DESPESAS COM REFORMAS ESTÁDIOS PARA COPA 2014

Chegou ao meu conhecimento, e muitos devem saber igualmente, que para sediar a Copa de Futebol de 2014 o país gastou verdadeira fortuna em publicidade apelativa. Agora, um PPS recebido de amigos esclarece o montante que se irá gastar para a reconstrução - reformas em estádios já existentes - e construções de novas arenas para a prática futebolística.

O dinheiro não virá dos clubes, pois que a maioria deles anda na "corda bamba", financeiramente falando; muitos agremiações esportivas se acham mesmo no "vermelho": salários atrasados, encargos sociais nas mesmas condições e outros problemas inerentes ao mundo de negócios do futebol. Pois pasmem: o montante dessa despesas com estádios para a Copa de 2014 atingirá, de saída, R$ 5.713 bi. É uma "bagatela", para um país que nada em dinheiro, que distribui entre os países irmãos vultosas somas, que perdoa dívidas elevadíssimas aos países africanos e ainda financia não sei que obras ou situações na Grécia. Melhor é lacrar os cofres da Previdência, a fim de se evitar futuros transtornos àquela instituição e aos seus beneficiários.


quinta-feira, 18 de março de 2010

O CASO DREYFUS E O ANTISSEMITISMO

18 DE MARÇO DE 2010


Sobre Dreyfus

Seção Editorial do site Jayme Copstein

O que sei sobre esse polêmico caso, vivido em França no ano de 1894, sobre o processo contra o capitão Alfred Dreyfus, por crime de lesa-pátria, teve sua origem primordial no conflito armado no qual a França sofreu esmagadora derrota, inflingida pela aliança dos Estado germânicos por volta de setembro de 1870 com rendição em janeiro de 1871. Essa derrota obrigou a França a ceder a Alsácia e parte de Lorena aos vitoriosos. Dreyfus, acusado de traição, foi enviado à illha do Diabo - colônia penal francesa na costa da Guiana, depois de um processo que dividiu a França em duas facções. Uma parte da sociedade acusava o referido capitão de judeu, o que concorreu para a campanha antissemítica em França. Duas expressivas figuras, uma da política - Georges Clemenceau, depois Primeiro Ministro, e a outra da literatura - Émile Zola, escritor naturalista de boa fama, bateram-se a favor daquele capitão. Este último publicou, desasombradamente, o libelo J´accuse "Eu Acuso" provocando reviravolta na opinião pública a favor de Dreyfus. Este só foi absolvido após o major Esterhazy confessar ter forjado provas incriminatórias contra o capitão Dreyfus. Em 1906, foi inocentado de todas as acusações e reabilitado. Há muita literatura sobre esse famoso caso, todavia é de bom senso que não se aceite tudo o que se escreveu sobre isso, porque a imprensa da época não ficava muito distante das exacerbações que hoje vemos em nossos próprios meios de comunicação. Nem por isso sou a favor da mordaça que o governo pretende contra a nossa imprensa. Uma Nação sem a sua imprensa livre, torna-se uma Nação irremediavelmente cega.

3 comentários:

Hudson Luiz Vilas Boas disse...

Amigo Morani

Conheci o caso do Capitão Dreyfus através do cinema. Um filme da década de 1930 se não me engano. Você já assistiu a essse filme???

Hudson Luiz Vilas Boas disse...

Amigo Morani

Encontrei referências na internet sobre o filme.

Chama-se "O Julgamento do Capitão Dreyfus" e é estrelado por José Ferrer.

Inté...

Hudson Luiz Vilas Boas disse...

Ah, esqueci de dizer. Trata-se duma produção britânica e e de 1958.

Inté...