DESPESAS COM REFORMAS ESTÁDIOS PARA COPA 2014

Chegou ao meu conhecimento, e muitos devem saber igualmente, que para sediar a Copa de Futebol de 2014 o país gastou verdadeira fortuna em publicidade apelativa. Agora, um PPS recebido de amigos esclarece o montante que se irá gastar para a reconstrução - reformas em estádios já existentes - e construções de novas arenas para a prática futebolística.

O dinheiro não virá dos clubes, pois que a maioria deles anda na "corda bamba", financeiramente falando; muitos agremiações esportivas se acham mesmo no "vermelho": salários atrasados, encargos sociais nas mesmas condições e outros problemas inerentes ao mundo de negócios do futebol. Pois pasmem: o montante dessa despesas com estádios para a Copa de 2014 atingirá, de saída, R$ 5.713 bi. É uma "bagatela", para um país que nada em dinheiro, que distribui entre os países irmãos vultosas somas, que perdoa dívidas elevadíssimas aos países africanos e ainda financia não sei que obras ou situações na Grécia. Melhor é lacrar os cofres da Previdência, a fim de se evitar futuros transtornos àquela instituição e aos seus beneficiários.


sexta-feira, 14 de março de 2008

MEU PONTO DE VISTA

14.03.08

Prezado amigo Hudson:

Graças à deferência que me concede, recebo sempre com renovado prazer as aulas que vêm no bojo de seus comentários. Não pude alcançar cursos superiores em minha vida estudantil passadas em Natal, RN e aqui em Friburgo, RJ.
Tudo o que eu sei devo aos estudos empreendidos de moto próprio para fazer desses estudos o alicerce que poderá me dar uma qualidade em meus comentários eivados de uma lógica canhestra, de um ponto de vista fruto de observações e de análises de Mestres como tem sido o amigo durante o tempo em que recepciono seus lúcidos comentários. Está claro que divergimos; tergiversamos em alguns tópicos, porém isto, repito, aqui, não invalida o meu respeito por suas tendências ou o acatamento que dou a esses seus comentários. Tenho tendência socialista, porém totalmente divorciada de regra principal e dos objetivos comuns abraçados por grande maioria de cidadãos. Contudo, acato o que disse o crítico literário e teórico Frederic Jameson quando aqui esteve: "... A história não havia terminado e o fim dos regimes comunistas do Leste europeu não significava para os intelectuais da esquerda que a única alternativa era a adesão ao neoliberalismo" (citado por Fundação Lauro Campos-PSOL). O modismo de diferentes conceitos intelectuais tendo a França como berço, bem pode ter mudado o "pensamento político" do pretenso candidato a prefeito do Rio de Janeiro: o ex-guerrilheiro Fernando Gabeira, ou, então, não pretendesse ele, mais uma vez, passar pelo que lhe foi imposto no regime de exceção no tempo dos militares. Teria ele sentido a possibilidade de novos confrontos com outro tipo de regime que não adotasse a qualidade democrática, ainda que finda aquela ditadura? Quando foi adotado o neoliberalismo entre nós? Com Collor ou com Fernando Henrique, o Príncipe das Astúrias? É uma pergunta que merece esclarecimento. Agradeço, se houver.
Voltando ao Gabeira, tenho que lamentar suas idas e vindas ao PV, mas não só ele fez essas "viagens", e nem só ele se uniu aos tipos de políticos das mais abjetas tendências interesseiras; políticos ou técnicos que foram servis ao comando de FHC, de triste lembrança aos brasileiros que não foram perguntados se esses ou aqueles rumos que seriam tomados eram os que se desejavam. Mais uma vez declaro não ter esquecido as palavras de último general-presidente: "Esqueçam tudo o que eu falei antes" e, se não me falha a memória: "Brasil, Ame-o ou deixe-o". Quem poderia amar uma pátria onde o viver era difícil? Muitos amigos se foram mesmo, como que obedecendo ao convite covarde de quem não desejava ver diante de seus olhos o lado opositor. Espalharam-se por diversos países e longe da pátria que não lhes dava condições à sobrevivência!
Os políticos são "peças" de uma jocosidade sem igual. Os do PMDB não querem ser poder, mas desejam participar dele "comendo o mingau pelas bordas". O PSDB é a cara escarrada do neoliberalismo! O DEM é o cadáver putrefato do PFL! O PT se sujeita a ter em suas fileiras, e em postos mais altos, homens que serviram a essa filosofia político-econômica no transcorrer do governo anterior! Isto é além de uma maldição! Isto é um circo em que todos têm cadeiras cativas e posam de bons moços para serem vistos como defensores do povo. Pobre povo que se deixa ludibriar por gestos e gritos nas tribunas do Congresso. Nós temos muito a aprender, mas o capitalismo não deseja um povo "ventilado". Deseja-o assim mesmo: semi ou totalmente analfabeto, em matéria de política e economia. Entope as telinhas ou telões com as famigeradas novelas e os abjetos BBBs. Desse modo, servindo o prato da "eterna ignorância", dá ao povo a impressão de que se alimentam de "saber". Não esqueçam os brasileiros de que a Lei Áurea foi promulgada para dissimular o que se passava na Guerra do Paraguai: os gastos astronômicos e as perdas preciosas de vidas. Não foi pelos “belos olhos dos negros escravos" e ainda contrariando a oligarquia rural deu-se o evento. Hoje o "expediente" usado para encobrir fracassos é outro; é o método paternalista (e há quem tenha criticado o paternalismo getulista!), enganoso, que não se manteria de pé diante do crivo de investigações técnicas totalmente isentas de paixões partidárias. Tergiversando um pouco a este assunto, desejo ver agora como agirá a "oposição" diante da MP que o Sr. Lula enviará ao Congresso para o reajuste dos salários do funcionalismo público. Terá caráter de "emergência"? Vai a oposição levar em conta o firme propósito de não mais votar MPs, após a "truculência" usada e abusada pelo líder do governo no Senado (outro que foi líder de FHC!) na última terça-feira? E o Projeto de Lei n° 58, terá também essa prerrogativa ou será defenestrada pelos senhores Lula e Mantega? Dois pesos e duas medidas serão usados diferentemente, tenho quase certeza!
Esperemos para ver a situação embaraçosa do Congresso diante de impossibilidade de negar os reajustes de até 145%, reafirmando sua determinação em não votar quaisquer medidas provisórias desse governo que não o deixa legislar. É ver e crer.
Morani

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