DESPESAS COM REFORMAS ESTÁDIOS PARA COPA 2014

Chegou ao meu conhecimento, e muitos devem saber igualmente, que para sediar a Copa de Futebol de 2014 o país gastou verdadeira fortuna em publicidade apelativa. Agora, um PPS recebido de amigos esclarece o montante que se irá gastar para a reconstrução - reformas em estádios já existentes - e construções de novas arenas para a prática futebolística.

O dinheiro não virá dos clubes, pois que a maioria deles anda na "corda bamba", financeiramente falando; muitos agremiações esportivas se acham mesmo no "vermelho": salários atrasados, encargos sociais nas mesmas condições e outros problemas inerentes ao mundo de negócios do futebol. Pois pasmem: o montante dessa despesas com estádios para a Copa de 2014 atingirá, de saída, R$ 5.713 bi. É uma "bagatela", para um país que nada em dinheiro, que distribui entre os países irmãos vultosas somas, que perdoa dívidas elevadíssimas aos países africanos e ainda financia não sei que obras ou situações na Grécia. Melhor é lacrar os cofres da Previdência, a fim de se evitar futuros transtornos àquela instituição e aos seus beneficiários.


quarta-feira, 9 de julho de 2008

ESCALADA DA VIOLÊNCIA ?

Em 09/07/08

Ao tomar conhecimento do último crime covarde que chocou a opinião pública, entidades que pugnam pelos direitos de se viver, ministros, parlamentares e congêneres, chego à conclusão - triste e odienta conclusão - de que não há no Brasil de hoje uma "escalada de violência", mas um verdadeiro e permanente "estado de violência" que sobrepuja toda a qualquer medida das autoridades para coibir definitivamente essa "imanência" que desce, não dos céus, mas de todos os morros e de todos os cantos da cidade. Querer citar os morros como fonte da violência hodierna é prejulgar os seus moradores de modo geral. Não se pode admitir tal investida sobre uma população ordeira e trabalhadora que só deseja viver em paz.

Acontece que há uma multiplicação de crimes praticados por homens da polícia militar e civil, e, agora, com a adesão de militares das nossas Forças Armadas, no caso os homens do exército brasileiro. O mundo caduca; as pessoas já não têm segurança nem para morrerem dignamente em suas camas e em seus lares. São colhidos nas ruas, a qualquer hora, sob quaisquer circunstâncias, com culpas ou inculpes. E lá se vão jovens inocentes em mãos criminosas associadas de alguma forma às forças que deveriam manter a ordem e a segurança dentro dos limítes do país.

A polícia despreparada, anda com os nervos à flor da pele; viver ou morrer requer frações de segundos, para uma abordagem pacífica, violenta ou virulenta contra pessoas incapazes de legítima defesa ou o de poder salvaguardar suas prórpias vidas.

O inocente João é mais uma das muitas vítimas que enlutam famílias e toda a sociedade. Vimos nos jornais televisivos a revolta justificada do pai da criança assassinada friamente por políciais que perseguiam um veículo de cor preta e disparado em alta velocidade. O carro da vítima fatal - porque há outras vítimas na história desse imbroglio patrocinado por policiais - estava estacionado à espera de uma abordagem normal. Tal não se deu. Uma chuva de balas varou o veículo, e uma delas atingiu a criança de apenas 3 anos na nuca! A mãe, desesperada, atirou para fora do carro uma bolsa de criança, para identificar os ocupantes do veículo parado. Ainda assim viu mais uma rajada de disparos.

Vamos culpar apenas os policiais? Não! Eles têm sua parcela de culpa, sim, mas não se pode é esquecer que por trás das armas assassinas, e do terror desses policiais, sem tempo para medirem o momento crucial à abordagem estão os cabeças principais - seus comandantes, suas academias inúteis, e o Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro. É por esse que se deve começar os questionamentos, e descendo, até ao último escalão dessa força auxiliar.

Reciclar é o termo do momento. Ouvimos as declarações veladas de policiais desnudando a verdadeira situação nos quartéis: a falta de orientação e de treinamento para ações nas vias públicas.

Então só vejo "culpados" - todos nós que nos calamos diante desses descalabros sem fim, desses massacres hediondos, desse despreparo de nossos policiais e da indiferença das "autoridades maiores" sentados em seus gabinetes refrigerados e seguros. Que ninguém se engane: tudo isso vai continuar até que atinjam familiares de todas as autoridades - sejam do Executivo, do Judiciário, do Legislativo ou de quaisquer outros Poderes. Então creio que se mexerão, despregando seus trazeiros dos seus tronos em Brasilia, de suas poltronas no Congresso, de suas cadeiras giratórias de seus gabinetes palacianos ou das Delegacias de Polícia.

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