DESPESAS COM REFORMAS ESTÁDIOS PARA COPA 2014

Chegou ao meu conhecimento, e muitos devem saber igualmente, que para sediar a Copa de Futebol de 2014 o país gastou verdadeira fortuna em publicidade apelativa. Agora, um PPS recebido de amigos esclarece o montante que se irá gastar para a reconstrução - reformas em estádios já existentes - e construções de novas arenas para a prática futebolística.

O dinheiro não virá dos clubes, pois que a maioria deles anda na "corda bamba", financeiramente falando; muitos agremiações esportivas se acham mesmo no "vermelho": salários atrasados, encargos sociais nas mesmas condições e outros problemas inerentes ao mundo de negócios do futebol. Pois pasmem: o montante dessa despesas com estádios para a Copa de 2014 atingirá, de saída, R$ 5.713 bi. É uma "bagatela", para um país que nada em dinheiro, que distribui entre os países irmãos vultosas somas, que perdoa dívidas elevadíssimas aos países africanos e ainda financia não sei que obras ou situações na Grécia. Melhor é lacrar os cofres da Previdência, a fim de se evitar futuros transtornos àquela instituição e aos seus beneficiários.


quarta-feira, 8 de abril de 2009

Terça-feira, 7 de Abril de 2009
A Imprensa que chafurda
“a imprensa brasileira é conhecida internacionalmente por trazer regularmente notícias de fatos totalmente inventados, acusações que já destruíram a vida de outras pessoas”

Neue Zürcher Zeitung, Suíça, fevereiro de 2009


A Folhona faz mais uma das suas. Depois do infausto editorial da “ditabranda”, agora o jornalão do Otavinho Frias resolveu chamar a ”resistência armada” contra a ditadura militar de “terrorista”. Era exatamente esse o termo (terrorista) empregado pelos ditadores de plantão e seus lacaios durante o regime militar. E, é sempre bom lembrar, a Folhona ajudou de todas as formas possíveis àquele estado de exceção, seja através de editoriais ou então dando apoio logístico, como as peruas C-14 do grupo transportando presos políticos para o Doi-Codi. A Folhona que tanto ajudou os milicos golpistas, agora tornou-se panfleto de campanha de José Serra. Numa matéria nitidamente encomendada, tentou por todas as maneiras atingir a antiga “guerrilheira”, atual ministra-chefe da Casa Civil e provável candidata do Partido dos Trabalhadores à presidência da República, Dilma Rousseff.

Domingo (05/04) a Folhona publicou matéria sobre suposto plano para seqüestrar o então czar da economia, Delfim Netto, nos idos de 1969, onde a figura de Dilma Rousseuff aparece em destaque. A manchete já diz tudo: "Grupo de Dilma planejava seqüestrar Delfim". Acontece que com o PIG (Partido da Imprensa Golpista) as matérias não se sustentam nem por 24 horas. No mesmo dia o jornalista Antonio Roberto Espinosa, professor de Política Internacional, doutorando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), autor de "Abraços que sufocam – E outros ensaios sobre a liberdade e editor da Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe”, uma das fontes usadas, senão a principal, para a matéria em questão, encaminhou a Folhona uma carta solicitando imediata retratação, alegando a distorção entre o que ele havia dito em entrevista por telefone e o que foi publicado.

Claro que a Folhona não publicou o pedido do professor Antonio Roberto Espinosa e tampouco reconheceu qualquer equivoco na matéria. Atestando assim a parcialidade como foi dirigida desde o começo.

Como declarou recentemente o diário suíço Neue Zürcher Zeitung: “a imprensa brasileira é conhecida internacionalmente por trazer regularmente notícias de fatos totalmente inventados, acusações que já destruíram a vida de outras pessoas”.

Reafirmando, quem declarou essa frase foi o Neue Zürcher Zeitung, da Suíça, e não a Carta Maior, a Agência Brasil de Fato, a Caros Amigos ou o Correio da Cidadania.

Segue a íntegra da correspondência:

Prezados senhores,

Chocado com a matéria publicada na edição de hoje (domingo, 5), páginas A8 a A10 deste jornal, a partir da chamada de capa “Grupo de Dilma planejou seqüestro de Delfim Neto”, e da repercussão da mesma nos blogs de vários de seus articulistas e no jornal Agora, do mesmo grupo, solicito a publicação desta carta na íntegra, sem edições ou cortes, na edição de amanhã, segunda-feira, 6 de abril, no “Painel do Leitor” (ou em espaço equivalente e com chamada de capa), para o restabelecimento da verdade, e sem prejuízo de outras medidas que vier a tomar. Esclareço preliminarmente que:

1) Não conheço pessoalmente a repórter Fernanda Odilla, pois fui entrevistado por ela somente por telefone. A propósito, estranho que um jornal do porte da Folha publique matérias dessa relevância com base somente em “investigações” telefônicas;

2) Nossa primeira conversa durou cerca de 3 horas e espero que tenha sido gravada. Desafio o jornal a publicar a entrevista na íntegra, para que o leitor a compare com o conteúdo da matéria editada. Esclareço que concedi a entrevista porque defendo a transparência e a clareza histórica, inclusive com a abertura dos arquivos da ditadura. Já concedi dezenas de entrevistas semelhantes a historiadores, jornalistas, estudantes e simples curiosos, e estou sempre disponível a todos os interessados;

3) Quem informou à Folha que o Superior Tribunal Militar (STM) guarda um precioso arquivo dos tempos da ditadura fui eu. A repórter, porém, não conseguiu acessar o arquivo, recorrendo novamente a mim, para que lhe fornecesse autorização pessoal por escrito, para investigar fatos relativos à minha participação na luta armada, não da ministra Dilma Rousseff. Posteriormente, por e-mail, fui novamente procurado pela repórter, que me enviou o croquis do trajeto para o sítio Gramadão, em Jundiaí, supostamente apreendido no aparelho em que eu residia, no bairro do Lins de Vasconcelos, Rio de Janeiro. Ela indagou se eu reconhecia o desenho como parte do levantamento para o seqüestro do então ministro da Fazenda Delfim Neto. Na oportunidade disse-lhe que era a primeira vez que via o croquis e, como jornalista que também sou, lhe sugeri que mostrasse o desenho ao próprio Delfim (co-signatário do Ato Institucional número 5, principal quadro civil do governo ditatorial e cúmplice das ilegalidades, assassinatos e torturas).

Afirmo publicamente que os editores da Folha transformaram um não-fato de 40 anos atrás (o seqüestro que não houve de Delfim) num factóide do presente (iniciando uma forma sórdida de anticampanha contra a Ministra). A direção do jornal (ou a sua repórter, pouco importa) tomou como provas conclusivas somente o suposto croquis e a distorção grosseria de uma longa entrevista que concedi sobre a história da VAR-Palmares. Ou seja, praticou o pior tipo de jornalismo sensacionalista, algo que envergonha a profissão que também exerço há mais de 35 anos, entre os quais por dois meses na Última Hora, sob a direção de Samuel Wayner (demitido que fui pela intolerância do falecido Octávio Frias a pessoas com um passado político de lutas democráticas). A respeito da natureza tendenciosa da edição da referida matéria faço questão de esclarecer:

1) A VAR-Palmares não era o “grupo da Dilma”, mas uma organização política de resistência à infame ditadura que se alastrava sobre nosso país, que só era branda para os que se beneficiavam dela. Em virtude de sua defesa da democracia, da igualdade social e do socialismo, teve dezenas de seus militantes covardemente assassinados nos porões do regime, como Chael Charles Shreier, Yara Iavelberg, Carlos Roberto Zanirato, João Domingues da Silva, Fernando Ruivo e Carlos Alberto Soares de Freitas. O mais importante, hoje, não é saber se a estratégia e as táticas da organização estavam corretas ou não, mas que ela integrava a ampla resistência contra um regime ilegítimo, instaurado pela força bruta de um golpe militar;

2) Dilma Rousseff era militante da VAR-Palmares, sim, como é de conhecimento público, mas sempre teve uma militância somente política, ou seja, jamais participou de ações ou do planejamento de ações militares. O responsável nacional pelo setor militar da organização naquele período era eu, Antonio Roberto Espinosa. E assumo a responsabilidade moral e política por nossas iniciativas, denunciando como sórdidas as insinuações contra Dilma;

3) Dilma sequer teria como conhecer a idéia da ação, a menos que fosse informada por mim, o que, se ocorreu, foi para o conjunto do Comando Nacional e em termos rápidos e vagos. Isto porque a VAR-Palmares era uma organização clandestina e se preocupava com a segurança de seus quadros e planos, sem contar que “informação política” é algo completamente distinto de “informação factual”. Jamais eu diria a qualquer pessoa, mesmo do comando nacional, algo tão ingênuo, inútil e contraproducente como “vamos seqüestrar o Delfim, você concorda?”. O que disse à repórter é que informei politicamente ao nacional, que ficava no Rio de Janeiro, que o Regional de São Paulo estava fazendo um levantamento de um quadro importante do governo, talvez para seqüestro e resgate de companheiros então em precárias condições de saúde e em risco de morte pelas torturados sofridas. A esse propósito, convém lembrar que o próprio companheiro Carlos Marighela, comandante nacional da ALN, não ficou sabendo do seqüestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick. Por que, então, a Dilma deveria ser informada da ação contra o Delfim? É perfeitamente compreensível que ela não tivesse essa informação e totalmente crível que o próprio Carlos Araújo, seu então companheiro, diga hoje não se lembrar de nada;

4) A Folha, que errou a grafia de meu nome e uma de minhas ocupações atuais (não sou “doutorando em Relações Internacionais”, mas em Ciência Política), também informou na capa que havia um plano detalhado e que “a ação chegou a ter data e local definidos”. Se foi assim, qual era o local definido, o dia e a hora? Desafio que os editores mostrem a gravação em que eu teria informado isso à repórter;

5) Uma coisa elementar para quem viveu a época: qualquer plano de ação envolvia aspectos técnicos (ou seja, mais de caráter militar) e políticos. O levantamento (que é efetivamente o que estava sendo feito, não nego) seria apenas o começo do começo. Essa parte poderia ficar pronta em mais duas ou três semanas. Reiterando: o Comando Regional de São Paulo ainda não sabia com certeza sequer a freqüência e regularidade das visitas de Delfim a seu amigo no sítio. Depois disso seria preciso fazer o plano militar, ou seja, como a ação poderia ocorrer tecnicamente: planejamento logístico, armas, locais de esconderijo etc. Somente após o plano militar seria elaborado o plano político, a parte mais complicada e delicada de uma operação dessa natureza, que envolveria a estratégia de negociações, a definição das exigências para troca, a lista de companheiros a serem libertados, o manifesto ou declaração pública à nação etc. O comando nacional só participaria do planejamento , portanto, mais tarde, na sua fase política. Até pode ser que, no momento oportuno, viesse a delegar essa função a seus quadros mais experientes, possivelmente eu, o Carlos Araújo ou o Carlos Alberto, dificilmente a Dilma ou Mariano José da Silva, o Loiola, que haviam acabado de ser eleitos para a direção; no caso dela, sequer tinha vivência militar;

6) Chocou-me, portanto, a seleção arbitrária e edição de má-fé da entrevista, pois, em alguns dias e sem recursos sequer para uma entrevista pessoal – apelando para telefonemas e e-mails, e dependendo das orientações de um jornalista mais experiente, no caso o próprio entrevistado -, a repórter chegou a conclusões mais peremptórias do que a própria polícia da ditadura, amparada em torturas e num absurdo poder discricionário. Prova disso é que nenhum de nós foi incriminado por isso na época pelos oficiais militares e delegados dos famigerados Doi-Codi e Deops e eu não fui denunciado por qualquer um dos três promotores militares das auditorias onde respondi a processos, a Primeira e a Segunda auditorias de Guerra, de São Paulo, e a Segunda Auditoria da Marinha, do Rio de Janeiro.

Osasco, 5 de abril de 2009

Antonio Roberto Espinosa

Jornalista, professor de Política Internacional, doutorando em Ciência Política pela USP, autor de Abraços que sufocam – E outros ensaios sobre a liberdade e editor da Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 18:50 1 comentários
Domingo, 5 de Abril de 2009
Kurt Cobain
Por Alencar Vilas Boas

O começo é onde se mostra que pode ser uma grande banda. Passando por Bleach podemos ouvir uns gritos, uns berros, uma arte diferente. Algo belo de se escutar, algo que te liberta. Tudo aquilo que te dá vontade de pegar uma guitarra e bater em umas cordas pra ver se muda uma geração. Aquela vontade louca de berrar, gritar, exaltar, uma explosão de sonhos, vontades e desejos. “Mil orgasmos passando pelo corpo”, e todos aqueles hormônios querendo sair pela suas entranhas. Um “cara” junto à mais dois “caras” conseguem firmemente fazer o que se era esperado.

Uma alma pura que explode em palavras, querendo estar onde não pode, mostrar o que a sociedade esconde, ir atrás de tudo aquilo indesejado. O lixo do som na verdade é apenas uma forma de expressar seus sentimentos, desejos e vontades, através de berros, gestos e batidas de bateria.

Mas eu me odeio e quero morrer. Quem sabe tentando achar uma saída, a morte seria a melhor solução. Ou seria apenas a vontade de sentir um “orgasmo” pleno da droga e de todo o desejo, amargamente doce que passa pelo sangue? A química que se mistura com seu coração e te torna mecânico. Isto sim deve ser um desejo e uma vontade de mostrar tudo de bom que passa em sua alma, se é que você ainda tem uma. Depois de algum tempo tudo vai se acabando e parece que chega o momento em que todos te odeiam.

Um alívio imediato, que se trata com ervas matinais, uma caneta pode ser a “bola” da vez. Muitas coisas não se resumem somente em estudo ou em coisas “certinhas”, pode ser que pra mostrar o que se pensa, seja necessário um toque de algo que te alucina e que te eleva aos céus.

Uma batida que destrói e me alegra. Tudo que se passa dentro de mim são fatos e histórias, vividas e entristecidas. Mas estou feliz agora, e nesta sala fechada me enxergo e sou o único que diz algo que pode mudar toda essa circunstâncias e histórias. Poderia você imaginar o que se passa em minha cabeça? Não, claro que não, apenas lhes direi o que penso e tirem suas conclusões.

Um hino, algo que cheira como minha juventude, mas, que aos poucos fui odiando. Aqueles momentos em que gritei e me exaltei sem saber por que, mas depois encontrei meu verdadeiro “álibi” e vivendo minha fama, comecei a decair, e vendo que tudo na vida passa, quis me acabar pouco a pouco, tentando me encontrar, e aos poucos minha alma jovem foi se apagando.

Vejo tudo florescer. Enquanto estou longe muitas coisas passam, tudo gira, tudo se rebate em compassos, e sei que amanhã todos se lembraram de mim. Muitos sons são bons, mas, certas musicas são mais do que um simples grito. São sim o sentimento enrustido na alma de seu criador.

Tudo vai perdendo sentido quando envelhece. Contudo, não para alguém como Kurt Cobain, que quanto mais velho ficava, parecia que tudo ia se tornando igual. E, parecia que aquilo não fazia mais sentido e a única coisa que importava era algo químico em seu peito.

Citar algo, sobre a sexualidade de Deus, seria como matar seu próprio pai, para um cristão, mas não para alguém tão puro quanto Cobain, ele sim, sabia que o sentido daquela frase “Deus é gay”, era mais pelo fato de que não devemos julgar ninguém, nem mesmo alguém tão poderoso para muitos.

Um chá que me encaminha e aliviava as dores sentidas em cada momento de sufoco. Ninguém entende o que se passa em minha cabeça, mas a expressão de minha voz já mostra que meu “sacrifício” está no fim. Mesmo assim não me aceito como sou, e quero que todo o sentido desta porra passe. E quanto a vocês, enxerguem quem fui e, quem sou.
Postado por Hudson Luiz Vilas Boas às 12:04 0 comentários
Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

3 comentários:

Blog do Morani disse...

08/04/09

Não sou muito simpático ao tipo de musica destes nossos tempos, nem nutro qualquer entusiasmo pelas chamadas "Bandas" estrangeiras. Inclino-me mais ao tipo: violinos, pianos e orquestra como a de André Ryeu ou de músicos como Rachmaninof com sua Sinfonia nº2 emocionante e que marcou muito uma bela fase de minha vida, mas tenho que me curvar diante do texto sobre o músico Combain, que está ótimo! Quanto a ele, Combain, clamar "Deus é gay" não vejo nenhum pejorativo à Mente Primordial e Divina por significar o termo "gay" pessoa feliz, ou um Deus feliz (em inglês). Muito bom.
Em relação ao primeiro comentário sobre as mentiras da Folhona, prefiro acompanhar o desenrolar dos fatos, pois aconteceram numa época em que eu não tinha conhecimento algum dessas ações contra o regime militar; o que eu sei é que houve, de fato, muitos crimes covardes, muitas traições e muitas ciladas que levaram grandes personalidades da época a morte, como Marighella, morto em um Fusca numa avenida em São Paulo, e a de um jornalista enforcado em sua própria cela do DOI-CODI. Todo o regime de exceção traz esse tipo de ação covarde. O nosso, não poderia ser diferente. Foi tão igual ou pior. O resto, foram fatos perdidos no Tempo e guardados nas memórias históricas de uma Nação como o Brasil. Graças a Deus, meus irmãos, ambos militares graduados, não tiveram participação nessas caçadas àqueles que discordavam do regime. Por sua posição neutra, o que era coronel do exército não atingiu ao generalato, como seria de seu direito. Morreu coronel, aos 20 de março de 2000.

Boa Páscoa a todos os amigos que navegam no blog Dissolvendo no Ar.

Blog do Morani disse...

08/04/09

Não sou muito simpático ao tipo de musica destes nossos tempos, nem nutro qualquer entusiasmo pelas chamadas "Bandas" estrangeiras. Inclino-me mais ao tipo: violinos, pianos e orquestra como a de André Ryeu ou de músicos como Rachmaninof com sua Sinfonia nº2 emocionante e que marcou muito uma bela fase de minha vida, mas tenho que me curvar diante do texto sobre o músico Combain, que está ótimo! Quanto a ele, Combain, clamar "Deus é gay" não vejo nenhum pejorativo à Mente Primordial e Divina por significar o termo "gay" pessoa feliz, ou um Deus feliz (em inglês). Muito bom.
Em relação ao primeiro comentário sobre as mentiras da Folhona, prefiro acompanhar o desenrolar dos fatos, pois aconteceram numa época em que eu não tinha conhecimento algum dessas ações contra o regime militar; o que eu sei é que houve, de fato, muitos crimes covardes, muitas traições e muitas ciladas que levaram grandes personalidades da época a morte, como Marighella, morto em um Fusca numa avenida em São Paulo, e a de um jornalista enforcado em sua própria cela do DOI-CODI. Todo o regime de exceção traz esse tipo de ação covarde. O nosso, não poderia ser diferente. Foi tão igual ou pior. O resto, foram fatos perdidos no Tempo e guardados nas memórias históricas de uma Nação como o Brasil. Graças a Deus, meus irmãos, ambos militares graduados, não tiveram participação nessas caçadas àqueles que discordavam do regime. Por sua posição neutra, o que era coronel do exército não atingiu ao generalato, como seria de seu direito. Morreu coronel, aos 20 de março de 2000.

Boa Páscoa a todos os amigos que navegam no blog Dissolvendo no Ar.

Hudson Luiz Vilas Boas disse...

Amigo Morani

Feliz Páscoa também pra ti e pra seus familiares...

Um abraço do amigo que lhe admira e muito aprende com vossos oportunos comentários...

Hudson Luiz