faxina" que nele está ocorrendo. A Ásia - acredito eu, o continente mais antigo da nossa mãe terra ( Eurásia ) - é um exemplo do que digo. Quanto desencarne coletivo e simultâneo estão ali, incessantemente, chamando-nos a atenção de que algo muito significativo está acontecendo no planeta. O que será?
Corrupção, abuso de poder, demonstração e disputa de forças, falta de responsabilidade e solidariedade para com os mais desafortunados, cobiça, egoísmo, orgulho exacerbado e outras doenças mais da alma e do ser humano estão, ao que parece, sendo "vomitadas" todas a uma só vez. E o cheiro putrefato estende-se por toda parte, cada um com as suas particularidades e de acordo com a cultura e evolução dos povos. O que será isso? Como se dá - em dimensão reduzidíssima - o reajuste de algum de nossos próprios desajustes? Você conhece alguém que, lutando contra os próprios vícios, nem se aperceba organicamente de tal guerra interior? Quantas dores do corpo físico e da mente não passam aqueles que buscam a cura? Então, numa dimensão maior, em se tratando de povos, imagine um processo idêntico para que possam progredir no campo moral. O maior desafio do homem é vencer-se a si mesmo, a seus maus pendores, à sua tendência em colocar-se sempre como o mais merecedor, o mais importante, o mais perfeito, o mais tudo. É possível que tenhamos muitos atributos divinos e, no entanto, chafurdamos na lama da nossa soberba, envenenando assim, as bênçãos que nos foram dadas para o cumprimento desta existência no planeta terra.
Políticos são um atributo da vida social. O homem assim o quis para sua própria glória, já que o seu poder em solucionar a convivência entre povos e economias distintos, não houvera chegado a bom termo na ausência do amor e da caridade. O homem criou o seu próprio universo, as suas próprias leis e agora padece pela falta de alicerces justos. No meu entender, haverá ele de degustar até a última gota o seu próprio "remédio" e, quando der "em águas de bacalhau" - como dizia a mamãe - pode ser que lá, na mais recôndita célula de seu cancro, ele se dê conta de que lhe faltam alguns atributos essenciais para representar o papel de deus, a saber: o amor, a caridade e a justiça.
Papai, querido, não apoquente o seu espírito com as coisas pequenas dessa existência porque elas ficarão aqui mesmo onde são produzidas. Tudo o que aqui acontece está dentro da normalidade deste mundo. O nosso reino não é daqui, lembra-se? Viemos para resgatar algumas dívidas passadas e aprender para a existência futura, que desconhecemos, onde e quando se dará. Confia na justiça do Criador e na assistência da espiritualidade superior. Só conseguiremos êxito em nossa missão quando nos tornarmos "brandos e humildes" de coração. A resignação é condição “sine qua non” da vitória. Lembre-se de Sidharta Gautama, de Jesus, de Gandhi e de tantos outros irmãos nossos que padeceram dos vícios e perseguições da sociedade de suas épocas e que só tinham, na mente e em punho, as armas da paz e da revolução silenciosa do coração amoroso.
Deus te abençoe, te ilumine e te proteja. Receba o carinho e amor de suas filhas ciganas,
Karen e Alice
sábado, 3 de outubro de 2009
UM BRASIL DE SEMPRE
Desde que tomei conhecimento da existência da TV Senado tenho o costume incontrolável de não tirar os olhos da “telinha” que nos revela o grande e confortável plenário, onde os nossos representantes têm assento em poltronas espaçosas e confortáveis - também - de dar sono. Só deixo de assistir aos debates quando o Presidente da mesa encerra os trabalhos do dia ou às sextas-feiras (nesses dias da semana só na parte da manhã).
Exerço, assim, no recôndito da minha casa a minha cidadania por não me negar enviar e-mails a alguns parlamentares. Dessa forma, demonstro que sou um fiel assistente de todos os debates que soem acontecer naquela Casa. Sejam discursos dos situacionistas ou os dos oposicionistas. Digo-lhes, com tais e-mails: “Estou atento aos seus movimentos; anoto o que dizem; eu os cobrarei, com meu voto.”
Alguns deles parecem dissociados totalmente dos acalorados debates sobre a atual situação vergonhosa evidenciada nas duas Casas do Congresso em que tratam de corrupção no Parlamento.
Sobem às tribunas com assuntos totalmente fora do contexto atual: as passagens aéreas para as suas sedes dentro do país e para o exterior. Porém, estendem o “Trem da Alegria” a parentes, amigos, funcionários e, pasmem, até a times de futebol! Outras práticas obscenas são geradas pela famigerada “Verba Indenizatória” e, mais recentemente, os Planos de Saúde vitalícios aos senhores senadores e aos que já não o são, engrossados por seus familiares. A última, mais recente: a remessa de 300 “vetos” presidenciais para votação. Dentre eles, embutido nos esconsos dos muitos vetos, de anos, o que dava um sonoro “NÃO” aos reajustes aos aposentados com mais de um salário-mínimo. Felizmente, o plenário assumiu o seu compromisso com os idosos abandonados e esquecidos pelo governo LULA, que dá uma de “bonzinho” ao FMI com empréstimos de valores que bem poderiam ser canalizados para cobrir aqueles pagamentos previstos na Constituição de 1988, sendo direito fundamentado na Carta Magna de 1988 e nas necessidades dos que não podem mais exercer suas funções profissionais. É uma questão de humanidade. O homem jamais deve ser visto como cifra no contexto econômico nem uma referência de estatística dos senhores economistas.
O vergonhoso é vermos como alguns senadores têm pendores às artes cênicas, pois choram copiosamente quando usam as tribunas para suas defesas ao serem alcançados por denúncias de péssimo uso de imóveis que nós, trabalhadores da ativa e os aposentados, patrocinamos com cinco meses de trabalhos ao ano, só para pagarmos impostos. Mas na hora de se expressarem a favor dos injustiçados, ficam em cima do “muro”, dóceis às ordens do Palácio do Planalto. Têm medo de tocar no assunto como se tocassem em problemas sem solução.Por aí se vê que nem fedem, nem cheiram, só fedem! São uns “dandys” que se defendem, intramuros, com todo denodo. Não querem sujar os dedos em suas “porcarias” e nas de seus pares. Jogam água fria na fervura dos pronunciamentos daqueles que lá vão para expor os “podres” do Poder, ou melhor: do Governo! São amorfos, aqueles. São crisálidas fechadas em seus casulos, ignorando - por quê? - a situação de uma corrupção putrefata que campeia desavergonhadamente na capital da República. E muitas outras corrupções (vejamos as CPIs da Petrobras e do Denit - as mais frescas batalhas que desejam abafar), mas hoje 03/10/09, já sabemos que a da Petrobras foi "arquivada" há muito pela tropa de choque do Lula. Tanto medo, por quê? Agora, resta a do Denit, já aprovada e de iniciativa do senador Mario Couto - um dos poucos a defender veementemente os desgraçados aposentados deste país. Boa sorte, senador Mario Couto.
Exerço, assim, no recôndito da minha casa a minha cidadania por não me negar enviar e-mails a alguns parlamentares. Dessa forma, demonstro que sou um fiel assistente de todos os debates que soem acontecer naquela Casa. Sejam discursos dos situacionistas ou os dos oposicionistas. Digo-lhes, com tais e-mails: “Estou atento aos seus movimentos; anoto o que dizem; eu os cobrarei, com meu voto.”
Alguns deles parecem dissociados totalmente dos acalorados debates sobre a atual situação vergonhosa evidenciada nas duas Casas do Congresso em que tratam de corrupção no Parlamento.
Sobem às tribunas com assuntos totalmente fora do contexto atual: as passagens aéreas para as suas sedes dentro do país e para o exterior. Porém, estendem o “Trem da Alegria” a parentes, amigos, funcionários e, pasmem, até a times de futebol! Outras práticas obscenas são geradas pela famigerada “Verba Indenizatória” e, mais recentemente, os Planos de Saúde vitalícios aos senhores senadores e aos que já não o são, engrossados por seus familiares. A última, mais recente: a remessa de 300 “vetos” presidenciais para votação. Dentre eles, embutido nos esconsos dos muitos vetos, de anos, o que dava um sonoro “NÃO” aos reajustes aos aposentados com mais de um salário-mínimo. Felizmente, o plenário assumiu o seu compromisso com os idosos abandonados e esquecidos pelo governo LULA, que dá uma de “bonzinho” ao FMI com empréstimos de valores que bem poderiam ser canalizados para cobrir aqueles pagamentos previstos na Constituição de 1988, sendo direito fundamentado na Carta Magna de 1988 e nas necessidades dos que não podem mais exercer suas funções profissionais. É uma questão de humanidade. O homem jamais deve ser visto como cifra no contexto econômico nem uma referência de estatística dos senhores economistas.
O vergonhoso é vermos como alguns senadores têm pendores às artes cênicas, pois choram copiosamente quando usam as tribunas para suas defesas ao serem alcançados por denúncias de péssimo uso de imóveis que nós, trabalhadores da ativa e os aposentados, patrocinamos com cinco meses de trabalhos ao ano, só para pagarmos impostos. Mas na hora de se expressarem a favor dos injustiçados, ficam em cima do “muro”, dóceis às ordens do Palácio do Planalto. Têm medo de tocar no assunto como se tocassem em problemas sem solução.Por aí se vê que nem fedem, nem cheiram, só fedem! São uns “dandys” que se defendem, intramuros, com todo denodo. Não querem sujar os dedos em suas “porcarias” e nas de seus pares. Jogam água fria na fervura dos pronunciamentos daqueles que lá vão para expor os “podres” do Poder, ou melhor: do Governo! São amorfos, aqueles. São crisálidas fechadas em seus casulos, ignorando - por quê? - a situação de uma corrupção putrefata que campeia desavergonhadamente na capital da República. E muitas outras corrupções (vejamos as CPIs da Petrobras e do Denit - as mais frescas batalhas que desejam abafar), mas hoje 03/10/09, já sabemos que a da Petrobras foi "arquivada" há muito pela tropa de choque do Lula. Tanto medo, por quê? Agora, resta a do Denit, já aprovada e de iniciativa do senador Mario Couto - um dos poucos a defender veementemente os desgraçados aposentados deste país. Boa sorte, senador Mario Couto.
A MATANÇA DE GOLFINHOS CALDERON
Assisti, horrorizado, pela televisão, o covarde massacre de golfinhos Calderon na Dinamarca. Covardes e indignas atitudes feitas pela população de uma pequena vila de pescadores desalmados. Às cenas, emprestaram-se brutalidades sem adjetivos só comparáveis às que fizeram os nazistas a milhares de homens, mulheres e crianças em campos de concentração na Polônia e na própria Alemanha de Hitler.
Os golfinhos Calderon, como os demais da espécie, aproximam-se dos homens para brincar e interagir aos mesmos, em uma demonstração de inteira confiança de que serão bem-vindos e acolhidos com amor.
No entanto, são recebidos com uma indiferença tão natural que não podemos crer sejam capazes de tamanha barbárie jovens que participem ao extermínio dessas criaturas. Suas armas são ganchos que fincam aos corpos esguios desses mamíferos rasgando-os sem dó. E outras centenas de pessoas assistem como se estivessem bem instalados em seus lares diante de aparelhos de televisão acompanhando novo capítulo de uma novela.
São cenas de horrores indizíveis. Não há tradução para tamanho empreendimento brutalizado. Se aqueles homens são seres humanos, aos quais devemos nossa solidariedade, então os valores sobre humanismo precisam ser revistos, discutidos e defendidos (?) em teses por futuros doutores das ciências humanas, e que jamais tornemos a ver as águas do mar tingidas da cor vermelha. Vermelha é a cor da maldição, da destemperança e da violência, desafinada à orquestração das atividades humanas. Bastam-nos aquelas já mencionadas e sabidas por todos.
Os golfinhos Calderon, como os demais da espécie, aproximam-se dos homens para brincar e interagir aos mesmos, em uma demonstração de inteira confiança de que serão bem-vindos e acolhidos com amor.
No entanto, são recebidos com uma indiferença tão natural que não podemos crer sejam capazes de tamanha barbárie jovens que participem ao extermínio dessas criaturas. Suas armas são ganchos que fincam aos corpos esguios desses mamíferos rasgando-os sem dó. E outras centenas de pessoas assistem como se estivessem bem instalados em seus lares diante de aparelhos de televisão acompanhando novo capítulo de uma novela.
São cenas de horrores indizíveis. Não há tradução para tamanho empreendimento brutalizado. Se aqueles homens são seres humanos, aos quais devemos nossa solidariedade, então os valores sobre humanismo precisam ser revistos, discutidos e defendidos (?) em teses por futuros doutores das ciências humanas, e que jamais tornemos a ver as águas do mar tingidas da cor vermelha. Vermelha é a cor da maldição, da destemperança e da violência, desafinada à orquestração das atividades humanas. Bastam-nos aquelas já mencionadas e sabidas por todos.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
FILHA
À minha filha Anamaria falecida aos 08/06/09
No próximo dia 08 de outubro, estaremos relembrando - preferia que essa data fosse deletada ao calendário - o quarto mês de sua viagem longa e solitária às esferas espirituais. Você não a planejou como não desconfiava que receberia o bilhete de ida, apenas, naquela segunda-feira, 08 de junho deste ano. À tarde, você foi vista por pessoas, suas amigas, visitando vitrines das lojas de nossa cidade. Ao vê-las, você as cumprimentou com aquele seu jeito sempre alegre. O que estaria você procurando em plena segunda-feira, e em horário de trabalho? Você estava livre, soube depois. Já haviam encerrado o expediente e você, antes de ir para casa, aproveitava-se às horas frescas da tarde. Depois, disseram outras pessoas, a viram montada à motoneta partindo à direção de Mury, seu verdadeiro bairro de residência.
O que você fez, de imediato, depois que chegou, não sei. Sei apenas que à falta do que fazer você se colocou diante do monitor, por volta das dezenove horas, e escreveu a muitas pessoas. As suas mensagens eram as mais alvissareiras possíveis. Você estava radiante com o novo emprego. Passou muito tempo sem um, e já tinha planos para os salários dos primeiros meses de trabalho: comprar um pc portátil - laptop - pagando-o a longo prazo. Mas, contudo, os caminhos de Deus não são os dos homens, nem o Seus pensamentos são os nossos. Você preparou o lanche das crianças retornando, após, ao computador. Você estava bem; havia muito entusiasmo em suas atitudes. Seu coração funcionava normalmente. Sem tirar os olhos do monitor, você ia dando ordens às crianças. Às vinte e três e meia, você ainda digitava. Sentindo sede, deixou de lado a sua ocupação se dirigindo à cozinha. O copo com água parece ter escorregado por entre os dedos, indo ao chão. Depois você claudicou, e com os passos incertos perdeu o equilíbrio. Igual ao copo foi ao chão, pesadamente. Carol correu a lhe dar ajuda. Em vão. Apenas duas longas lágrimas sobre as suas faces foram os derradeiros sinais de que abandonava a vida e mergulhava na Eternidade. Esse foi o instante em que a minha existência deu uma guinada de trezentos e sessenta graus. Procuro a linda criança, de cabelos encacheados, que foi a minha Aninha, gritando lá nas entranhas da alma: "onde anda Anamaria, sonha e sonha com o mar... E partindo, Anamaria se foi pra não mais voltar. Onde anda Anamaria? Quem souber, venha me contar."
No próximo dia 08 de outubro, estaremos relembrando - preferia que essa data fosse deletada ao calendário - o quarto mês de sua viagem longa e solitária às esferas espirituais. Você não a planejou como não desconfiava que receberia o bilhete de ida, apenas, naquela segunda-feira, 08 de junho deste ano. À tarde, você foi vista por pessoas, suas amigas, visitando vitrines das lojas de nossa cidade. Ao vê-las, você as cumprimentou com aquele seu jeito sempre alegre. O que estaria você procurando em plena segunda-feira, e em horário de trabalho? Você estava livre, soube depois. Já haviam encerrado o expediente e você, antes de ir para casa, aproveitava-se às horas frescas da tarde. Depois, disseram outras pessoas, a viram montada à motoneta partindo à direção de Mury, seu verdadeiro bairro de residência.
O que você fez, de imediato, depois que chegou, não sei. Sei apenas que à falta do que fazer você se colocou diante do monitor, por volta das dezenove horas, e escreveu a muitas pessoas. As suas mensagens eram as mais alvissareiras possíveis. Você estava radiante com o novo emprego. Passou muito tempo sem um, e já tinha planos para os salários dos primeiros meses de trabalho: comprar um pc portátil - laptop - pagando-o a longo prazo. Mas, contudo, os caminhos de Deus não são os dos homens, nem o Seus pensamentos são os nossos. Você preparou o lanche das crianças retornando, após, ao computador. Você estava bem; havia muito entusiasmo em suas atitudes. Seu coração funcionava normalmente. Sem tirar os olhos do monitor, você ia dando ordens às crianças. Às vinte e três e meia, você ainda digitava. Sentindo sede, deixou de lado a sua ocupação se dirigindo à cozinha. O copo com água parece ter escorregado por entre os dedos, indo ao chão. Depois você claudicou, e com os passos incertos perdeu o equilíbrio. Igual ao copo foi ao chão, pesadamente. Carol correu a lhe dar ajuda. Em vão. Apenas duas longas lágrimas sobre as suas faces foram os derradeiros sinais de que abandonava a vida e mergulhava na Eternidade. Esse foi o instante em que a minha existência deu uma guinada de trezentos e sessenta graus. Procuro a linda criança, de cabelos encacheados, que foi a minha Aninha, gritando lá nas entranhas da alma: "onde anda Anamaria, sonha e sonha com o mar... E partindo, Anamaria se foi pra não mais voltar. Onde anda Anamaria? Quem souber, venha me contar."
M Ã E
À minha mãe Alice, desaparecida em 03/02/1940.
Apenas três letras que unidas nos dão toda a sensação de segurança, de amor incondicional, de paciência e de destemor.
Essa palavra pequena, todavia grande em seu significado, reverbera lá no fundo do meu ser como uma passagem que se suavizou por si mesma sem estardalhaço, sem agonias, sem saudades doloridas, mas servindo ainda de coluna mestra de uma construção em que os tijolos nada mais foram que pequenas palavras dulcíssimas caídas dos lábios de uma pequena criatura, todavia gigante nos cuidados aos filhos por mais insignificantes fossem os machucados.
Uma brincadeira, uma queda, um joelho ralado, eram bastante para pô-la em movimento rápido e lágrimas aos olhos. Pensava-os com gestos tão delicados que mal sentíamos qualquer agonia ao toque do chumaço de algodão embebido de iodo. Em seguida os cobria de gaze e esparadrapo. Estávamos salvos! Mas conselhos não nos faltavam:
–Mais cuidado, da próxima vez.
E lá se ia aos cuidados de cerzir meias usando uma ferramenta que existia à época – um ovo de madeira, que introduzia aos pés das meias para conserto. E a agulha trabalhava igual a essas dos teares, cerzindo tão bem quanto àquelas que criavam as malhas. Eram seus dedos mágicos e pacientes transformando os gastos em novos.
Chegando do colégio, era a primeira pessoa que buscávamos sem mais delongas.
Os lanches nos caíam à frente, como num passe de mágica.
–Antes, queridos, lavem as suas mãos. Jamais comam tendo-as sujas.
Quanta atenção, quantos detalhes nos cuidados, quanta argúcia na observação.
E eu pensava um dia tê-la aos braços como se fosse uma criança, como já fora um dia, a precisar de minhas atenções e de meus cuidados, sem ralhos. As cãs recamadas de borralhos de neve seriam os primeiros sinais de advertência para que eu desenvolvesse, em futuro próximo, o sentimento materno sobrepujando o machismo do eu adulto.
Ledo engano. Conquanto seus cabelos estivessem prateados não ficaram brancos. Minha mãe não virou criança e eu não era ainda adulto. Foi num sábado de carnaval no Rio. Tempo de chuvinha miúda e fria. Alertaram-nos: “Eis mamãe que chega!” Da vizinha corri à varanda da nossa casa para recebê-la. Mas quieta e muda, ela não podia nos abraçar nem nós a ela. Guardava-a um "porta-jóias" do seu tamanho.
E lá se foi ela - como sempre fizera -, ao tamborilar da chuva forte sobre o carro fúnebre dormindo qual princesa das histórias infantís para o aconchego ao seio da Terra-mãe. O adulto não brotou, morrendo junto e ainda criança.
Apenas três letras que unidas nos dão toda a sensação de segurança, de amor incondicional, de paciência e de destemor.
Essa palavra pequena, todavia grande em seu significado, reverbera lá no fundo do meu ser como uma passagem que se suavizou por si mesma sem estardalhaço, sem agonias, sem saudades doloridas, mas servindo ainda de coluna mestra de uma construção em que os tijolos nada mais foram que pequenas palavras dulcíssimas caídas dos lábios de uma pequena criatura, todavia gigante nos cuidados aos filhos por mais insignificantes fossem os machucados.
Uma brincadeira, uma queda, um joelho ralado, eram bastante para pô-la em movimento rápido e lágrimas aos olhos. Pensava-os com gestos tão delicados que mal sentíamos qualquer agonia ao toque do chumaço de algodão embebido de iodo. Em seguida os cobria de gaze e esparadrapo. Estávamos salvos! Mas conselhos não nos faltavam:
–Mais cuidado, da próxima vez.
E lá se ia aos cuidados de cerzir meias usando uma ferramenta que existia à época – um ovo de madeira, que introduzia aos pés das meias para conserto. E a agulha trabalhava igual a essas dos teares, cerzindo tão bem quanto àquelas que criavam as malhas. Eram seus dedos mágicos e pacientes transformando os gastos em novos.
Chegando do colégio, era a primeira pessoa que buscávamos sem mais delongas.
Os lanches nos caíam à frente, como num passe de mágica.
–Antes, queridos, lavem as suas mãos. Jamais comam tendo-as sujas.
Quanta atenção, quantos detalhes nos cuidados, quanta argúcia na observação.
E eu pensava um dia tê-la aos braços como se fosse uma criança, como já fora um dia, a precisar de minhas atenções e de meus cuidados, sem ralhos. As cãs recamadas de borralhos de neve seriam os primeiros sinais de advertência para que eu desenvolvesse, em futuro próximo, o sentimento materno sobrepujando o machismo do eu adulto.
Ledo engano. Conquanto seus cabelos estivessem prateados não ficaram brancos. Minha mãe não virou criança e eu não era ainda adulto. Foi num sábado de carnaval no Rio. Tempo de chuvinha miúda e fria. Alertaram-nos: “Eis mamãe que chega!” Da vizinha corri à varanda da nossa casa para recebê-la. Mas quieta e muda, ela não podia nos abraçar nem nós a ela. Guardava-a um "porta-jóias" do seu tamanho.
E lá se foi ela - como sempre fizera -, ao tamborilar da chuva forte sobre o carro fúnebre dormindo qual princesa das histórias infantís para o aconchego ao seio da Terra-mãe. O adulto não brotou, morrendo junto e ainda criança.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
VAMOS VER SE A BAND NOTICIA ISSO
Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009
Que a grande mídia é golpista todos nós sabemos, segundo Gramsci a grande imprensa é o Partido do Capital. No entanto poucas vezes, pelo menos desde a eleição de Fernando Collor em 1989, tivemos a oportunidade de ver isso de maneira tão exacerbada. O Partido dos Trabalhadores vem sofrendo desde que chegou ao governo central a maior campanha midiática com intuito desmoralizador que o Brasil já assistiu. Ondas de denuncismo, de achincalhação contra seus militantes, de preconceito contra o presidente democraticamente eleito, patrulhamento ideológico. Mentiras inventadas a exaustão e repetidas mil, duas mil vezes – a nossa mídia se mostra pupila de Göebbels – são as armas utilizadas pelo Partido do Capital a fim de expulsar da vida pública “essa raça”, palavras de Herr Bornhausen, um dos oráculos da grande mídia.
Na linha de frente dessa batalha travada pelo Partido do Capital versus o Partido dos Trabalhadores e a esquerda consciente estão os grandes meios de comunicação, sobretudo a ditos canais de TV aberta. O Grupo Bandeirantes através de suas emissoras de rádio e TV colocou no ar, semana passada, um editorial no qual acusava o governo Lula de irresponsável por rever os índices de produtividade no campo e insuflava os ruralistas a se levantar em guerra civil contra o governo democrático.
O Grupo Bandeirantes já teria passado de todo e qualquer limite possível dentro dos parâmetros democráticos fosse apenas a campanha enviesada contra a revisão dos índices de produtividade ao omitir, ou seria obliterar propositalmente, que ele próprio – cujo dono é Johnny Saad, neto e herdeiro de Adhemar de Barros – possui dezenas de grandes propriedade rurais, portanto, está no bojo dos empresários do agronegócio e é parte interessada na questão.
Agora o Ministério do Desenvolvimento Agrário traz à tona a consolidação dos resultados duma pesquisa realizada pelo IBGE em 2006 onde desmistifica a crença de que o agronegócio é o impulsionador da economia rural no Brasil. Mais, prova que as pequenas propriedades rurais, especialmente as que se encontram no segmento da agricultura familiar, são a garantia da segurança alimentar do país.
Os números são impressionantes. Por exemplo, além de ser a responsável pela manutenção do homem no campo, a agricultura familiar, que não ocupa nem um quarto das terras no país, corresponde a 38% do valor da produção.
Será que o Grupo Bandeirantes informará aos seus ouvintes e telespectadores os números da pesquisa? Ou usarão de algum subterfúgio e criarão mais um sofisma para desqualificá-la?
Não é à toa que o nosso Partido do Capital chama os golpistas de Honduras de “governo interino”.
Censo confirma: agricultura familiar produz mais em menor área
http://www.mda.gov.br/portal/index/show/index/cod/134/codInterno/22464
30/09/2009
O Censo Agropecuário 2006 traz uma novidade: pela primeira vez, a agricultura familiar brasileira é retratada nas pesquisas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Foram identificados 4.367.902 estabelecimentos de agricultura familiar, que representam 84,4% do total, (5.175.489 estabelecimentos) mas ocupam apenas 24,3% (ou 80,25 milhões de hectares) da área dos estabelecimentos agropecuários brasileiros.
Apesar de ocupar apenas um quarto da área, a agricultura familiar responde por 38% do valor da produção (ou R$ 54,4 bilhões) desse total. Mesmo cultivando uma área menor, a agricultura familiar é responsável por garantir a segurança alimentar do País, gerando os produtos da cesta básica consumidos pelos brasileiros. O valor bruto da produção na agricultura familiar é de 677 reais por hectare/ano.
"Isso mostra a representatividade, o peso deste setor para a formação da nossa economia e da produção primária no País. Com isso, a agricultura familiar demonstra capacidade em gerar renda, em aproveitar bem o espaço físico e contribuir para a produção agrícola brasileira", afirma Daniel Maia, ministro interino do Desenvolvimento Agrário.
Os dados do IBGE apontam que em 2006, a agricultura familiar foi responsável por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café , 34% do arroz, 58% do leite , 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e, ainda, 21% do trigo. A cultura com menor participação da agricultura familiar foi a soja (16%). O valor médio da produção anual da agricultura familiar foi de R$ 13,99 mil.
Permanência no campo
Outro resultado positivo apontado pelo Censo 2006 é o número de pessoas ocupadas na agricultura: 12,3 milhões de trabalhadores no campo estão em estabelecimentos da agricultura familiar (74,4% do total de ocupados no campo). Ou seja, de cada dez ocupados no campo, sete estão na agricultura familiar , que emprega 15,3 pessoas por 100 hectares.
Para o ministro interino, esses números refletem a eficácia das políticas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para manter os agricultores familiares no campo com boa produção e renda. "Os resultados desse Censo permitem constatar o quanto a participação da agricultura familiar é importante para a agropecuária e para a economia brasileira. O cenário, antes de pauperização e fuga do homem do campo, está sendo mudado, revertido", frisa.
Dois terços do total de ocupados no campo são homens. Mas o número de mulheres é bastante expressivo: 4,1 milhões de trabalhadoras no campo estão na agricultura familiar. As mulheres também são responsáveis pela direção de cerca de 600 mil estabelecimentos de agricultura familiar.
O Censo Agropecuário 2006 revela ainda que dos 4,3 milhões de estabelecimentos, 3,2 milhões de produtores são proprietários da terra. Isso representa 74,7% dos estabelecimentos com uma área de 87,7%.
Os critérios que definem o que é agricultura familiar foram determinados pela Lei nº 11.326 aprovada em 2006. Eles são mais restritivos do que os critérios usados em estudos feitos anteriormente por outros organismos como a Fao/Incra e universidades brasileiras que estudaram o setor. A Lei 11.326 determina que quatro módulos fiscais é o limite máximo para um empreendimento familiar. Determina também que a mão-de-obra deve ser predominantemente da própria família e a renda deve ser originada nas atividades da propriedade e a direção também tem que ser feita por um membro da família.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 18:34
Que a grande mídia é golpista todos nós sabemos, segundo Gramsci a grande imprensa é o Partido do Capital. No entanto poucas vezes, pelo menos desde a eleição de Fernando Collor em 1989, tivemos a oportunidade de ver isso de maneira tão exacerbada. O Partido dos Trabalhadores vem sofrendo desde que chegou ao governo central a maior campanha midiática com intuito desmoralizador que o Brasil já assistiu. Ondas de denuncismo, de achincalhação contra seus militantes, de preconceito contra o presidente democraticamente eleito, patrulhamento ideológico. Mentiras inventadas a exaustão e repetidas mil, duas mil vezes – a nossa mídia se mostra pupila de Göebbels – são as armas utilizadas pelo Partido do Capital a fim de expulsar da vida pública “essa raça”, palavras de Herr Bornhausen, um dos oráculos da grande mídia.
Na linha de frente dessa batalha travada pelo Partido do Capital versus o Partido dos Trabalhadores e a esquerda consciente estão os grandes meios de comunicação, sobretudo a ditos canais de TV aberta. O Grupo Bandeirantes através de suas emissoras de rádio e TV colocou no ar, semana passada, um editorial no qual acusava o governo Lula de irresponsável por rever os índices de produtividade no campo e insuflava os ruralistas a se levantar em guerra civil contra o governo democrático.
O Grupo Bandeirantes já teria passado de todo e qualquer limite possível dentro dos parâmetros democráticos fosse apenas a campanha enviesada contra a revisão dos índices de produtividade ao omitir, ou seria obliterar propositalmente, que ele próprio – cujo dono é Johnny Saad, neto e herdeiro de Adhemar de Barros – possui dezenas de grandes propriedade rurais, portanto, está no bojo dos empresários do agronegócio e é parte interessada na questão.
Agora o Ministério do Desenvolvimento Agrário traz à tona a consolidação dos resultados duma pesquisa realizada pelo IBGE em 2006 onde desmistifica a crença de que o agronegócio é o impulsionador da economia rural no Brasil. Mais, prova que as pequenas propriedades rurais, especialmente as que se encontram no segmento da agricultura familiar, são a garantia da segurança alimentar do país.
Os números são impressionantes. Por exemplo, além de ser a responsável pela manutenção do homem no campo, a agricultura familiar, que não ocupa nem um quarto das terras no país, corresponde a 38% do valor da produção.
Será que o Grupo Bandeirantes informará aos seus ouvintes e telespectadores os números da pesquisa? Ou usarão de algum subterfúgio e criarão mais um sofisma para desqualificá-la?
Não é à toa que o nosso Partido do Capital chama os golpistas de Honduras de “governo interino”.
Censo confirma: agricultura familiar produz mais em menor área
http://www.mda.gov.br/portal/index/show/index/cod/134/codInterno/22464
30/09/2009
O Censo Agropecuário 2006 traz uma novidade: pela primeira vez, a agricultura familiar brasileira é retratada nas pesquisas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Foram identificados 4.367.902 estabelecimentos de agricultura familiar, que representam 84,4% do total, (5.175.489 estabelecimentos) mas ocupam apenas 24,3% (ou 80,25 milhões de hectares) da área dos estabelecimentos agropecuários brasileiros.
Apesar de ocupar apenas um quarto da área, a agricultura familiar responde por 38% do valor da produção (ou R$ 54,4 bilhões) desse total. Mesmo cultivando uma área menor, a agricultura familiar é responsável por garantir a segurança alimentar do País, gerando os produtos da cesta básica consumidos pelos brasileiros. O valor bruto da produção na agricultura familiar é de 677 reais por hectare/ano.
"Isso mostra a representatividade, o peso deste setor para a formação da nossa economia e da produção primária no País. Com isso, a agricultura familiar demonstra capacidade em gerar renda, em aproveitar bem o espaço físico e contribuir para a produção agrícola brasileira", afirma Daniel Maia, ministro interino do Desenvolvimento Agrário.
Os dados do IBGE apontam que em 2006, a agricultura familiar foi responsável por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café , 34% do arroz, 58% do leite , 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e, ainda, 21% do trigo. A cultura com menor participação da agricultura familiar foi a soja (16%). O valor médio da produção anual da agricultura familiar foi de R$ 13,99 mil.
Permanência no campo
Outro resultado positivo apontado pelo Censo 2006 é o número de pessoas ocupadas na agricultura: 12,3 milhões de trabalhadores no campo estão em estabelecimentos da agricultura familiar (74,4% do total de ocupados no campo). Ou seja, de cada dez ocupados no campo, sete estão na agricultura familiar , que emprega 15,3 pessoas por 100 hectares.
Para o ministro interino, esses números refletem a eficácia das políticas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para manter os agricultores familiares no campo com boa produção e renda. "Os resultados desse Censo permitem constatar o quanto a participação da agricultura familiar é importante para a agropecuária e para a economia brasileira. O cenário, antes de pauperização e fuga do homem do campo, está sendo mudado, revertido", frisa.
Dois terços do total de ocupados no campo são homens. Mas o número de mulheres é bastante expressivo: 4,1 milhões de trabalhadoras no campo estão na agricultura familiar. As mulheres também são responsáveis pela direção de cerca de 600 mil estabelecimentos de agricultura familiar.
O Censo Agropecuário 2006 revela ainda que dos 4,3 milhões de estabelecimentos, 3,2 milhões de produtores são proprietários da terra. Isso representa 74,7% dos estabelecimentos com uma área de 87,7%.
Os critérios que definem o que é agricultura familiar foram determinados pela Lei nº 11.326 aprovada em 2006. Eles são mais restritivos do que os critérios usados em estudos feitos anteriormente por outros organismos como a Fao/Incra e universidades brasileiras que estudaram o setor. A Lei 11.326 determina que quatro módulos fiscais é o limite máximo para um empreendimento familiar. Determina também que a mão-de-obra deve ser predominantemente da própria família e a renda deve ser originada nas atividades da propriedade e a direção também tem que ser feita por um membro da família.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 18:34
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
IMPASSE EM HONDURAS
IMPASSE EM HONDURAS
Os países das Américas Central e Sul estão diante a um grande e perigoso impasse diplomático. O Brasil, por iniciativa do Presidente Lula e do Itamaraty, deram acolhida ao deposto Presidente Zelaya, de Honduras, em nossa Embaixada naquele país.
Até ai, nada de mais. É previsto pelo Direito Internacional o asilo político a um cidadão que se ache perseguido dentro de seu território. Ora, Zelaya, o presidente deposto, se acha incluído neste contexto.
O que não se pode admitir é o asilado usar o espaço da Embaixada Brasileira para discursar e sublevar a população à desobediência civil e achar que é normal a sua atitude quando não é.
Mediante tal posicionamento da Diplomacia Brasileira, não exigindo silêncio por parte do referido senhor, a Suprema Corte daquele país deixou de sobreaviso o nosso governo de que pode suspender a inviolabilidade da referida Representação.
Ou o nosso governo exige temperança ao asilado ou não poderá entrar com uma ação internacional de restabelecimento àquele direito sem mexer com toda a estrutura que rege a segurança das Embaixadas em quaisquer países. Quanto a isso, ninguém da imprensa [não PIG] abre a boca para as reclamações de praxe. Se a imprensa dita PIG se manifesta contra tais liberdades do asilado aí então é chamado golpista pelos adeptos do Presidente Lula.
Ora, faz-se previdente acabar de vez com tal lengalenga cansativo de PIG, por qualquer toma lá dá cá, e se reconheça a atitude errada daquele senhor, deposto da Presidência de Honduras. A nossa Embaixada não deve servir de palanque a quem quer seja, ainda mais com objetivos políticos.
Se houve golpe, então se ultimem as medidas de praxe para o restabelecimento da aplicação do direito ao Presidente eleito democraticamente no país. Estas são as minhas considerações democráticas, em seus objetivos, e pacíficas em suas explanações. Estarei alinhado ao chamado PIG?
Os países das Américas Central e Sul estão diante a um grande e perigoso impasse diplomático. O Brasil, por iniciativa do Presidente Lula e do Itamaraty, deram acolhida ao deposto Presidente Zelaya, de Honduras, em nossa Embaixada naquele país.
Até ai, nada de mais. É previsto pelo Direito Internacional o asilo político a um cidadão que se ache perseguido dentro de seu território. Ora, Zelaya, o presidente deposto, se acha incluído neste contexto.
O que não se pode admitir é o asilado usar o espaço da Embaixada Brasileira para discursar e sublevar a população à desobediência civil e achar que é normal a sua atitude quando não é.
Mediante tal posicionamento da Diplomacia Brasileira, não exigindo silêncio por parte do referido senhor, a Suprema Corte daquele país deixou de sobreaviso o nosso governo de que pode suspender a inviolabilidade da referida Representação.
Ou o nosso governo exige temperança ao asilado ou não poderá entrar com uma ação internacional de restabelecimento àquele direito sem mexer com toda a estrutura que rege a segurança das Embaixadas em quaisquer países. Quanto a isso, ninguém da imprensa [não PIG] abre a boca para as reclamações de praxe. Se a imprensa dita PIG se manifesta contra tais liberdades do asilado aí então é chamado golpista pelos adeptos do Presidente Lula.
Ora, faz-se previdente acabar de vez com tal lengalenga cansativo de PIG, por qualquer toma lá dá cá, e se reconheça a atitude errada daquele senhor, deposto da Presidência de Honduras. A nossa Embaixada não deve servir de palanque a quem quer seja, ainda mais com objetivos políticos.
Se houve golpe, então se ultimem as medidas de praxe para o restabelecimento da aplicação do direito ao Presidente eleito democraticamente no país. Estas são as minhas considerações democráticas, em seus objetivos, e pacíficas em suas explanações. Estarei alinhado ao chamado PIG?
LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO
Quem lê meu blog há mais tempo sabe da aversão que nutro por Ricardo “Barriga Noblat. Quem ainda não sabe disto basta ler: http://dissolvendo-no-ar.blogspot.com/2009/06/sobre-pesquisas-analises-e-barrigadas.html.
O individuo além de praticar um mau jornalismo, na acepção do termo, não se preocupando em apurar os fatos noticiados em seu blog, ainda, ao que tudo indica, usa os contatos conseguidos por anos e anos trabalhando em Brasília para grandes veículos de comunicação – já trabalhou no Jornal do Brasil e atualmente trabalha para a família Marinho – em prol de benesses para si próprio tendo a petulância de pousar como vestal.
Noblat também é daqueles que não poupa esforços para bater no presidente Lula. Embora seja bem mais sutil que o fascista Reinaldo Azevedo, não descarta o subterfúgio do preconceito disseminado quando vê que os argumentos defendidos pela elite entreguista se consomem em enormes lacunas. Também é adepto incondicional da teoria formulada por Ali Kamel, a famosa “testando hipóteses”, e, portanto, não está nem aí em ser hipócrita e leviano. Alguns de seu comentários, de tão ruins, me fazem suspeitar que bebeu antes de escrever tamanha asneira.
Mesmo assim algumas pessoas tidas como de esquerda, e outras ligadas ao atual governo, como José Dirceu, por exemplo, estão acostumados a postar semanalmente artigos no citado blog.
Por que estou gastando tanto tempo falando sobre Ricardo “Barriga” Noblat e seu espaço na internet? Apenas para justificar que uma das melhores análises que li acerca da hipocrisia conservadora na questão hondurenha saiu exatamente do Blog do Noblat. A análise, bem pequena alias, é assinada por Luis Fernando Veríssimo, filho de um dos meus escritores preferidos e um dos poucos cronistas identificados como da esquerda que ainda não se converteu a direita a conseguir, ainda, espaço na grande mídia.
Boa leitura!!!
Perigo de gol
Por Luis Fernando Veríssimo, no Blog do Noblat
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/09/27/perigo-de-gol-226932.asp
Acho que está na hora de se desagravar a expressão “em cima do muro”. Ficar em cima do muro significa não ter opinião, não querer se comprometer, tentar agradar a todo o mundo — enfim, ser uma plasta assumida.
Mas o topo do muro também pode ser o lugar ideal para se estar, numa controvérsia.
Em cima do muro você e seus argumentos estão sobre uma base sólida (o muro), você pode examinar os dois lados da questão de uma posição privilegiada e ver mais longe do que qualquer um — e ainda ficar a salvo em caso de briga. Ou seja: também existe “em cima do muro” no bom sentido.
Por exemplo: Cuba. Há anos a esquerda brasileira é obrigada a preservar sua admiração pela pequena ilha que se transformou de bordel dos Estados Unidos numa imperfeita mas válida experiência de equalização social, com ênfase em educação e saúde públicas (e de independência, nas barbas dos seus antigos donos), de fatos inegáveis da ilha como a repressão à dissidência, a falta de pluralismo político e o culto à personalidade de um infindável Fidel.
E fica fazendo repetidas varia ções em torno da velha máxima de que fins nobres justificam meios sujos. De cima do muro pode-se admirar o admirável e lamentar o lamentável sem ter que recorrer a máximas. Em cima do muro não há julgamentos absolutos.
A direita brasileira está num dilema parecido com relação a Honduras. Não pode, sem o risco de ser chamada de hipócrita, dizer que o golpe não foi golpe, foi apenas um soluço nas formalidades democráticas.
Mas o desrespeito às formalidades democráticas condena qualquer regime, para a direita. Pelo menos da sua boca para fora. Teria sido uma ação preventiva em defesa da democracia ameaçada?
Quando um juiz de futebol apita uma falta que ninguém viu dentro da área, diz-se que apitou “perigo de gol”, para evitar problemas.
Em Honduras inauguraram uma nova expressão para o léxico político das Américas: perigo de venezuelização. Zelaya estaria se preparando para ser o Chávez de Honduras e as instituições se autogolpearam para impedi-lo. Uma espécie de suicídio profiláctico.
Contra uma assombração também vale qualquer meio. E, depois das políticas de segurança nacional dos tempos da Guerra Fria, o conservadorismo latino-americano encontra um novo pretexto para se mobilizar. Subamos todos no muro.
Em cima do muro não é preciso muita ginástica intelectual para explicar tantas contradições — mesmo porque não há muito espaço. E, olha: até o clima é melhor.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 20:33 0 comentários Links para esta postagem
O individuo além de praticar um mau jornalismo, na acepção do termo, não se preocupando em apurar os fatos noticiados em seu blog, ainda, ao que tudo indica, usa os contatos conseguidos por anos e anos trabalhando em Brasília para grandes veículos de comunicação – já trabalhou no Jornal do Brasil e atualmente trabalha para a família Marinho – em prol de benesses para si próprio tendo a petulância de pousar como vestal.
Noblat também é daqueles que não poupa esforços para bater no presidente Lula. Embora seja bem mais sutil que o fascista Reinaldo Azevedo, não descarta o subterfúgio do preconceito disseminado quando vê que os argumentos defendidos pela elite entreguista se consomem em enormes lacunas. Também é adepto incondicional da teoria formulada por Ali Kamel, a famosa “testando hipóteses”, e, portanto, não está nem aí em ser hipócrita e leviano. Alguns de seu comentários, de tão ruins, me fazem suspeitar que bebeu antes de escrever tamanha asneira.
Mesmo assim algumas pessoas tidas como de esquerda, e outras ligadas ao atual governo, como José Dirceu, por exemplo, estão acostumados a postar semanalmente artigos no citado blog.
Por que estou gastando tanto tempo falando sobre Ricardo “Barriga” Noblat e seu espaço na internet? Apenas para justificar que uma das melhores análises que li acerca da hipocrisia conservadora na questão hondurenha saiu exatamente do Blog do Noblat. A análise, bem pequena alias, é assinada por Luis Fernando Veríssimo, filho de um dos meus escritores preferidos e um dos poucos cronistas identificados como da esquerda que ainda não se converteu a direita a conseguir, ainda, espaço na grande mídia.
Boa leitura!!!
Perigo de gol
Por Luis Fernando Veríssimo, no Blog do Noblat
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/09/27/perigo-de-gol-226932.asp
Acho que está na hora de se desagravar a expressão “em cima do muro”. Ficar em cima do muro significa não ter opinião, não querer se comprometer, tentar agradar a todo o mundo — enfim, ser uma plasta assumida.
Mas o topo do muro também pode ser o lugar ideal para se estar, numa controvérsia.
Em cima do muro você e seus argumentos estão sobre uma base sólida (o muro), você pode examinar os dois lados da questão de uma posição privilegiada e ver mais longe do que qualquer um — e ainda ficar a salvo em caso de briga. Ou seja: também existe “em cima do muro” no bom sentido.
Por exemplo: Cuba. Há anos a esquerda brasileira é obrigada a preservar sua admiração pela pequena ilha que se transformou de bordel dos Estados Unidos numa imperfeita mas válida experiência de equalização social, com ênfase em educação e saúde públicas (e de independência, nas barbas dos seus antigos donos), de fatos inegáveis da ilha como a repressão à dissidência, a falta de pluralismo político e o culto à personalidade de um infindável Fidel.
E fica fazendo repetidas varia ções em torno da velha máxima de que fins nobres justificam meios sujos. De cima do muro pode-se admirar o admirável e lamentar o lamentável sem ter que recorrer a máximas. Em cima do muro não há julgamentos absolutos.
A direita brasileira está num dilema parecido com relação a Honduras. Não pode, sem o risco de ser chamada de hipócrita, dizer que o golpe não foi golpe, foi apenas um soluço nas formalidades democráticas.
Mas o desrespeito às formalidades democráticas condena qualquer regime, para a direita. Pelo menos da sua boca para fora. Teria sido uma ação preventiva em defesa da democracia ameaçada?
Quando um juiz de futebol apita uma falta que ninguém viu dentro da área, diz-se que apitou “perigo de gol”, para evitar problemas.
Em Honduras inauguraram uma nova expressão para o léxico político das Américas: perigo de venezuelização. Zelaya estaria se preparando para ser o Chávez de Honduras e as instituições se autogolpearam para impedi-lo. Uma espécie de suicídio profiláctico.
Contra uma assombração também vale qualquer meio. E, depois das políticas de segurança nacional dos tempos da Guerra Fria, o conservadorismo latino-americano encontra um novo pretexto para se mobilizar. Subamos todos no muro.
Em cima do muro não é preciso muita ginástica intelectual para explicar tantas contradições — mesmo porque não há muito espaço. E, olha: até o clima é melhor.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
DOIS PESOS E UMA SÓ MEDIDA
25/09/09
Permita-me, meu caro amigo Hudson, com todo o respeito que tenho pelo seu posicionamento e aos seus comentários, divergir às suas impressões. Antes, agradeço sua atenção em visitar meu humilde blogspot.com.
Pois é, meu amigo de Poços de Caldas... Ontem cedo, por volta das 06:30h - mais ou menos - assistindo a um programa rural - sinceramente, não me lembra o canal, mas acredito ter sido o Canal Vida - ouvi as queixas dos nossos homens do campo sobre e contra a revisão dos índices de produtividade rural. A cena de fundo mostrava alguns hectares de trigo quase em sua integralidade inaproveitáveis por questões climáticas. O fazendeiro vai abandonar o plantio do trigo, e não sabe a que se dedicar. Um brasileiro, um homem da terra, em dúvidas sobre o que fazer em futuro próximo pelos planos de alteração do governo no que tange os atuais índices de produtividade. Será esse cidadão um mau brasileiro? Creio que não.
Com referência ao episódio - mais que sabido por todos os que se informam ou são informados - de ajuda aos países em desenvolvimento, pergunto aos homens do "staff" do setor econômico: seremos nós a fazer o papel de salvadores de pátrias alienígenas se cá dentro, em nosso país-continente, há tanto a realizar, tanto a dar a mão e a salvar? O Brasil - quando falo Brasil, falo de milhões de brasileiros que formam o coletivo "povo" desta Nação - derramou o suor de seu rosto para atingir o patamar em que se encontra. Não me lembra ter sabido, alguma vez, da iniciativa de outros governos estendendo as mãos ao nosso Brasil para que eles, por seu lado, não naufragassem juntos perdendo-se toda a luta contra a miséria e o atraso. Maiores obrigações teriam essas pequenas repúblicas do nosso imenso Continente - e de outros lá fora - com o nosso país, dentro aos mesmos objetivos. E o famigerado FMI? o Lula achou "chic" - palavras dele em pronunciamento no exterior - emprestar ao antigo carrasco, tão nocivo ao Brasil que ele - lembro disso - exigiu do governo canalha de Fernando Henrique uma devassa profunda, com auditoria séria, para estabelecer o montante de nossa dívida. E o que vemos agora: "É "chic" emprestar ao FMI"! Bolas! Nosso Brasil não possue ainda a riqueza e o poderio de um Estados Unidos da
América. Somos um país em desenvolvimento, ainda bastante atrasado em muitas questões e alheado às verdadeiras necessidades internas como, p.ex.: rodovias, hospitais capacitados ao atendimento de toda população, moradias, que ainda não saíram dos planos e dos papéis, segurança total, seriedade aos compromissos a todos os estados da Federação, o respeito aos idosos, sanar o desemprego, que teve alta recente, e vai por ai afora. Não posso, em sã consciência, como brasileiro, aceitar essas "benesses" com as nossas economias - fruto de trabalho de toda uma
Nação que se engalfinha, ainda, aos mais sérios problemas políticos e sociais. Onde cabem as verdadeiras reformas política e fiscal? Quantos meses precisamos trabalhar para cumprir nossas obrigações fiscais? O dinheiro está sobrando? Faça-se a verdadeira integração social - atenda-se,a priori, a quem de direito e necessidade prementes. Não, meu caro, não posso aceitar tal sacrifício ao nosso povo e a cada um de per sí. Se nós não tivéssemos condições da saldar nossos compromissos a uma dívida impagável, teriam eles compaixão? Teriam a misericordiosa postura de nos socorrer, assim de pronto, sem questionar a possibilidade de cumprirmos o compromisso ao credor? Foi devido aos caminhos tortuosos que tomou o senhor Lula que eu pulei fora desse "trem"; eu e meus familiares. Abraços do seu assíduo leitor.
Permita-me, meu caro amigo Hudson, com todo o respeito que tenho pelo seu posicionamento e aos seus comentários, divergir às suas impressões. Antes, agradeço sua atenção em visitar meu humilde blogspot.com.
Pois é, meu amigo de Poços de Caldas... Ontem cedo, por volta das 06:30h - mais ou menos - assistindo a um programa rural - sinceramente, não me lembra o canal, mas acredito ter sido o Canal Vida - ouvi as queixas dos nossos homens do campo sobre e contra a revisão dos índices de produtividade rural. A cena de fundo mostrava alguns hectares de trigo quase em sua integralidade inaproveitáveis por questões climáticas. O fazendeiro vai abandonar o plantio do trigo, e não sabe a que se dedicar. Um brasileiro, um homem da terra, em dúvidas sobre o que fazer em futuro próximo pelos planos de alteração do governo no que tange os atuais índices de produtividade. Será esse cidadão um mau brasileiro? Creio que não.
Com referência ao episódio - mais que sabido por todos os que se informam ou são informados - de ajuda aos países em desenvolvimento, pergunto aos homens do "staff" do setor econômico: seremos nós a fazer o papel de salvadores de pátrias alienígenas se cá dentro, em nosso país-continente, há tanto a realizar, tanto a dar a mão e a salvar? O Brasil - quando falo Brasil, falo de milhões de brasileiros que formam o coletivo "povo" desta Nação - derramou o suor de seu rosto para atingir o patamar em que se encontra. Não me lembra ter sabido, alguma vez, da iniciativa de outros governos estendendo as mãos ao nosso Brasil para que eles, por seu lado, não naufragassem juntos perdendo-se toda a luta contra a miséria e o atraso. Maiores obrigações teriam essas pequenas repúblicas do nosso imenso Continente - e de outros lá fora - com o nosso país, dentro aos mesmos objetivos. E o famigerado FMI? o Lula achou "chic" - palavras dele em pronunciamento no exterior - emprestar ao antigo carrasco, tão nocivo ao Brasil que ele - lembro disso - exigiu do governo canalha de Fernando Henrique uma devassa profunda, com auditoria séria, para estabelecer o montante de nossa dívida. E o que vemos agora: "É "chic" emprestar ao FMI"! Bolas! Nosso Brasil não possue ainda a riqueza e o poderio de um Estados Unidos da
América. Somos um país em desenvolvimento, ainda bastante atrasado em muitas questões e alheado às verdadeiras necessidades internas como, p.ex.: rodovias, hospitais capacitados ao atendimento de toda população, moradias, que ainda não saíram dos planos e dos papéis, segurança total, seriedade aos compromissos a todos os estados da Federação, o respeito aos idosos, sanar o desemprego, que teve alta recente, e vai por ai afora. Não posso, em sã consciência, como brasileiro, aceitar essas "benesses" com as nossas economias - fruto de trabalho de toda uma
Nação que se engalfinha, ainda, aos mais sérios problemas políticos e sociais. Onde cabem as verdadeiras reformas política e fiscal? Quantos meses precisamos trabalhar para cumprir nossas obrigações fiscais? O dinheiro está sobrando? Faça-se a verdadeira integração social - atenda-se,a priori, a quem de direito e necessidade prementes. Não, meu caro, não posso aceitar tal sacrifício ao nosso povo e a cada um de per sí. Se nós não tivéssemos condições da saldar nossos compromissos a uma dívida impagável, teriam eles compaixão? Teriam a misericordiosa postura de nos socorrer, assim de pronto, sem questionar a possibilidade de cumprirmos o compromisso ao credor? Foi devido aos caminhos tortuosos que tomou o senhor Lula que eu pulei fora desse "trem"; eu e meus familiares. Abraços do seu assíduo leitor.
COMENTÁRIO POSTADO BLOG ALTAMIRO BORGES
11 de Setembro de 2009 16:41
COMENTÁRIO POSTADO NO BLOG ALTAMIRO BORGES
Li com a atenção, que me é própria, o seu comentário neste seu espaço sobre a "brilhante" idéia sugerida pelo "irreverente" senhor Sergio Amadeu - professor da Faculdade Casper Líbero - de se iniciar campanha para a privatização da revista Veja da Editora Abril. Ora, "irreverente" significa: desatencioso, incível, irreverencioso, desrespeitoso, etc.. Como pode alguém com essas qualidades ter "brilhante idéia" a uma causa sem fundamento? Pelo que me consta, a Editora em pauta é de iniciativa privada. Como, pois, privatizar o que não pertence ao Estado? Diz mais o seu comentário: "A revista semanal é a preferida das elites colonizadoras". Vejo essa revista em residências modestas de famílias totalmente avessas às questões da política. Continuando em seu diapasão: "Vem surrupiando os cofres públicos e ao mesmo tempo prega a redução do papel do Estado. Se não fossem os subsídios e a publicidade oficial, as revistas da Abril iriam à falência." São os diretores da Abril que assaltam os cofres públicos, mercê suas próprias iniciativas, ou é o próprio governo que generosamente lhes oferece sua propaganda por intermédio de seus escritórios especializados? R$ 719.630.139,55 ao Departamento Editorial Abril para compra de livros didáticos, nos informa o senhor. A Abril colocou a faca ao peito do governo para receber encomenda de tal porte? Exigiu para sí essa missão? Continua o senhor, ainda: "Chega de sugar os cofres públicos." Interessante que não se vê nem um só cidadão, ou blogs, ou sites exigirem que o próprio governo Lula - como outros, iguais aos famigerados Collor e Fernando Henrique - se abstenha de "sugar" os cofres da Previdência com outro fim que não seja de caráter puramente a favor dos aposentados. Os DO de 23/10/2007 a 16/06/2009 registram o momentante de R$ 21.771.411,00 de verbas cedidas ao Grupo Abril, e mais R$ 12.963.060,72 em 10 do corrente mês. Total: R$ 44.734.471,72! Para dar publicidade a quê? Ao Pac emPACado? À "Luz para Todos?" Ao "Primeiro Emprêgo?" À "Estruturação à Saúde?". Em meu blog "blogdomorani@gmail.com" postei nesta data comentário sobre o PIG, e solicito esclarecimentos a outras dúvidas. É possível não existir no Brasil hebdomadário que postule defender o atual governo? Um jornal, que seja, de norte a sul, que se ombreie a esse mesmo governo? Um canal de TV? E que a população, quase que inteira, do país seja formada por direitistas com sonhos de "Mil e Uma Noites" em aplicar um golpe? O que faz o senhor Lula a não ser dar continuidade aos mesmos principios neoliberais dos outros dois "irreverentes" governos passados? Digo isto com muita tranquilidade. Já fui lulista; alimentei sonhos de mudanças radicais com ele à direção dos destinos desta Pátria. Nada mudou, senhor Altamiro; para não ser injusto a ele, mudou sim: para pior! Alimenta a sua aversão aos idosos aposentados, esquecendo a sua origem humilde; concede verbas elevadíssimas a empresários africanos; financia metrôs aos alienígenas e até mesmo o famigerado e odioso FMI, ao qual ele "exigia", do último governo tucano, auditoria para estabelecer a real dívida do Brasil. Postarei esse comentário em meu blogue, para preservá-lo em meus arquivos. Mui cordialmente e grato por hospedar este comentário em seu espaço.
24 de Setembro de 2009 16:47
COMENTÁRIO POSTADO NO BLOG ALTAMIRO BORGES
Li com a atenção, que me é própria, o seu comentário neste seu espaço sobre a "brilhante" idéia sugerida pelo "irreverente" senhor Sergio Amadeu - professor da Faculdade Casper Líbero - de se iniciar campanha para a privatização da revista Veja da Editora Abril. Ora, "irreverente" significa: desatencioso, incível, irreverencioso, desrespeitoso, etc.. Como pode alguém com essas qualidades ter "brilhante idéia" a uma causa sem fundamento? Pelo que me consta, a Editora em pauta é de iniciativa privada. Como, pois, privatizar o que não pertence ao Estado? Diz mais o seu comentário: "A revista semanal é a preferida das elites colonizadoras". Vejo essa revista em residências modestas de famílias totalmente avessas às questões da política. Continuando em seu diapasão: "Vem surrupiando os cofres públicos e ao mesmo tempo prega a redução do papel do Estado. Se não fossem os subsídios e a publicidade oficial, as revistas da Abril iriam à falência." São os diretores da Abril que assaltam os cofres públicos, mercê suas próprias iniciativas, ou é o próprio governo que generosamente lhes oferece sua propaganda por intermédio de seus escritórios especializados? R$ 719.630.139,55 ao Departamento Editorial Abril para compra de livros didáticos, nos informa o senhor. A Abril colocou a faca ao peito do governo para receber encomenda de tal porte? Exigiu para sí essa missão? Continua o senhor, ainda: "Chega de sugar os cofres públicos." Interessante que não se vê nem um só cidadão, ou blogs, ou sites exigirem que o próprio governo Lula - como outros, iguais aos famigerados Collor e Fernando Henrique - se abstenha de "sugar" os cofres da Previdência com outro fim que não seja de caráter puramente a favor dos aposentados. Os DO de 23/10/2007 a 16/06/2009 registram o momentante de R$ 21.771.411,00 de verbas cedidas ao Grupo Abril, e mais R$ 12.963.060,72 em 10 do corrente mês. Total: R$ 44.734.471,72! Para dar publicidade a quê? Ao Pac emPACado? À "Luz para Todos?" Ao "Primeiro Emprêgo?" À "Estruturação à Saúde?". Em meu blog "blogdomorani@gmail.com" postei nesta data comentário sobre o PIG, e solicito esclarecimentos a outras dúvidas. É possível não existir no Brasil hebdomadário que postule defender o atual governo? Um jornal, que seja, de norte a sul, que se ombreie a esse mesmo governo? Um canal de TV? E que a população, quase que inteira, do país seja formada por direitistas com sonhos de "Mil e Uma Noites" em aplicar um golpe? O que faz o senhor Lula a não ser dar continuidade aos mesmos principios neoliberais dos outros dois "irreverentes" governos passados? Digo isto com muita tranquilidade. Já fui lulista; alimentei sonhos de mudanças radicais com ele à direção dos destinos desta Pátria. Nada mudou, senhor Altamiro; para não ser injusto a ele, mudou sim: para pior! Alimenta a sua aversão aos idosos aposentados, esquecendo a sua origem humilde; concede verbas elevadíssimas a empresários africanos; financia metrôs aos alienígenas e até mesmo o famigerado e odioso FMI, ao qual ele "exigia", do último governo tucano, auditoria para estabelecer a real dívida do Brasil. Postarei esse comentário em meu blogue, para preservá-lo em meus arquivos. Mui cordialmente e grato por hospedar este comentário em seu espaço.
24 de Setembro de 2009 16:47
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS
24/09/09
Tenho usado o meu blog mais para abrigar posts dos meus amigos - o que faço com muito gosto - que propriamente postar os meus comentários. Os que aqui coloquei, de minha iniciativa, foram os mais íntimos, os que marcaram a minha vida de modo pugente, ou as relembranças de dias alvissareiros. Urge, agora, que eu peça, aos muitos comentaristas amadores como eu, esclareçam um ponto crucial nesse universo de blogues: tenho lido muitos deles ultimamente nos blogues do meu amigo Hudson,de Marcia e do Eduardo,de São Paulo, que passa por momentos delicados com o estado de saúde de sua filhinha Victória. Ele fez uma pausa merecida e mais que necessária em suas lides de blogueiro e de cidadão que usa a sua cidadania para emitir opiniões sobre tudo o que gire em torno deste país chamado Brasil.
Ora, bem, admito e acato todas as confessáveis tendências simpáticas ao atual governo do senhor Lula. É de direito e indisfarçável crença que tendam a aplaudir as medidas tomadas pelo referido governante. Isto posto, e esclarecido com toda a minha sinceridade, enveredemos agora àqueles esclarecimentos que se fazem necessários.
Uma coisa não entendi ainda, por mais me esforce a tanto. Pelo que ainda me é dado compreender com lucidez, mediante perorações dos muitos comentaristas que se apensam àqueles blogues lúcidos, nesta nação brasileira só há uma imprensa, de caráter "golpista",entretanto, e por isso apelidada pejorativamente de PIG.
Tudo, então, me leva a crer que o governo do senhor Lula não tem um só meio de comunicação que lhe faça justiça. Quero apenas entender, não polemizar. Onde vai o seu governo buscar os canais para os seus comunicados publicitários? Nos meios chamados PIG: Rede Globo, Bandeirantes, Record, jornalões como o Estado de São Paulo, O Globo e em muitas rádios e em outros canais. Onde o seu governo gasta os milhões em publicidade? Por que permite sejam cobertos os seus discursos e as suas medidas por esses que se congregam na Tenda PIG? Não, não é possível que toda uma imprensa esteja contrária aos seus atos. Não há um só canal, desses tantos, que acreditem em sua boa vontade de governar para o povo, com o povo e pelo povo?
Que creditem a ele o sucesso completo às suas intervenções como mandatário principal desse gigante que tentam despertar e fazer deslanchar de vez?
Seria crível se, fazendo um governo equilibrado e justo, igualitário a toda camada social, sem retaliações, mandando que se cumpra todos os direitos devidos à população, não tenha ele uma só página, uma só imagem, um único som, que não vá apoiá-lo incondicionalmente. Não! Só existe o PIG. Eu já disse em um comentário postado no blogue do senhor Eduardo: "quanto mais lenha se atira à caldeira de uma locomotiva, mais potência terá ela para avançar, sem obstáculos". É necessário se busque o equilibrio e o consenso total - imparcial e irreprímivel - para se colocar as rodas aos eixos. E que ele, o presidente Lula, reconheça que também é falível como quaisquer outros seres humanos; que nem sempre são perfeitas suas medidas; que se delonga a tomar àquelas que realmente mudem, uma vez para sempre, o perfil de toda uma nação que nada mais é que o povo, que representa em sua totalidade uma pátria chamada Brasil. O povo brasileiro não é meramente um índice estatístico, um numero a mais ou a menos na economia geral. Ele existe, é material, é atuante e impulsiona essa pátria amada aos píncaros da Glória a que tem direito. O povo não é apenas um clicar de tecla na máquina de votar; um peso negativo que vá se transformar em obstáculo aos caminhos da democracia e ao estado de direito. O povo é gente, respira, sofre, sorrí ou chora, aplaude ou apedreja, levanta e sepulta os que se lhes tornam seus algozes. Por mais que digam o contrário - virá do PIG a assertiva benéfica? -, esse nosso povo sofre já há quinhentos anos. Há, no cancioneiro nacional uma música muito antiga, que diz: "O pobre povo brasileiro, não tem, não tem mesmo dinheiro, o ouro veio do estrangeiro, mas o que é do povo brasileiro?" E continua a mesma e vergonhosa situação. Coloquem-se os olhares paternos primordialmente às questões internas e nunca, prioritariamente, aos problemas da África ou aos de nações no nosso Continente. Não se dilapide nossas riquezas e nossas economias elevadas mercê a um processo de pesados encargos, e ao suor do trabalho hodierno desse povo. Chega de benesses alienígenas e de apelidar nossa imprensa de golpista. Busque fazer o correto e terá o senhor Lula, ou qualquer outro governante, a imprensa ao seu lado, ombro a ombro a caminhar num mesmo é único rumo.
Tenho usado o meu blog mais para abrigar posts dos meus amigos - o que faço com muito gosto - que propriamente postar os meus comentários. Os que aqui coloquei, de minha iniciativa, foram os mais íntimos, os que marcaram a minha vida de modo pugente, ou as relembranças de dias alvissareiros. Urge, agora, que eu peça, aos muitos comentaristas amadores como eu, esclareçam um ponto crucial nesse universo de blogues: tenho lido muitos deles ultimamente nos blogues do meu amigo Hudson,de Marcia e do Eduardo,de São Paulo, que passa por momentos delicados com o estado de saúde de sua filhinha Victória. Ele fez uma pausa merecida e mais que necessária em suas lides de blogueiro e de cidadão que usa a sua cidadania para emitir opiniões sobre tudo o que gire em torno deste país chamado Brasil.
Ora, bem, admito e acato todas as confessáveis tendências simpáticas ao atual governo do senhor Lula. É de direito e indisfarçável crença que tendam a aplaudir as medidas tomadas pelo referido governante. Isto posto, e esclarecido com toda a minha sinceridade, enveredemos agora àqueles esclarecimentos que se fazem necessários.
Uma coisa não entendi ainda, por mais me esforce a tanto. Pelo que ainda me é dado compreender com lucidez, mediante perorações dos muitos comentaristas que se apensam àqueles blogues lúcidos, nesta nação brasileira só há uma imprensa, de caráter "golpista",entretanto, e por isso apelidada pejorativamente de PIG.
Tudo, então, me leva a crer que o governo do senhor Lula não tem um só meio de comunicação que lhe faça justiça. Quero apenas entender, não polemizar. Onde vai o seu governo buscar os canais para os seus comunicados publicitários? Nos meios chamados PIG: Rede Globo, Bandeirantes, Record, jornalões como o Estado de São Paulo, O Globo e em muitas rádios e em outros canais. Onde o seu governo gasta os milhões em publicidade? Por que permite sejam cobertos os seus discursos e as suas medidas por esses que se congregam na Tenda PIG? Não, não é possível que toda uma imprensa esteja contrária aos seus atos. Não há um só canal, desses tantos, que acreditem em sua boa vontade de governar para o povo, com o povo e pelo povo?
Que creditem a ele o sucesso completo às suas intervenções como mandatário principal desse gigante que tentam despertar e fazer deslanchar de vez?
Seria crível se, fazendo um governo equilibrado e justo, igualitário a toda camada social, sem retaliações, mandando que se cumpra todos os direitos devidos à população, não tenha ele uma só página, uma só imagem, um único som, que não vá apoiá-lo incondicionalmente. Não! Só existe o PIG. Eu já disse em um comentário postado no blogue do senhor Eduardo: "quanto mais lenha se atira à caldeira de uma locomotiva, mais potência terá ela para avançar, sem obstáculos". É necessário se busque o equilibrio e o consenso total - imparcial e irreprímivel - para se colocar as rodas aos eixos. E que ele, o presidente Lula, reconheça que também é falível como quaisquer outros seres humanos; que nem sempre são perfeitas suas medidas; que se delonga a tomar àquelas que realmente mudem, uma vez para sempre, o perfil de toda uma nação que nada mais é que o povo, que representa em sua totalidade uma pátria chamada Brasil. O povo brasileiro não é meramente um índice estatístico, um numero a mais ou a menos na economia geral. Ele existe, é material, é atuante e impulsiona essa pátria amada aos píncaros da Glória a que tem direito. O povo não é apenas um clicar de tecla na máquina de votar; um peso negativo que vá se transformar em obstáculo aos caminhos da democracia e ao estado de direito. O povo é gente, respira, sofre, sorrí ou chora, aplaude ou apedreja, levanta e sepulta os que se lhes tornam seus algozes. Por mais que digam o contrário - virá do PIG a assertiva benéfica? -, esse nosso povo sofre já há quinhentos anos. Há, no cancioneiro nacional uma música muito antiga, que diz: "O pobre povo brasileiro, não tem, não tem mesmo dinheiro, o ouro veio do estrangeiro, mas o que é do povo brasileiro?" E continua a mesma e vergonhosa situação. Coloquem-se os olhares paternos primordialmente às questões internas e nunca, prioritariamente, aos problemas da África ou aos de nações no nosso Continente. Não se dilapide nossas riquezas e nossas economias elevadas mercê a um processo de pesados encargos, e ao suor do trabalho hodierno desse povo. Chega de benesses alienígenas e de apelidar nossa imprensa de golpista. Busque fazer o correto e terá o senhor Lula, ou qualquer outro governante, a imprensa ao seu lado, ombro a ombro a caminhar num mesmo é único rumo.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
TEGUCIGALPA E O ITAMARATY
Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
A direita tupiniquim está esbravejando perante o acinte, segundo eles, perpetrado pelo Itamaraty ao abrir as portas para o presidente constitucionalmente eleito de Honduras. Alguns vêem na atitude algo mais que um mero ato isolado, afinal de contas Lula discursará na abertura da Assembléia da ONU nesta quarta-feira, 23 de setembro. E o refugio, asilo, ou abrigo dado a Manuel Zelaya fortalece o Brasil no cenário mundial, ou na pior das hipóteses no continente latino-americano.
É chover no molhado dizer que Zelaya trata-se do governo constitucional de Honduras, no entanto nossa mídia emporcalhada e mazombeira já decretou que, embora seja legítimo o governo brasileiro condenar o golpe de estado perpetrado pela direita hondurenha, se intrometer em assuntos internos e dar abrigo ao presidente deposto é atitude inapropriada e que não condiz com nossa tradição diplomática.
Na verdade temos uma mídia canhestra e tucana. Canhestra por ser tão desajeitada, afinal se posicionou contra o golpe, mas cobra do Estado brasileiro que não tome partido. E tucana, porque tal qual os tucanos nos anos 80 e inicio dos 90 fugir de tomar posições mais duras. Bom mesmo é ficar em cima do muro e vestir a camisa do lado vencedor.
Vale lembrar que toda a comunidade internacional, até mesmo os EEUU – ainda que de maneira tíbia e dúbia, porém oficialmente – condenou o golpe de estado liderado pela caserna golpista e apoiada efusivamente pele elite local. Então o Brasil agiu de modo correto e em sintonia com a comunidade internacional, a Unasul, a OEA e a ONU e qualquer agressão que nossa embaixada venha a sofrer poderá ser motivo de represália por parte do Conselho de Segurança da ONU. E aqui cabe um adendo, nem os regimes mais ditatoriais, tirânicos e perversos do século passado ousaram macular embaixadas. Portanto, na realidade, não é de se esperar que o governo de “facto”, encabeçado pelo usurpador Roberto Micheletti caia na tentação de cometer tamanho achaque.
Desde o anátema de Zelaya, em 28 de julho, que os golpistas vêm levando a crise em “banho Maria”, como se diz cá nas Minas. Fazia parte da estratégia não aceitar o retorno de Zelaya e ao mesmo tempo manter o calendário eleitoral, que por sua vez prevê eleições para presidente em 29 de novembro próximo. Com Zelaya deposto, longe do país e a margem do processo, e com um novo presidente eleito por sufrágio universal, defensores do antigo mandatário, mundo afora, estariam numa situação no mínimo incômoda, pois o golpe continuaria vivo, mas deixaria a comunidade internacional entre resignada e constrangida diante do futuro governo, aparentemente legítimo. Agora com o retorno de Zelaya ao local da ação, a pressão internacional é reacendida, as manifestações pró governo constitucional voltam às ruas e ninguém sabe ainda ao certo como se dará o desfecho da crise desencadeada pela direita retrógrada e anti-democrática.
O que mais preocupa no momento é a postura dos golpistas frente o retorno de Zelaya, o presidente legitimo e único, e a população, principalmente na capital Tegucigalpa, francamente a favor do governo deposto.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 21:09
A direita tupiniquim está esbravejando perante o acinte, segundo eles, perpetrado pelo Itamaraty ao abrir as portas para o presidente constitucionalmente eleito de Honduras. Alguns vêem na atitude algo mais que um mero ato isolado, afinal de contas Lula discursará na abertura da Assembléia da ONU nesta quarta-feira, 23 de setembro. E o refugio, asilo, ou abrigo dado a Manuel Zelaya fortalece o Brasil no cenário mundial, ou na pior das hipóteses no continente latino-americano.
É chover no molhado dizer que Zelaya trata-se do governo constitucional de Honduras, no entanto nossa mídia emporcalhada e mazombeira já decretou que, embora seja legítimo o governo brasileiro condenar o golpe de estado perpetrado pela direita hondurenha, se intrometer em assuntos internos e dar abrigo ao presidente deposto é atitude inapropriada e que não condiz com nossa tradição diplomática.
Na verdade temos uma mídia canhestra e tucana. Canhestra por ser tão desajeitada, afinal se posicionou contra o golpe, mas cobra do Estado brasileiro que não tome partido. E tucana, porque tal qual os tucanos nos anos 80 e inicio dos 90 fugir de tomar posições mais duras. Bom mesmo é ficar em cima do muro e vestir a camisa do lado vencedor.
Vale lembrar que toda a comunidade internacional, até mesmo os EEUU – ainda que de maneira tíbia e dúbia, porém oficialmente – condenou o golpe de estado liderado pela caserna golpista e apoiada efusivamente pele elite local. Então o Brasil agiu de modo correto e em sintonia com a comunidade internacional, a Unasul, a OEA e a ONU e qualquer agressão que nossa embaixada venha a sofrer poderá ser motivo de represália por parte do Conselho de Segurança da ONU. E aqui cabe um adendo, nem os regimes mais ditatoriais, tirânicos e perversos do século passado ousaram macular embaixadas. Portanto, na realidade, não é de se esperar que o governo de “facto”, encabeçado pelo usurpador Roberto Micheletti caia na tentação de cometer tamanho achaque.
Desde o anátema de Zelaya, em 28 de julho, que os golpistas vêm levando a crise em “banho Maria”, como se diz cá nas Minas. Fazia parte da estratégia não aceitar o retorno de Zelaya e ao mesmo tempo manter o calendário eleitoral, que por sua vez prevê eleições para presidente em 29 de novembro próximo. Com Zelaya deposto, longe do país e a margem do processo, e com um novo presidente eleito por sufrágio universal, defensores do antigo mandatário, mundo afora, estariam numa situação no mínimo incômoda, pois o golpe continuaria vivo, mas deixaria a comunidade internacional entre resignada e constrangida diante do futuro governo, aparentemente legítimo. Agora com o retorno de Zelaya ao local da ação, a pressão internacional é reacendida, as manifestações pró governo constitucional voltam às ruas e ninguém sabe ainda ao certo como se dará o desfecho da crise desencadeada pela direita retrógrada e anti-democrática.
O que mais preocupa no momento é a postura dos golpistas frente o retorno de Zelaya, o presidente legitimo e único, e a população, principalmente na capital Tegucigalpa, francamente a favor do governo deposto.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 21:09
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
O JEJUM DO MÊS DE RAMADAN
Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
Por Nizar El-Khatib
No jejum do Ramadan (9º mês lunar), que iniciou-se em 22/agosto e terminou neste domingo com a comemoração de “Al Id”, mais de 1 bilhão de muçulmanos em todo o mundo abstiveram-se de beber água e comer, do alvorecer ao pôr-do-sol.
O Al Id é o dia em que as pessoas desejam felicitações umas às outras, geralmente durante as festas que são preparadas nas mesquitas quando do término do jejum. Sentimos uma alegria incomum após jejuarmos durante um mês inteiro.
A abstenção de alimentos nos faz refletir de maneira mais intensa sobre a nossa espiritualidade e a nossa atitude diante do mundo material e do consumo.
A sensação de fome nos coloca no lugar de nossos semelhantes que lutam com muita dificuldade pela sobrevivência, nos levando a refletir sobre a dor de tantas crianças famintas e o desespero de tantas mães para alimentarem seus filhos. O jejum nos leva a meditar e nos ensina a humildade. Durante este período desejamos paz, saúde e prosperidade para todas as pessoas e mentalizamos um mundo melhor, mais justo, com pessoas dignas e respeitadas, independentemente de religião, cor ou nacionalidade.
A privação de alimentos por vontade própria também nos leva a perceber nosso sistema digestivo como um importante centro de saúde ou enfermidade, e o alimento seu melhor remédio. É um processo de aprendizagem tanto sobre o nosso corpo quanto sobre os alimentos que ingerimos.
O jejum cultiva no homem, uma consciência vigilante e sã, um sentido criador de esperança e uma atitude otimista perante a realidade.
Cria no homem o verdadeiro espírito de dedicação social, de unidade, fraternidade e de igualdade perante a Deus e perante as Leis.
O jejum cria o sentimento de misericórdia e nos acostuma à disciplina, à generosidade e à paciência nas dificuldades.
O Islamismo, com a Instituição do jejum de Ramadan, traz à humanidade um benefício incomparável, transformando as pessoas em bondade, compreensão e amor.
Kúl ám u antúm bikheir (Felicidades em árabe)
Um forte abraço a todos e Feliz AL ID !
Nizar El-Khatib, representante da comunidade árabe e companheiro de lutas populares aqui em Poços de Caldas.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 19:12
Por Nizar El-Khatib
No jejum do Ramadan (9º mês lunar), que iniciou-se em 22/agosto e terminou neste domingo com a comemoração de “Al Id”, mais de 1 bilhão de muçulmanos em todo o mundo abstiveram-se de beber água e comer, do alvorecer ao pôr-do-sol.
O Al Id é o dia em que as pessoas desejam felicitações umas às outras, geralmente durante as festas que são preparadas nas mesquitas quando do término do jejum. Sentimos uma alegria incomum após jejuarmos durante um mês inteiro.
A abstenção de alimentos nos faz refletir de maneira mais intensa sobre a nossa espiritualidade e a nossa atitude diante do mundo material e do consumo.
A sensação de fome nos coloca no lugar de nossos semelhantes que lutam com muita dificuldade pela sobrevivência, nos levando a refletir sobre a dor de tantas crianças famintas e o desespero de tantas mães para alimentarem seus filhos. O jejum nos leva a meditar e nos ensina a humildade. Durante este período desejamos paz, saúde e prosperidade para todas as pessoas e mentalizamos um mundo melhor, mais justo, com pessoas dignas e respeitadas, independentemente de religião, cor ou nacionalidade.
A privação de alimentos por vontade própria também nos leva a perceber nosso sistema digestivo como um importante centro de saúde ou enfermidade, e o alimento seu melhor remédio. É um processo de aprendizagem tanto sobre o nosso corpo quanto sobre os alimentos que ingerimos.
O jejum cultiva no homem, uma consciência vigilante e sã, um sentido criador de esperança e uma atitude otimista perante a realidade.
Cria no homem o verdadeiro espírito de dedicação social, de unidade, fraternidade e de igualdade perante a Deus e perante as Leis.
O jejum cria o sentimento de misericórdia e nos acostuma à disciplina, à generosidade e à paciência nas dificuldades.
O Islamismo, com a Instituição do jejum de Ramadan, traz à humanidade um benefício incomparável, transformando as pessoas em bondade, compreensão e amor.
Kúl ám u antúm bikheir (Felicidades em árabe)
Um forte abraço a todos e Feliz AL ID !
Nizar El-Khatib, representante da comunidade árabe e companheiro de lutas populares aqui em Poços de Caldas.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 19:12
sábado, 19 de setembro de 2009
O PERFIL DE UM GRANDE HOMEM
Através dos posts do blog de Eduardo Guimarães, vimos acompanhando todo o drama dessa família que tem se mostrado mais forte que a própria fortaleza. Conhece-se um homem - aqui generalizo - por suas atitudes e palavras de uma grandeza espiritual que dispensaria as muitas mensagens de solidariedade e de preces pela recuperação de sua filha Vitória, criança ainda, à flor da vida. Ambos, pai e mãe, mais perto do drama íntimo de sua pequena muito amada, que luta por seu restabelecimento numa UTI, têm a têmpera dos fortes e dos vencedores. Se o DNA de ambos vale aqui e agora, a pequena flor de suas vidas conseguirá, apesar das aparências de finais de dias que nos dá uma UTI, emergir ao seu estado, como emerge de um lago a beleza impar dos nenúfares, para apaziguar dois corações, e outro, mais distante, o de sua irmã estudante em país longínquo: Austrália.
Mas, conhecendo o espírito elevado dos seres humanos, diante de tal drama familiar, só poderia mesmo esperar os muitos protestos de solidariedade revestidos de mensagens altaneiras e de preces a favor da família Guimarães e muito principalmente a favor da pequena Vitória. Juntei os meus aos dos muitos amigos, deles desconhecidos que, numa espécie de cruzada cristã, elevam seus pensamentos ao Alto, à Tenda de Deus, que acolhe essas preces sinceras. Dele há de vir a resposta, porém reconheço que ela já está concluida na união das atitudes de todos os "irmãos" dessa familia estupenda que sabe viver o "a cada dia, as suas horas", quiçá enfrentando com serenidade e confiança desmedida [como tem que ser] o desenrolar dos minutos dessa formidável batalha pela sobrevivência da pequena, mas valente Vitória.
Mas, conhecendo o espírito elevado dos seres humanos, diante de tal drama familiar, só poderia mesmo esperar os muitos protestos de solidariedade revestidos de mensagens altaneiras e de preces a favor da família Guimarães e muito principalmente a favor da pequena Vitória. Juntei os meus aos dos muitos amigos, deles desconhecidos que, numa espécie de cruzada cristã, elevam seus pensamentos ao Alto, à Tenda de Deus, que acolhe essas preces sinceras. Dele há de vir a resposta, porém reconheço que ela já está concluida na união das atitudes de todos os "irmãos" dessa familia estupenda que sabe viver o "a cada dia, as suas horas", quiçá enfrentando com serenidade e confiança desmedida [como tem que ser] o desenrolar dos minutos dessa formidável batalha pela sobrevivência da pequena, mas valente Vitória.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
ABANDONO ESCOLAR
Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
Por Yuri de Almeida Gonçalves
Em pronunciamento no Senado nesse dia 17 de setembro, o senador Cristovam Buarque revelou que no Brasil acontecem 60 (sessenta) abandonos por minuto na escola pública. Apesar de mais desenvolvido, o sul de Minas contribui para esse alarmante dado.
A questão é que as autoridades políticas continuam pensando que educação se resume em escolas. Isso é ignorância que culmina na responsabilização de professores pela problemática.
O professor é apenas uma peça no processo educacional. No Brasil de hoje falta sim a esse profissional uma melhor didática e entendimento sobre como lidar com comportamentos diferenciados, manifesto na adolescência desde sempre. Se lembrarmos de nós no ensino fundamental e médio também tivemos nossas travessuras. A problemática não são as travessuras de crianças e adolescentes, mas acarretam-se vários fatores em detrimento da educação, chegando ao ponto de manifestar com mais freqüência um maior grau de violência, falta de aprendizagem, falta de interesse e até abandono.
Os obstáculos são muitos, como o problema social, baixa auto-estima devido a falta de perspectiva dos jovens, família desestruturada, falta de limite e impunidade da própria sociedade e em termos psicológicos, problemas afetivos, ou seja, o adolescente em sua formação não tem afeto em casa, não tem na rua, não tem exemplo na TV, não tem na escola e assim por diante.
As autoridades em educação precisam cercar o problema na raiz para resolver esse número alto de abandono e de analfabetos que saem da educação básica. Para isso, as unidades escolares precisam de mais profissionais além do diretor, supervisor, professores, secretários, bibliotecários, funcionários em geral, como o assistente social. Muitas unidades precisam desse profissional para fazer uma triagem individual primeva sobre o que acarreta o desinteresse no ensino. Em muitos casos o assistente apontará que o problema deve ser encaminhado ao Ministério Público, pois há bons casos de abandono por maus-tratos até físico em casa, o que foge da autoridade da unidade escolar.
Outro profissional que se faz necessário é o psicólogo, pois se os adultos com sua maturidade mal conseguem entender as desfunções de seu ser, imagina um adolescente em plena mudança hormonal e de mentalidade.
Poderíamos citar ainda o psicopedagogo para auxiliar crianças e adolescentes com dificuldade em aprendizagem. E vou mais longe, até neurologista deve socorrer alguns casos cujo problema comportamental ou de aprendizagem podem estar ligados a problemas orgânicos, necessitando de acompanhamento médico, como por exemplo o TDAH que é um transtorno neurobiológico, o transtorno bipolar, esquizofrenia e muitos outros casos.
Educação não é algo simples que se resolve com quadro, giz e didática apenas, o problema é mais sério e se o Brasil não acordar para isso teremos uma sociedade mais desigual, violenta e corrupta no futuro breve.
“A falta de cultura é o grande problema de nosso povo. Eu pago primeiro ao professor e só depois ao general.” (Pancho Villa)
Yuri de Almeida Gonçalves é bacharel em teologia, licenciado em História e especialista em História e Construção Social no Brasil radicado em Poços de Caldas. O seu e-mail é yuridemetal@yahoo.com.br
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 17:50
Por Yuri de Almeida Gonçalves
Em pronunciamento no Senado nesse dia 17 de setembro, o senador Cristovam Buarque revelou que no Brasil acontecem 60 (sessenta) abandonos por minuto na escola pública. Apesar de mais desenvolvido, o sul de Minas contribui para esse alarmante dado.
A questão é que as autoridades políticas continuam pensando que educação se resume em escolas. Isso é ignorância que culmina na responsabilização de professores pela problemática.
O professor é apenas uma peça no processo educacional. No Brasil de hoje falta sim a esse profissional uma melhor didática e entendimento sobre como lidar com comportamentos diferenciados, manifesto na adolescência desde sempre. Se lembrarmos de nós no ensino fundamental e médio também tivemos nossas travessuras. A problemática não são as travessuras de crianças e adolescentes, mas acarretam-se vários fatores em detrimento da educação, chegando ao ponto de manifestar com mais freqüência um maior grau de violência, falta de aprendizagem, falta de interesse e até abandono.
Os obstáculos são muitos, como o problema social, baixa auto-estima devido a falta de perspectiva dos jovens, família desestruturada, falta de limite e impunidade da própria sociedade e em termos psicológicos, problemas afetivos, ou seja, o adolescente em sua formação não tem afeto em casa, não tem na rua, não tem exemplo na TV, não tem na escola e assim por diante.
As autoridades em educação precisam cercar o problema na raiz para resolver esse número alto de abandono e de analfabetos que saem da educação básica. Para isso, as unidades escolares precisam de mais profissionais além do diretor, supervisor, professores, secretários, bibliotecários, funcionários em geral, como o assistente social. Muitas unidades precisam desse profissional para fazer uma triagem individual primeva sobre o que acarreta o desinteresse no ensino. Em muitos casos o assistente apontará que o problema deve ser encaminhado ao Ministério Público, pois há bons casos de abandono por maus-tratos até físico em casa, o que foge da autoridade da unidade escolar.
Outro profissional que se faz necessário é o psicólogo, pois se os adultos com sua maturidade mal conseguem entender as desfunções de seu ser, imagina um adolescente em plena mudança hormonal e de mentalidade.
Poderíamos citar ainda o psicopedagogo para auxiliar crianças e adolescentes com dificuldade em aprendizagem. E vou mais longe, até neurologista deve socorrer alguns casos cujo problema comportamental ou de aprendizagem podem estar ligados a problemas orgânicos, necessitando de acompanhamento médico, como por exemplo o TDAH que é um transtorno neurobiológico, o transtorno bipolar, esquizofrenia e muitos outros casos.
Educação não é algo simples que se resolve com quadro, giz e didática apenas, o problema é mais sério e se o Brasil não acordar para isso teremos uma sociedade mais desigual, violenta e corrupta no futuro breve.
“A falta de cultura é o grande problema de nosso povo. Eu pago primeiro ao professor e só depois ao general.” (Pancho Villa)
Yuri de Almeida Gonçalves é bacharel em teologia, licenciado em História e especialista em História e Construção Social no Brasil radicado em Poços de Caldas. O seu e-mail é yuridemetal@yahoo.com.br
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 17:50
O STF E OLGA BENÁRIO
Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
Por Rui Martins no sítio “Direto da Redação”
www.diretodaredacao.com
Berna (Suiça) - A história é feita de heróis mas também de covardes e vendidos, aos atos de coragem se contrapõem os de traições. Vitórias são sufocadas por derrotas, longas que parecem eternas, e a luz do sol desaparece nas cavernas das prisões dos fascistas de todos os tempos.
Chegamos na encruzilhada, temida mas que parecia impossível de tão absurda, porque além de driblar a lei é também um ato de submissão a um governo estrangeiro, ressurreição e cópia conforme de um momento de trevas na história recente da humanidade.
Olga Benário Prestes, a jovem alemã presa grávida na antiga prisão da Frei Caneca, no Rio, era judia e comunista. Seu feto tinha sido gerado por Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro de uma Esperança que não chegou a concretizar. E a justiça brasileira, na sua Corte Suprema, o STF, rejeitou o que poderia ter impedido o crime hediondo mas legal – o de se deportar para a Alemanha nazista, uma judia com destino certo à morte num campo de concentração, tendo no seu ventre uma menina brasileira, nascida no campo da morte de Ravenscbruck, órfã de mãe já nos seus primeiros meses e que só veria o pai ao ter dez anos.
Esse hediondo crime legal, que ainda hoje envergonha nosso país e desqualifica nosso sistema judiciário, foi cometido dentro dos preceitos, prazos e exigência da lei, com arrazoados, falas e decisões assinadas por togados juízes da nossa mais alta magistratura – o Supremo Tribunal Federal. Mas os nomes da vergonha, daqueles que se sujeitaram aos desejos do Estado Novo e de seu capanga, chefe do Doi-Codi da época, Felinto Muller, se perpetuam e podem ser lidos, pelos amantes do Direito como os autores da pena de morte, decisão tomada por pusilânimes ou covardes.
Diz a Bíblia, que a justiça divina se aplica no decorrer de mil gerações. Amen, que assim seja. O relator do processo que negou habeas-corpus a Olga Benário foi o ministro Bento de Faria, o presidente do STF, Edmundo Lins, e os ministros Hermenegildo de Barros, Plínio Casado, Laudo de Camargo, Costa Manso, Otávio Kelly e Ataulfo de Paiva.
Coincidência ou ajuste de contas divino, Felinto Muller, o delegado Fleury daqueles anos, morreu carbonizado no único acidente internacional da Varig, alguns quilômetros antes de pousar no aeroporto de Orly.
A lei brasileira garantia que uma mulher em estado de gravidez avançado não poderia mais ser extraditada e que, depois de nascido o filho ou filha, já não poderia mais ser expulsa e extraditada. Mas, como dizia o ditador da época, “a lei, ora a lei”(expressão que se tornou antológica, repetida e observada mesmo por togados do STF), e logo surgiram juristas para justificar o desconhecimento da lei, como Clóvis Beviláqua, mesmo se a medida “visando a expulsanda, fosse atingir o nascituro”.
Triste episódio, triste lembrança, triste história do nosso Direito que poderá conhecer um remake, porque a honra, a coragem e a humanidade não são transmissíveis como os genes, mas se constroem no decurso da vida.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 22:07 0 comentários Links para esta postagem
Por Rui Martins no sítio “Direto da Redação”
www.diretodaredacao.com
Berna (Suiça) - A história é feita de heróis mas também de covardes e vendidos, aos atos de coragem se contrapõem os de traições. Vitórias são sufocadas por derrotas, longas que parecem eternas, e a luz do sol desaparece nas cavernas das prisões dos fascistas de todos os tempos.
Chegamos na encruzilhada, temida mas que parecia impossível de tão absurda, porque além de driblar a lei é também um ato de submissão a um governo estrangeiro, ressurreição e cópia conforme de um momento de trevas na história recente da humanidade.
Olga Benário Prestes, a jovem alemã presa grávida na antiga prisão da Frei Caneca, no Rio, era judia e comunista. Seu feto tinha sido gerado por Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro de uma Esperança que não chegou a concretizar. E a justiça brasileira, na sua Corte Suprema, o STF, rejeitou o que poderia ter impedido o crime hediondo mas legal – o de se deportar para a Alemanha nazista, uma judia com destino certo à morte num campo de concentração, tendo no seu ventre uma menina brasileira, nascida no campo da morte de Ravenscbruck, órfã de mãe já nos seus primeiros meses e que só veria o pai ao ter dez anos.
Esse hediondo crime legal, que ainda hoje envergonha nosso país e desqualifica nosso sistema judiciário, foi cometido dentro dos preceitos, prazos e exigência da lei, com arrazoados, falas e decisões assinadas por togados juízes da nossa mais alta magistratura – o Supremo Tribunal Federal. Mas os nomes da vergonha, daqueles que se sujeitaram aos desejos do Estado Novo e de seu capanga, chefe do Doi-Codi da época, Felinto Muller, se perpetuam e podem ser lidos, pelos amantes do Direito como os autores da pena de morte, decisão tomada por pusilânimes ou covardes.
Diz a Bíblia, que a justiça divina se aplica no decorrer de mil gerações. Amen, que assim seja. O relator do processo que negou habeas-corpus a Olga Benário foi o ministro Bento de Faria, o presidente do STF, Edmundo Lins, e os ministros Hermenegildo de Barros, Plínio Casado, Laudo de Camargo, Costa Manso, Otávio Kelly e Ataulfo de Paiva.
Coincidência ou ajuste de contas divino, Felinto Muller, o delegado Fleury daqueles anos, morreu carbonizado no único acidente internacional da Varig, alguns quilômetros antes de pousar no aeroporto de Orly.
A lei brasileira garantia que uma mulher em estado de gravidez avançado não poderia mais ser extraditada e que, depois de nascido o filho ou filha, já não poderia mais ser expulsa e extraditada. Mas, como dizia o ditador da época, “a lei, ora a lei”(expressão que se tornou antológica, repetida e observada mesmo por togados do STF), e logo surgiram juristas para justificar o desconhecimento da lei, como Clóvis Beviláqua, mesmo se a medida “visando a expulsanda, fosse atingir o nascituro”.
Triste episódio, triste lembrança, triste história do nosso Direito que poderá conhecer um remake, porque a honra, a coragem e a humanidade não são transmissíveis como os genes, mas se constroem no decurso da vida.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 22:07 0 comentários Links para esta postagem
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
O DISCURSO MONOCÓRDIO
Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009
Parece piada, mas não é.
O Jornal Nacional da Rede Globo está completando 40 anos com uma série de reportagens sobre si próprio.
Nessa quinta-feira, 10 de setembro, foi ao ar um resumo sobre a história política do Brasil nas últimas quatro décadas. Obviamente esse resumo foi feito de acordo a visão do JN.
Após passar pelo período da ditadura militar, pela eleição indireta de Tancredo Neves, pela redemocratização do país, pela promulgação da Constituição de 1988, eleição e impeachment de Collor, governo Itamar Franco e primeiro governo FFHH, o JN deu ênfase ao primeiro pronunciamento de FFHH reeleito, onde o “mestre” de todos os tucanos afirmou peremptoriamente, e coube a Willian Bonner reafirmar, que reduziria os “gastos do governo”.
O JN não disse, e nem precisava, mas essa era a receita dos tucanos no intuito de combater a crise econômica, originada na Rússia, que se abatera sobre nós.
Nada mais simbólico pra um governo que ficou marcado pela ineficiência, pelo sucateamento do Estado e pelo entreguismo exasperado, do que simplesmente cortar – ainda mais!!! – gastos públicos. Além do monocórdio discurso do Estado mínimo, essa é única receita aviada pelos tucanos.
Serra ou Aécio podem, inclusive, mostrar ao Brasil como o governo deles – afinal Serra era ministro da Saúde e Aécio um dos principais deputados do bloco governista – enfrentou a crise de 1998-99 e comparar às medidas tomadas por Lula dez anos depois.
O povo brasileiro agradeceria tal exercício de reflexão.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 21:54
Parece piada, mas não é.
O Jornal Nacional da Rede Globo está completando 40 anos com uma série de reportagens sobre si próprio.
Nessa quinta-feira, 10 de setembro, foi ao ar um resumo sobre a história política do Brasil nas últimas quatro décadas. Obviamente esse resumo foi feito de acordo a visão do JN.
Após passar pelo período da ditadura militar, pela eleição indireta de Tancredo Neves, pela redemocratização do país, pela promulgação da Constituição de 1988, eleição e impeachment de Collor, governo Itamar Franco e primeiro governo FFHH, o JN deu ênfase ao primeiro pronunciamento de FFHH reeleito, onde o “mestre” de todos os tucanos afirmou peremptoriamente, e coube a Willian Bonner reafirmar, que reduziria os “gastos do governo”.
O JN não disse, e nem precisava, mas essa era a receita dos tucanos no intuito de combater a crise econômica, originada na Rússia, que se abatera sobre nós.
Nada mais simbólico pra um governo que ficou marcado pela ineficiência, pelo sucateamento do Estado e pelo entreguismo exasperado, do que simplesmente cortar – ainda mais!!! – gastos públicos. Além do monocórdio discurso do Estado mínimo, essa é única receita aviada pelos tucanos.
Serra ou Aécio podem, inclusive, mostrar ao Brasil como o governo deles – afinal Serra era ministro da Saúde e Aécio um dos principais deputados do bloco governista – enfrentou a crise de 1998-99 e comparar às medidas tomadas por Lula dez anos depois.
O povo brasileiro agradeceria tal exercício de reflexão.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 21:54
PRIVATIZAR A REVISTA 'VEJA"
Pela imediata privatização da revista Veja
Por Altamiro Borges em seu blog
http://altamiroborges.blogspot.com/
Numa conversa descontraída no aeroporto de Brasília, o irreverente Sérgio Amadeu, professor da Faculdade Cásper Libero e uma das maiores autoridades brasileiras em internet, deu uma idéia brilhante. Propôs o início imediato de uma campanha nacional pela privatização da Veja. Afinal, a poderosa Editora Abril, que publica a revista semanal preferida das elites colonizadas, sempre pregou a redução do papel do Estado, mas vive surrupiando os cofres públicos. “Se não fossem os subsídios e a publicidade oficial, as revistas da Abril iriam à falência”, prognosticou Serginho.
As “generosidades” do governo Lula
Pesquisas recentes confirmam a sua tese. Carlos Lopes, editor do jornal Hora do Povo, descobriu no Portal da Transparência que “nos últimos cinco anos, o Ministério da Educação repassou ao grupo Abril a quantia de R$ 719.630.139,55 para compra de livros didáticos. Foi o maior repasse de recursos públicos destinados a livros didáticos dentre todos os grupos editoriais do país... Nenhum outro recebeu, nesse período, tanto dinheiro do MEC. Desde 2004, o grupo da Veja ficou com mais de um quinto dos recursos (22,45%) do MEC para compra de livros didáticos”.
Indignado, Carlos Lopes criticou. “O MEC, infelizmente, está adotando uma política de fornecer dinheiro público para que o Civita sustente seu panfleto – a revista Veja”. Realmente, é um baita absurdo que o governo Lula ajude a “alimentar cobras”, financiando o Grupo Abril com compras milionárias de publicações questionáveis, isenção fiscal em papel e publicidade oficial. Não há o que justifique tamanha bondade com inimigos tão ferrenhos da democracia e da ética jornalística. Ou é muita ingenuidade, ou muito pragmatismo, ou muita tibieza. Ou as três “virtudes” juntas.
A relação promiscua com os tucanos
Já da parte de governos demos-tucanos, o apoio à famíglia Civita é perfeitamente compreensível. Afinal, a Editora Abril é hoje o principal quartel-general da oposição golpista no país e a revista Veja é o mais atuante e corrosivo partido da direita brasileira. Não é de se estranhar suas relações promiscuas com o presidenciável José Serra e outros expoentes do PSDB-DEM. Recentemente, o Ministério Público Estadual acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.
A compra de 220 mil assinaturas representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do “barão da mídia” Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao grupo direitista. José Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do “Guia do Estudante”, outra publicação da Abril. Como observa do deputado Ivan Valente, “cada vez mais, a editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo. Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada, considerado apenas o segundo semestre de 2008”.
O mensalão da mídia golpista
Segundo o blog NaMariaNews, que monitora a deterioração da educação em São Paulo, o rombo nos cofres públicos pode ser ainda maior. Numa minuciosa pesquisa aos editais publicados no Diário Oficial, o blog descobriu o que parece ser um autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril e a outras editoras, como Globo e Folha. Os dados são impressionantes e reforçam a sugestão de Sérgio Amadeu da deflagração imediata da campanha pela “privatização” da revista Veja. Chega de sugar os cofres públicos! Reproduzo abaixo algumas mamatas do Grupo Civita:
- DO de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual de ensino.
Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara “inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola.
- DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.
- DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.
- DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.
- DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008.
- DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.
- DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.
- DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.
- DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.
- DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.
Para não parecer perseguição à asquerosa revista Veja, cito alguns dados do blog sobre a compra de outras publicações. O Diário Oficial de 12 de maio passado informa que o governo José Serra comprou 5.449 assinaturas do jornal Folha de S.Paulo, que desde a “ditabranda” viu desabar sua credibilidade e perdeu assinantes. Valor da generosidade tucana: R$ 2.704.883,60. Já o DO de 15 de maio publica a compra de 5.449 assinaturas do jornalão oligárquico O Estado de S.Paulo por R$ 2.691.806,00. E o de 21 de maio informa a aquisição de 5.449 assinaturas da revista Época, da Globo, por R$ 1.190.061,60. Depois estes veículos criticam o “mensalão” no parlamento.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 16:11 0 comentários
Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
Por Altamiro Borges em seu blog
http://altamiroborges.blogspot.com/
Numa conversa descontraída no aeroporto de Brasília, o irreverente Sérgio Amadeu, professor da Faculdade Cásper Libero e uma das maiores autoridades brasileiras em internet, deu uma idéia brilhante. Propôs o início imediato de uma campanha nacional pela privatização da Veja. Afinal, a poderosa Editora Abril, que publica a revista semanal preferida das elites colonizadas, sempre pregou a redução do papel do Estado, mas vive surrupiando os cofres públicos. “Se não fossem os subsídios e a publicidade oficial, as revistas da Abril iriam à falência”, prognosticou Serginho.
As “generosidades” do governo Lula
Pesquisas recentes confirmam a sua tese. Carlos Lopes, editor do jornal Hora do Povo, descobriu no Portal da Transparência que “nos últimos cinco anos, o Ministério da Educação repassou ao grupo Abril a quantia de R$ 719.630.139,55 para compra de livros didáticos. Foi o maior repasse de recursos públicos destinados a livros didáticos dentre todos os grupos editoriais do país... Nenhum outro recebeu, nesse período, tanto dinheiro do MEC. Desde 2004, o grupo da Veja ficou com mais de um quinto dos recursos (22,45%) do MEC para compra de livros didáticos”.
Indignado, Carlos Lopes criticou. “O MEC, infelizmente, está adotando uma política de fornecer dinheiro público para que o Civita sustente seu panfleto – a revista Veja”. Realmente, é um baita absurdo que o governo Lula ajude a “alimentar cobras”, financiando o Grupo Abril com compras milionárias de publicações questionáveis, isenção fiscal em papel e publicidade oficial. Não há o que justifique tamanha bondade com inimigos tão ferrenhos da democracia e da ética jornalística. Ou é muita ingenuidade, ou muito pragmatismo, ou muita tibieza. Ou as três “virtudes” juntas.
A relação promiscua com os tucanos
Já da parte de governos demos-tucanos, o apoio à famíglia Civita é perfeitamente compreensível. Afinal, a Editora Abril é hoje o principal quartel-general da oposição golpista no país e a revista Veja é o mais atuante e corrosivo partido da direita brasileira. Não é de se estranhar suas relações promiscuas com o presidenciável José Serra e outros expoentes do PSDB-DEM. Recentemente, o Ministério Público Estadual acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.
A compra de 220 mil assinaturas representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do “barão da mídia” Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao grupo direitista. José Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do “Guia do Estudante”, outra publicação da Abril. Como observa do deputado Ivan Valente, “cada vez mais, a editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo. Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada, considerado apenas o segundo semestre de 2008”.
O mensalão da mídia golpista
Segundo o blog NaMariaNews, que monitora a deterioração da educação em São Paulo, o rombo nos cofres públicos pode ser ainda maior. Numa minuciosa pesquisa aos editais publicados no Diário Oficial, o blog descobriu o que parece ser um autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril e a outras editoras, como Globo e Folha. Os dados são impressionantes e reforçam a sugestão de Sérgio Amadeu da deflagração imediata da campanha pela “privatização” da revista Veja. Chega de sugar os cofres públicos! Reproduzo abaixo algumas mamatas do Grupo Civita:
- DO de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual de ensino.
Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara “inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola.
- DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.
- DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.
- DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.
- DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008.
- DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.
- DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.
- DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.
- DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.
- DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.
Para não parecer perseguição à asquerosa revista Veja, cito alguns dados do blog sobre a compra de outras publicações. O Diário Oficial de 12 de maio passado informa que o governo José Serra comprou 5.449 assinaturas do jornal Folha de S.Paulo, que desde a “ditabranda” viu desabar sua credibilidade e perdeu assinantes. Valor da generosidade tucana: R$ 2.704.883,60. Já o DO de 15 de maio publica a compra de 5.449 assinaturas do jornalão oligárquico O Estado de S.Paulo por R$ 2.691.806,00. E o de 21 de maio informa a aquisição de 5.449 assinaturas da revista Época, da Globo, por R$ 1.190.061,60. Depois estes veículos criticam o “mensalão” no parlamento.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 16:11 0 comentários
Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
REUNIÃO DE FAMÍLIA

Numa bela noite de outubro de 1999 - para ser mais preciso dia 31 -, recebemos em nossa casa pessoas queridas para relembrar situações e momentos alegres de nossas vidas. Foi uma noite digna a ser relembrada, para sempre. Naquele momento, éramos arquivos vivos a puxar à memória as melhores fases dos nossos passados. À extrema esquerda Luiz, juiz em Recife - um amigo; ao seu lado, minha sobrinha Cecília - Sissi -; ao lado de Sissi, de blusa branca de manga comprida, minha amada e saudosa filha Aninha - carinhosamente chamada Noquinha ou Aninha -; de pé, por trás da poltrona, Jairo, marido de Sissi e eu, à extrema direita com ambas as mãos sobre o braço esquerdo de minha filha. Ao fundo, duas telas por mim pintadas. Uma "Natureza Morta com vasos" e "Jovem de sombrinha sob caramanchão".
Depois da foto, nos esperava à mesa pastéis, linguiças, cervejas e outras iguarias saborosas que D.Léia, minha esposa, preparara. Demoramo-nos até altas horas, envolvidos por uma atmosfera de alegria contagiante por muitos hilários momentos relembrados. Foi o tipo da reunião que leva tempo a se repetir, por isso aproveitamos bastante aquelas horas que gostariamos ver prolongadas. E se outra reunião familiar de novo acontecer, não poderei ter a felicidade de chamar minha filha nem Luiz, o juiz, que retornou a Recife e não soubemos mais sobre ele. Sissi e Jairo poderão repetir a presença. Outros elementos da família como minha esposa Léia, minha filha primogênita, Alice, a caçula Nelma e os filhos, Marina e Guilherme, apareceram em outras fotos. Mas nesta, aqui exposta neste post, posso recordar essa amada filha - que adorava momentos como aquele - em um instante de descontração e que não mais se reunirá a nós em outro evento igual. Valeu sua presença, filha. Obrigado, mais uma vez.
Você se alou para Deus, mas não nos deixou. Sua lembrança imarcescível estará, pelo que resta de nossas vidas, a nos acompanhar, sempre, como nossas sombras. Que você esteja em paz no Seio do Senhor.
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REUNIÃO DE FAMÍLIA
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
UMA PASSAGEM À DOÇURA DA PAZ

Qual ser humano não gostaria de encontrar pelos caminhos de sua vida uma passagem pejada por sombras acolhedoras como essa que aparece na imagem acima? Ela nos convida a pisar em seu chão, a nos deliciarmos sob as suas sombras e a sorver a atmosfera de paz e de silêncio que ali existe.
Os caminhos do homem são ásperos. O mundo não pode oferecer mais nada a não ser violência aos olhos espantados dos seres humanos, que trânsidos de medo não vêem saída para se livrar das armadilhas diárias. As fantásticas paisagens da vida de cada qual são dignas de um filme de terror. Debatemo-nos contra esses fundos de vida, debalde, porém. Nossos olhares se esgotam diante dos tétricos eventos que se multiplicam em escalas cada vez menos humanizadas, como se não nos bastassem os acontecimentos que sóem suceder nas existências, sem termo. Se tudo são tristeza, dor, distanciamento e saudade devemos à cegueira que nós mesmos buscamos com nossos próprios pés. Encontrar o Portal que nos leve àquela paragem sossegada onde as proprias cores são bálsamos, é dever de todos, mas só o encontraremos se nos desvencilharmos dos mais baixos sentimentos que nos assaltam e se homiziam em nossas almas imortais. Como? Efetuando uma "faxina" geral em nosso subconsciente - a caixa-forte de todos os nossos sentimentos - e iluminando os seus escaninhos mofados abrindo as janelas para o verdadeiro Sol de nossas existências pequenas: DEUS.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
JORNALISMO IMPARCIAL
Terça-feira, 1 de Setembro de 2009
O “Jornal da Globo” de ontem deu uma aula de jornalismo imparcial, independente e isento.
No dia em que o governo federal anunciou o projeto para um novo marco regulatório para o petróleo, levando em conta a dimensão das recentes descobertas do Campo de Tupi, a Rede Globo se superou. É bom lembrar que as Organizações Globo, na década de 1950, fizeram oposição ferrenha a campanha “O Petróleo É Nosso”. O telejornal iniciou com a tradicional cara de consternação de Wiliam Waack, esboçando da forma mais simplória o possível que, pelas novas regras apresentadas pelo governo, a Petrobras ganhou mais do que já tinha e o “governo” – em nenhum momento falou-se em “Estado” – ficará com a maior parte da receita gerada pela extração do Pré-Sal.
Depois, como a Rede Globo prima pelo imparcialismo e isenção, mostrou uma entrevista com o governador José Serra. O provável candidato tucano à sucessão de Lula, afirmou peremptoriamente discordar do modo como o governo conduziu a discussão sobre o tema e que discorda do projeto em si. Todavia se furtou de apresentar a alternativa que acha melhor.
A amostra de jornalismo imparcial, independente e isento continuou com o governador fluminense Sergio Cabral. Este afirmou que o governo federal foi obrigado a rever posições – leia-se alteração na ignominiosa regra dos royalties – antes de apresentar o projeto.
Voltando ao estúdio, William Waack, apresentou Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura. O empresário, que também tem um blog hospedado no G1, declarou que a política de petróleo e gás no Brasil pode sofrer um retrocesso, afugentar investimentos estrangeiros, dar megapoderes a Petrobras e ao Estado e reestatizar um setor que já havia se livrado do danoso jugo estatal. O especialista em infra estrutura usou discurso meramente político, uma vez que se absteve de apresentar qualquer dado técnico.
Waack se despediu do Diretor do CBI e convocou de Brasília Heraldo Pereira com a seguinte frase, “é Heraldo o governo pediu ao Congresso que vote o projeto em 90 dias, quanta pressa! É 2010 chegando?”
Pereira emendou “é isso mesmo”. E a seguir foi à vez do quadro Pinga-Fogo onde os entrevistados da noite foram os senadores pela José Agripino Maia (DEMO – RN) e o desgastado Aluízio Mercadante(PT-SP). Agripino atacou, como sempre, o governo, afinal ele teve 14 meses para elaborar uma proposta de exploração do Pré-Sal e agora quer que o Congresso examine e aprove a proposta em apenas 90 dias. Já as falas de Mercadante pareciam desencontradas e chegou a dizer que o prazo de 90 dias poderá ser prorrogado.
Assim se faz um jornalismo isento imparcial, sério e independente.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 10:38
O “Jornal da Globo” de ontem deu uma aula de jornalismo imparcial, independente e isento.
No dia em que o governo federal anunciou o projeto para um novo marco regulatório para o petróleo, levando em conta a dimensão das recentes descobertas do Campo de Tupi, a Rede Globo se superou. É bom lembrar que as Organizações Globo, na década de 1950, fizeram oposição ferrenha a campanha “O Petróleo É Nosso”. O telejornal iniciou com a tradicional cara de consternação de Wiliam Waack, esboçando da forma mais simplória o possível que, pelas novas regras apresentadas pelo governo, a Petrobras ganhou mais do que já tinha e o “governo” – em nenhum momento falou-se em “Estado” – ficará com a maior parte da receita gerada pela extração do Pré-Sal.
Depois, como a Rede Globo prima pelo imparcialismo e isenção, mostrou uma entrevista com o governador José Serra. O provável candidato tucano à sucessão de Lula, afirmou peremptoriamente discordar do modo como o governo conduziu a discussão sobre o tema e que discorda do projeto em si. Todavia se furtou de apresentar a alternativa que acha melhor.
A amostra de jornalismo imparcial, independente e isento continuou com o governador fluminense Sergio Cabral. Este afirmou que o governo federal foi obrigado a rever posições – leia-se alteração na ignominiosa regra dos royalties – antes de apresentar o projeto.
Voltando ao estúdio, William Waack, apresentou Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura. O empresário, que também tem um blog hospedado no G1, declarou que a política de petróleo e gás no Brasil pode sofrer um retrocesso, afugentar investimentos estrangeiros, dar megapoderes a Petrobras e ao Estado e reestatizar um setor que já havia se livrado do danoso jugo estatal. O especialista em infra estrutura usou discurso meramente político, uma vez que se absteve de apresentar qualquer dado técnico.
Waack se despediu do Diretor do CBI e convocou de Brasília Heraldo Pereira com a seguinte frase, “é Heraldo o governo pediu ao Congresso que vote o projeto em 90 dias, quanta pressa! É 2010 chegando?”
Pereira emendou “é isso mesmo”. E a seguir foi à vez do quadro Pinga-Fogo onde os entrevistados da noite foram os senadores pela José Agripino Maia (DEMO – RN) e o desgastado Aluízio Mercadante(PT-SP). Agripino atacou, como sempre, o governo, afinal ele teve 14 meses para elaborar uma proposta de exploração do Pré-Sal e agora quer que o Congresso examine e aprove a proposta em apenas 90 dias. Já as falas de Mercadante pareciam desencontradas e chegou a dizer que o prazo de 90 dias poderá ser prorrogado.
Assim se faz um jornalismo isento imparcial, sério e independente.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 10:38
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