DESPESAS COM REFORMAS ESTÁDIOS PARA COPA 2014

Chegou ao meu conhecimento, e muitos devem saber igualmente, que para sediar a Copa de Futebol de 2014 o país gastou verdadeira fortuna em publicidade apelativa. Agora, um PPS recebido de amigos esclarece o montante que se irá gastar para a reconstrução - reformas em estádios já existentes - e construções de novas arenas para a prática futebolística.

O dinheiro não virá dos clubes, pois que a maioria deles anda na "corda bamba", financeiramente falando; muitos agremiações esportivas se acham mesmo no "vermelho": salários atrasados, encargos sociais nas mesmas condições e outros problemas inerentes ao mundo de negócios do futebol. Pois pasmem: o montante dessa despesas com estádios para a Copa de 2014 atingirá, de saída, R$ 5.713 bi. É uma "bagatela", para um país que nada em dinheiro, que distribui entre os países irmãos vultosas somas, que perdoa dívidas elevadíssimas aos países africanos e ainda financia não sei que obras ou situações na Grécia. Melhor é lacrar os cofres da Previdência, a fim de se evitar futuros transtornos àquela instituição e aos seus beneficiários.


segunda-feira, 10 de março de 2008

DIAMANTES NO CÉU

Em 10/03/08

Muitas noites surpreendo o céu friburguense com aperto no coração. É que sempre há uma tênue echarpe de gases o encobrindo e, portanto, escondendo aos meus olhos as cintilações das estrelas, esses corpos celestes que orbitam além da camada mais elevada que recobre o nosso planeta.
Porém, ontem, ao despertar às duas da madrugada, notei escuridão total encobrindo os prédios que rodeiam a minha residência. Esta se encontra em local privilegiado. Levantei-me de imediato e, olhando pela vidraça da janela, pude ver, extasiado, os milhões dessas estrelas que se assemelhavam a diamantes, tal a intensidade de seus brilhos contra o fundo quase negro da abóbada celeste. Acontecera um apagão que há muito eu pedia para acontecer. Deixei o meu quarto e minha cama morna com Léia em pleno sono. Sacudi-a, mas ele se negava a abrir os olhos, estes sim: bêbados de sono. Corri à laje. O que eu via era um milagre celeste. Ao fundo, a milhões de anos-luz, uma esteira leitosa muito, mas muito vaporosa, fazia o fundo para os diamantes que emitiam luzes magneficentes em número jamais vistos por mim. Assustava a miríade de estrelas. Deitei-me na laje fria, para melhor fixar aquele momento que tomei como um verdadeiro presente celestial. Senti-me mais do que rico: eu era, naquele momento de total silêncio, o mais poderoso dos homens da Terra; todo o céu me pertencia. Não haveria nem um só homem desperto àquela hora tardia a se ocupar, como eu, com o mais belo espetáculo que o nosso céu pode nos oferecer. Enchi-me de orgulho. Eu fazia parte daquele mundo, daquela paisagem de diamantes, e soube que eu fizera parte, alhures, daquela química universal; que em meu corpo jazia toda, até o fim, a poeira dos diamantes do céu. Ela me pertencia por direito, ao olhá-la linda como náiade de luzes a viajar pela escuridão do firmamento. E eu a ela pertencia. Esse meu corpo, que já dá sinais de que algo mais profundo e eterno está para deixá-lo, será atraido pela poeira dos diamantes celestinos. Irei com outro corpo vaporoso com aquela poeira que os meus olhos alcançam. Serei também um deus coberto de diamantes - rica veste para um simples mortal que imortal se tornará.
Enviado por Morani

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