DESPESAS COM REFORMAS ESTÁDIOS PARA COPA 2014

Chegou ao meu conhecimento, e muitos devem saber igualmente, que para sediar a Copa de Futebol de 2014 o país gastou verdadeira fortuna em publicidade apelativa. Agora, um PPS recebido de amigos esclarece o montante que se irá gastar para a reconstrução - reformas em estádios já existentes - e construções de novas arenas para a prática futebolística.

O dinheiro não virá dos clubes, pois que a maioria deles anda na "corda bamba", financeiramente falando; muitos agremiações esportivas se acham mesmo no "vermelho": salários atrasados, encargos sociais nas mesmas condições e outros problemas inerentes ao mundo de negócios do futebol. Pois pasmem: o montante dessa despesas com estádios para a Copa de 2014 atingirá, de saída, R$ 5.713 bi. É uma "bagatela", para um país que nada em dinheiro, que distribui entre os países irmãos vultosas somas, que perdoa dívidas elevadíssimas aos países africanos e ainda financia não sei que obras ou situações na Grécia. Melhor é lacrar os cofres da Previdência, a fim de se evitar futuros transtornos àquela instituição e aos seus beneficiários.


quinta-feira, 31 de julho de 2008

CONSTRUIR OUTRO MUNDO EM MEIO Á TEMPESTADES

SOBRE CONSTRUIR OUTRO MUNDO EM MEIO Á
TEMPESTADES
(Baseado em estudo de Immanuel Wallerstein em LMD.)


Quando Roma deixou de ser a poderosa Nação dominante do mundo antigo, e em situações similares a algumas das nossas, neste mundo moderno, não se viu rompida a cadeia natural do andamento das economias, do comércio e das indústrias da Europa Medieval bem como a da Europa Renascentista. Pode ter havido um estremecimento generalizado ou localizado naquelas nações de menor porte, porém sem a força esmagadora da desestabilização daquelas economias sempre incipientes.
Turbulências sempre as houve na História da Humanidade – não será diferente hoje – justamente pela heterogeneidade das nações, e mais crescente se fazia porque fácil não lhes era o contato imediato com outras nações como temos nós, atualmente. Os transportes eram lentos: feitos a cavalo, carroças, barcos pequenos de poucas velas, para viagens curtas, ou até mesmo a pé.
Hoje, a internet tem papel preponderante. Provê conversações rápidas que vão levar as medidas também urgentes; fazem-se conferências virtuais com caráter de “ao vivo”. Hoje, não existem distâncias que não possam ser vencidas. A internet agiliza todos os tipos de ações como vendas, trocas, movimentações financeiras e as coisas mais comuns.
Roma também sofreu o declínio inadiável e insuperável a todo e qualquer fenômeno que envolva o pensamento humano e a sua ação sobre questões da vida. Não há escape. Assim é com tudo e com todos. É a infalível curva da existência: nascer, crescer, envelhecer e morrer, na ordem natural. Quaisquer civilizações, por mais antigas que tenham sido e dominado o mundo, tiveram suas ascensões e declínios.
Um já se encontra em franca derrocada após o predomínio de algumas décadas sobre os demais, principalmente pós II Grande Guerra. Quando lhes faltam argumentos lançam mão das chantagens econômicas – caso de Cuba – das ameaças de invasões concretizando, eivados de enganos, as avaliações que darão sustentabilidade às truculências.
Quanto à delicada questão da moeda poder-se-ia pensar em apenas uma, que sirva a todos como parâmetro a um padrão econômico. Como cidadão do planeta, mais uma vez darei a minha humilde opinião ventilando sobre a possibilidade de ser estabelecida nova moeda universal; nem dólar nem euro – aquele em declínio, e o segundo ainda não é unanimidade no Continente mesmo em que flutua, ainda que seja a mais nova moeda da Era moderna. A nova moeda seria baseada na somatória das reservas-ouro nos Bancos Centrais de todos os Estados do planeta com a sigla “A$” de “Áureo”. Sendo o “Áureo” moeda universal única, nenhum país sofreria com a conversão para o dólar – antes forte – ou para o euro de suas novas riquezas e estoques denominados nessa moeda. O mundo inteiro está há muito tempo – décadas – sustentando os EU.
Sugerir-se que caiba ao Euro substituir o dólar poderá ter alívio e sucesso a curto prazo, mas recairia na mesma trilha do dólar, sem haver mudanças de objetivos e cuidados à coisa pública e com o respeito às Nações livres. Não pode nem deve haver uma moeda que exerça domínio sobre outras. Isto é incompatível nos tempos atuais em que há países em franco desenvolvimento e com crescimento acima dos 6%, e até mais, serem submetidos aos caprichos de uma só moeda que, sem dúvida, tenderia ao mando indiscriminado servindo, apenas, aos interesses e de ameaças de boicotes econômicos – tão em moda – e outros meios, que iriam estrangular o crescimento de nações irmãs.



O Brasil é o mais puro exemplo do que foi dito atrás. Outra medida, para acabar com as diferenças e distribuir a paz perene entre essas nações, seria o término das fronteiras – teriam reservadas as prerrogativas geográficas de posse – que facilitaria em muito a burocracia com menos papelada, carimbos, etc., usando-se, tão somente, uma identidade para se atravessar de um país a outro. Isto já se pratica entre o Brasil e a Argentina, a mim parece.

Com relação aos aposentados – assunto bem abordado pelo nobre Immanuel Wallerstein – esta é uma questão de não só “vergonha nas caras” dos dirigentes como de vontade política. Não deve e nem pode haver prática diferenciada no trato aos direitos dos cidadãos aposentados em qualquer parte do planeta. Um órgão especializado – há tantas ONGs por aí defendendo seus escusos interesses – e infenso ao “vírus da injustiça” teria a incumbência de regular todas as aposentadorias, em cada estado, e nunca permitir achatamento dos ganhos miseráveis que são vistos por aí, e como soe acontecer, principalmente aqui no Brasil com o governo Lula numa continuidade do seu antecessor. Muitas coisas não sofreram a globalização? Por que não esses ganhos, de modo a acompanharem os reajustes dos da ativa, que seriam não só justos como de direito? Não é favor algum, é uma obrigação a qual não podem fugir.
Passemos, agora, ao protecionismo maciço limitando fortemente as exportações para proteger o abastecimento interno. É uma boa possibilidade digna de estudos criteriosos, e deveria estar, há muito, em prática e sem restrições. Ainda sobre a manutenção da Saúde, da Educação e da Previdência, e Emprego – acrescento – é uma questão meramente política como o é a em relação à Previdência, já assinalada anteriormente.
Agora, sugerir cortes na área social é pedir demais, pois já os há sem que ninguém os peça, infelizmente.
Por que não taxar, por exemplo, as grandes fortunas? Sim a todas as dos grandes e pequenos países. Por que não? Não são taxados sem dó nem piedade os misérrimos salários dos trabalhadores e da classe média?

Ilya Prigogine e Isabelle Stengers – autores de “A METAMORFOSE DA NOVA ALIANÇA” – apodaram bem a “ordem emanada do caos”.

Há, sim, criatividade e alternativas para se construir outro mundo em meio à tempestade porque se esta existe, está aí pela incúria de homens que conduziram as gestões econômicas e sociais das Nações a seu bel-prazer.

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